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(pt) [portugal] os nossos corpos são campos de batalha*

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Sun, 5 Sep 2004 16:57:48 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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de pt.indymedia.org
Em Portugal, milhares de mulheres são maltratadas em clínicas clandestinas
sem quaisquer condições sanitárias. A lei contra o aborto promove o
negócio destas clínicas, que lucram sem quaisquer escrúpulos à custa do
desespero de quem se vê obrigada a recorrer a elas. A ilegalidade leva a
que o negócio à volta da prática do aborto aumente cada vez mais. As
necessidades básicas de saúde das mulheres continuam a ser ignoradas.
Portugal é o único país da Europa em que há mulheres com processos
jurídicos e condenadas pelas leis anti-aborto.
Neste panorama de miséria e opressão, surge o barco das Women On Waves que
vem promover o debate, o esclarecimento e o acesso gratuito a uma clínica
com condições dignas. É um projecto que visa "a defesa da saúde sexual e
reprodutiva das mulheres, do direito à escolha responsável e da defesa de
descriminalização do aborto". Vem mostrar que é possível reduzir os riscos
da prática do aborto, que nem todas as clínicas abortivas, mesmo sendo
"ilegais" ou "clandestinas", põem em risco a saúde física e psicológica da
mulher. Sr. Portas: preferimos "estrangeiras" esclarecidas, dispostas a
informar e ajudar, a argumentos e "soluções" de merda!
Uma vez mais, a nossa opinião sobre o que está a suceder é conduzida pelos
media. Uma vez mais, o tema do aborto é servilmente deixado nas mãos de
políticos homens, endinheirados e hipócritas, que ignoram as necessidades
da população em geral e da população feminina em particular...Uma vez
mais, o debate está limitado a uma círculo político e mediático, sem que
haja a possibilidade das pessoas participarem activamente nele. O aborto
continua a ser demonizado pelo governo e pela sua propaganda. A população
realmente afectada pelo problema é forçada a conformar-se com a decisão
imposta por Paulo Portas. A medida do governo em relação ao Borndiep
promove a ignorância e o silenciamento de um debate necessário. Estamos
fartas que nos mintam e nos tratem como ignorantes. Não deixarem este
barco chegar ao porto da Figueira da Foz é, quanto a nós, uma decisão
autoritária. A justificação que nos dão não só é válida como é imbecil.
Esta situação demonstra o terrorismo inerente a um governo.
É uma prática corrente dos estados autoritários evitar e impedir que a
população compreenda e solucione os seus problemas. Estamos fartas disso.
Para criar uma sociedade não autoritária e não hierárquica temos que
começar de uma vez por todas a decidir individualmente o que fazer com os
nossos corpos e com as nossas vidas. Portas: para além de seres um cristão
de merda, és um machista. E cheiras mal!
A decisão do governo é TERRORISTA, porque:

- impede a mulher de optar e decidir o que fazer com o seu próprio corpo;

- condena-a ao isolamento social, ao estigma da vergonha e da
clandestinidade;
- promove o negócio genocida de clínicas clandestinas em que a mulher
arrisca a sua vida e sua integridade psicológica e física;
- aumenta sem escrúpulos o risco do aborto ser algo traumatizante, uma vez
que este continua, mesmo ilegalmente, a ser feito em condições
humilhantes. Este é o verdadeiro risco para a "saúde pública" ignorado
pelos criminosos que estão no poder;
- apoia e fortalece a acção de desinformação em relação às técnicas
abortivas e à própria contracepção;
- promove, em conjunto com grupos e indivíduos que se dizem "pró-vida", a
ignorância, a morte e uma moral cristã ignorante e caduca;
- permite que os navios petroleiros como o Prestige passem tranquilamente
pela costa pondo em risco todo um ecossistema, mas recusa a entrada do
barco das Women On Waves num porto português...o que é que põe realmente
em risco a "saúde pública" ?
Tão terrorista são os que promovem uma guerra como os que não impedem de
decidir o que fazer com os nossos corpos e as nossas vidas!!!
[*Nota do editor de A-Infos: este comunicado foi distribuido durante a
performance que também está documentada em fotos. Ver em http://portugal.indymedia.org/ler.php?numero=44320&cidade=1 ]




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