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(pt) ANTE A MORTE DE KAROL WOJTILA (ca,it, en)

From cldvulg@ainfos.ca, cldvulg@bol.com.br
Date Wed, 6 Apr 2005 22:40:45 +0200 (CEST)


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Um homem morreu. Como anarkistas amamos a vida e não podemos
senão compadecermo-nos. Especialmente pela inenarrável crueldade de uma
agonia exibida indecentemente ao mundo por conta da hierarquia
eclesiástica.

No dia do descanso o que se viu foram todos os políticos
italianos - da direita a esquerda – inclinados frente ao trono de Pedro,
queremos recordar quem era o homem que esteve foi a cabeça de uma
monarquia marcada através dos séculos por sua barbárie. A Igreja que tem
perpetrado e abençoado o massacre de milhões e milhões de homens e
mulheres, torturados, queimados, assassinados em nome da cruz não é só a
recordação de um passado nunca renegado, senão que encontrou em Wojtila
um digno epígono.

Karol Wojtila durante 27 anos de papado se distinguiu por suas
iniciativas reacionárias.

Karol Wojtila foi o responsável pela difusão da SIDA/AIDS na África, onde
a publicidade e o incentivo ao uso de preservativos poderiam ter salvo da
enfermidade milhões de pessoas, inclusive de muitíssimas crianças.

Karol Wojtila deu respaldo ao ditador, torturador e assassino chileno
Augusto Pinochet, a quem estendeu a mão durante a viajem ao martirizado
país sul-americano, em cujos cárceres se levava o tormento a milhares de
opositores políticos. Nem uma palavra para as vítimas enquanto abençoava
o carniceiro e sua família.

Karol Wojtila vestiu a pele de ovelha ou de lobo segundo os interesses de
sua organização, de cujo Estado foi soberano. A esquerda o elogiava por
seu pacifismo na questão iraquiana, porém esquecia que sustentou e
justificou a guerra que levou a sangria da ex-Iuguslávia. Com a Croácia
católica, contra mulçumanos e ortodoxos, o papa do “ecumenismo” religioso
converteu a Santo Stepinac, o cardeal que junto aos fascistas desse país
se associou a Hitler – “enviado de Deus” – e abençoou as inumeráveis
atrocidades perpetradas pelos “ustachas” croatas com a cumpliciade das
tropas de ocupação italianas.

Karol Wojtila protegeu e favoreceu ao cardeal Pio Laghi, núncio
apostólico na Argentina durante a época da ditadura que massacrou 30.000
pessoas. Laghi abençoou e encobriu os torturadores e assassinos.

Karol Wojtila esteve, a mando de uma transnacional com interesses
ramificados em todo o mundo e dividendos elevadíssimos em um planeta onde
a maioria da população sobrevive com menos de dois dólares por dia. Karol
Wojtila um “paladino da vida” que manteve uma atitude ambígua em relação
a pena de morte, foi o custódio de uma cultura de opressão. Uma cultura
que desejava mortificar a exist~encia das mulheres, condenadas a parir a
todo o custo crianças malformadas, ou destinados a morrer de fome. Uma
cultura que prefere uma vida de dor a uma de alegria e saúde, uma cultura
que
criminaliza o homossexual, que transforma o desejo e o amor em culpa, que
defende os ainda não nascidos e persegue os que estão vivos.

Karol Wojtila santificou padres espanhóis que se levantaram am armas
junto com as tropas do católico-fascista Francisco Franco. Estes “santos
mártires” desejavam ressuscitar as pompas da Igreja de Torquemada e dos
inquisitores, os “fornos coletivos” onde os hereges eram cozinhados em
fogo lento. Como os anarkistas, libertários de 1936, que se bateram pela
vida e pela liberdade contra o fascismo e a opressão clerical, nós,
anarkistas e libertários de hoje, ainda com o respeito devido a morte de
um homem, não nos fazemos de capacho, n]ao nos unimos ao coro de tantos –
que a direita e a esquerda – se inclinam frente ao féretro do chefe de
uma das organizações mais ferozes, sanguinárias e liberticidas que a
história recorda. Nossa luta contra as religiões e as Igrejas se nutre da
compreensão que só a emancipação da loucura religiosa, e do clero que a
patrocina, poderá abrir aos homens e às mulheres uma vida plena, vivida
com a liberdade do respeito a diversidade, na solidariedade entre iguais.

Comissão de Correspondência da Federação Anarkista Italiana.


Traduzido pelo O COLETIVO LIBERTÁRIO
(A partir da tradução para o castelhano do El Libertário)

Original en http://www.ainfos.ca/it/ainfos04284.html




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