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(pt) [Mexico] Caravana Punk visita comunidades indígenas zapatistas

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Mon, 4 Apr 2005 17:12:04 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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A seguir Alma Punk, jovem libertária da cidade de Guadalajara, envolvida
com questões indígenas no México, fala-nos um pouco sobre a primeira
"Caravana Punk", realizada de 20 a 27 de março em Chiapas.
Agência de Notícias Anarquistas > Qual foi o objetivo da Caravana Punk?
Alma Punk < O objetivo principal foi conhecer a realidade dos moradores
das comunidade indígenas, compreender que sua luta não é fácil, e que
devemos aprender com ela.Apesar de que nas comunidades tenha muitas carências de serviços básicos,
como água e luz, além das enfermidades, salmonela, paludismo etc.,
conseguem resistir com muitos projetos autogestivos de saúde, educação,
moradia e de comércio sustentável, um exemplo é o salão de costura. A
construção de todos os projetos é feita desde baixo, e temos que aprender
com isso tudo para praticar nas cidades. E por último, reconhecer o
esforço que fazem estas comunidades para resistir a uma guerra de
extermínio, e conservar sua terra e cultura indígena, é uma luta e tarefa
muito grande.
ANA > E qual foi seu balanço dessa caravana até as comunidades zapatistas?
Valeu a experiência?Alma < A experiência foi muito rica e agradável, porque houve disposição
dos punks para trabalhar e cooperar em todas as tarefas que determinavam
os compas da comunidade, e das propostas que se geravam entre nós mesmos.
Além dos balanços que fizemos dos trabalhos do dia a dia saíram muito bem,
e com muita participação dos punks. Sobre tudo, havia muita tolerância e
respeito.
ANA > Que atividades vocês faziam lá?
Alma < As atividades eram as tarefas que os compas da comunidade nos
indicavam, por exemplo, fazer trabalho com compas que estavam na
construção de um salão de costura para as mulheres da comunidade. Também
realizar outras tarefas, como fazer algumas latrinas, cortar ervas, as
comissões na cozinha, cortar lenha, coordena-se... outros apoiavam a
comunidade trazendo troncos pesados de um lugar a outro para fazer currais
de animais. Também houve atividades com oficinas, com temas sobre a
militarização, ecologia, que consistia em reciclagem e elaboração de
compostas orgânicas. Estas atividades foram propostas pelos compas punks,
houve muita participação. E por ultimo participamos na inauguração do
salão de costura, onde os compas zapatistas organizaram uma festa (baile),
que foi muito divertido, todos os punks estiveram dançando às cumbias
entre eles mesmos e com as pessoas de outra caravana, e a comunidade.
ANA > Muita gente participou? Que grupos?
Alma < Participaram vários coletivos punks e gente independente, que
vieram de algumas partes do país, Sinaloa, Jalisco, Guerrero e da Capital.
Na comunidade nos integramos com as pessoas da outra caravana e gente
estrangeira (Alemanha, Argentina, Áustria, País Basco).Nesta integração também realizamos um seminário de discussão política
proposto pelos compas da outra caravana (que foi trabalhar com a questão
do salão de costura), o tema foi a relação “Zapatismo e ETA”. Foi muito
interessante, pois a participação dos compas Bascos ajudou para que se
abrisse a discussão.
ANA > A caravana partiu de onde?
Alma < A caravana partiu da Capital do México com destino a Ocosingo para
depois nos movermos à Garrucha, Chiapas (comunidade autônoma em
resistência), que se encontra muito próxima da fronteira com a Guatemala.
ANA > As caravanas partiam de ônibus?
Alma < Sim, mas somente foi uma caravana que partiu da Cidade do México,
do monumento à revolução.
ANA > E como foi a recepção dos e das zapatistas?
Alma < A verdade é que não tivemos a sorte de ter muito contato com eles,
pela questão do projeto de construção do salão de costura que tivemos que
teminar logo, mas houve uma comissão do grupo que falou com eles, onde
deram uma mensagem para os jovens punks, na qual mostravam estar
agradecidos pelo apoio a sua luta, pois, também, somos parte dela. Eu já
tive a oportunidade de falar com eles em outras ocasiões, e em outras
comunidades, foi uma lástima não terem falado com o grupo, pois muitos
tinham algumas dúvidas, e queriam demonstrar diante deles e saber o que
pensavam.
ANA > Vocês pretendem realizar outras caravanas?
Alma < Ainda não sabemos, agora é necessário trabalhar com o material, as
discussões e idéias que ficaram no ar. Há que se fazer um bom balanço. Eu
não moro próxima da maioria das pessoas que participaram da caravana, mas
estou em contato com eles, agora temos a proposta de participar no
encontro sobre autonomia, em Oaxaca, alguns ficaram de se integrar neste
encontro, mas todavia não é nada certo ainda.
ANA > Quer acrescentar algo?
Alma < Sim, além de conhecer mais gente nova que se interessava pelas
causas indígenas e a luta zapatista, foi uma boa experiência, onde
mostrou-me que podemos aprender, a capacidade do movimento anarco-punk de
escutar o outro, que é possível realizar um trabalho coletivo, todos
estiveram em convivência mútua. Além disso, foi muito divertido, porque eu
os outros compas apreendemos o jogo de xadrez. (risos)
agência de notícias anarquistas-ana




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