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(pt) UNIPA: Carta aos Lutadores do Povo - Não Vote - Lute !!!

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Thu, 2 Sep 2004 16:55:01 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Comunicado Nº 02 – Rio de Janeiro, Setembro de 2004
"Aos militantes do movimento sindical, estudantil, operário, e camponês;
A juventude, as mulheres trabalhadoras, ao povo oprimido, negro e indígena;
Aos sinceros lutadores do povo, em partidos, sindicatos, cooperativas e
demais entidades;Ao bravo povo brasileiro de forma geral";

O Brasil vive momentos graves. É preciso fazer uma avaliação profunda e
séria das nossas opções políticas. É preciso pensar com cuidado a direção
que estamos escolhendo para nossas vidas. E desta avaliação sairá as
escolhas que podem mudar nossos destinos, o destino do nosso povo, ou
aprofundar a crise, econômica e social.Enquanto anarquistas afirmamos: a emancipação dos trabalhadores será obra
dos próprios trabalhadores. Estamos aqui, enquanto amigos do povo, para
colocar nossas análises, e a partir de nossa ideologia e teoria
revolucionária anarquista, e tentar auxiliar os lutadores do povo nas
escolhas que realizam. Isto porque o destino do povo é o nosso destino. A
vitória do povo é nossa vitória; e a derrota do povo é nossa derrota.É com a sinceridade daqueles que compartilham dores e problemas que nos
colocamos publicamente. É com a humildade daqueles que sabem da limitação
de suas forças que lançamos nossa posição política a público. É devido à
responsabilidade revolucionária que rompemos nossas próprias limitações e
falamos sobre questões que ninguém pode silenciar.
1 – Eleição é Farsa. Agora é Luta !!!

O ano de 2004 é novamente, ano de eleições. Momento da farsa
democrático-burguesa. O povo irá se levar por falsas promessas? Como
aconteceu na eleição de 2002, quando grande parte do movimento popular
apoiou Lula? Qual foi o resultado? A “traição”, como nós da UNIPA havíamos
previsto em nossos documentos públicos.Mas a questão é mais complexa. O PT não é somente uma organização de
“traidores”. Na verdade, este elemento é secundário. O PT está
simplesmente manifestando agora o produto das opções históricas que uma
parte importante da classe trabalhadora realizou nos anos 80. E tudo tem a
ver com a opção reformista e com a “tática eleitoral”.Na verdade o sistema político estatista, vinculado dialeticamente ao
sistema econômico capitalista, produz no campo da “democracia burguesa” as
mesmas tendências verificadas na economia capitalista: monopolização dos
recursos, centralização do poder grandes nos partidos, e dentro dos
partidos nas direções (como nas grandes empresas o poder se concentra na
mão dos acionistas e tecnocratas), incentivo a concorrência e etc,
fortalecimento da acumulação de capital e pauperização dos trabalhadores
(expressa no plano político na dependência clientelista para acesso a
recursos públicos). As “eleições” na democracia burguesa, acorrentadas
pelas forças econômicas do capitalismo e circunscritas pelo próprio
caráter da organização do Estado, produz necessariamente “Governos” que
servirão ao interesses da burguesia e do imperialismo.O caso do PT e de Lula confirma a tese bakuninista de que a “tática
eleitoral”, leva os partidos adeptos dela ao oportunismo e a
contra-revolução, pois subordina o proletariado a política burguesa. A
concorrência eleitoral burguesa cerca os partidos de uma serie de
determinantes materiais e simbólicos que os transformam, e produzem
lentamente o que poderíamos chamar de a “lei da petização” – processo
necessário de domesticação, burocratização e emburguesamento progressivo
dos partidos reformistas e organizações atrelados a democracia burguesa.Por isso, hoje como em 2002 o único caminho sério e viável para o povo é o
caminho da luta !!! Não vote, lute !!! Neste ano é preciso responder as
reformas da era Lula com luta e organização. Não a política burguesa. A
única política para o proletariado, para o povo, deve ser a política da
sua própria organização !!! As organizações da classe trabalhadora hoje
estão mais degeneradas que antes. CUT, UNE, MST e outras, entidades e
movimentos reformistas passaram a ser meras “repartições” do Governo Lula
no movimento popular, com a função de amordaça-los. É hora de criar novas
organizações, independentes e classistas pela base. É o momento de
destruir o Governismo no movimento popular!É preciso reorganizar a luta e através da luta, reconstruir nossas
organizações. Destruir as entidades governistas. Fazer com que os
sindicatos, uniões, entidades estudantis e etc defendam os interesses dos
trabalhadores frente aos patrões e ao Estado; não os interesses dos
patrões e do Estado frente aos trabalhadores.A única política para o proletariado, para o povo, deve ser a política da
sua própria organização !!! Não vote ! Lute !

2 - O programa reivindicativo !!!

O boicote a política burguesa e o voto nulo não são um meio
revolucionário, positivo, de construção. O voto nulo só faz sentido do
ponto de vista revolucionário porque ele expressa a separação, o boicote a
política burguesa. É apenas uma posição negativa, que serve para livrar as
mãos e mentes do proletariado das algemas ideológicas da burguesia. Mas
sua função, restrita e secundária, termina por aí.É preciso uma posição positiva, que dê as organizações e lutas do povo uma
direção classista e combativa. O povo deve retomar a direção de suas
lutas. Ninguém pode fazer isso em seu lugar. E para que o povo retome a
direção das lutas, é preciso que ele identifique quais são seus
interesses. É preciso um programa de reivindicações. Um programa que possa
atacar os problemas imediatos do povo. Um programa que possa dar uma voz
comum, um espírito comum, as diversas lutas e aspirações de nosso povo.
Mas este programa nenhum governo executará! Somente o povo, reivindicando
na luta, ocupando as ruas, as fábricas e as terras, poderá implementá-lo.É preciso unir o campo e a cidade. Os trabalhadores e desempregados.
Juventude e Mulheres. Negros e Indígenas !!! Este programa, irá aprofundar
o abismo entre o povo e a burguesia, e o Governo Traidor de Lula e do PT.
Vamos construir uma alternativa classista e independente de luta popular
!!!Devemos reivindicar: 1 – Direito ao Trabalho; 2) Direito a Terra 3)
Direito a Moradia; 4) Direito a Saúde e Educação. A defesa do direito dos
trabalhadores é base para a unidade na luta de massas para as diferentes
forças políticas. Não as reformas do Governo Lula! Devemos, alem disso ter
como bandeiras a construção de novas ferramentas de organização e luta da
classe trabalhadora. Combater a ALCA e as Reformas do Governo Lula!
3 - Pela Unidade das forças populares frente ao Governismo e ao
Imperialismo !!!
Hoje mais que nunca é importante fortalecer o campo revolucionário e
popular. Os militantes revolucionários devem acreditar na sua própria
capacidade, e mesmo que hoje não haja um ou mais partidos revolucionários
e um movimento de massas capaz de servir de alternativa nacionalmente para
o povo, existe a necessidade e a possibilidade de desgastar o reformismo e
combater o governismo.É preciso retomar o trabalho dos pequenos grupos junto as bases, seguindo
uma orientação revolucionária. É preciso fortalecer o campo revolucionário
pela unidade na ação direta de massas. Devemos preparar hoje as condições
necessárias para a formação de um movimento revolucionário amanhã. Devemos
multiplicar as ações independentes do reformismo e governismo, fortalecer
o trabalho local nas fabricas, escolas, bairros de periferias e campo. O
trabalho revolucionário “invisível”, de pequenos grupos é necessário.É fundamental desgastar o reformismo e fortalecer o campo socialista e
revolucionário. Mesmo que hoje sustentar uma posição revolucionária
signifique atuar em pequenos grupos, este trabalho é fundamental na
educação política dos militantes do proletariado. É esta educação (luta
insistente, contra todas as adversidades) que forjará os militantes e
quadros do movimento revolucionário de amanhã.Para isso devemos ter as táticas corretas e os objetivos adequados ao
momento histórico. Devemos lutar para combater e desgastar o governismo.
Ao mesmo tempo não se deixar levar pelas ilusões do oportunismo, seja ele
de direita ou de esquerda. Promover a unidade nas lutas de massa, mas
sempre que unidade favorecer a defesa dos direitos dos trabalhadores e
preservar a liberdade de ação revolucionária. Construir organizações
populares de novo tipo, pela base, nos locais de trabalho, estudo e
moradia. Devemos lutar contra as reformas do governo Lula, pela defesa dos
direitos dos trabalhadores e contra o imperialismo e sua política
comercial.Esta plataforma de luta, que qualquer militante imbuído do classismo
apoiaria, é única capaz de promover a unidade do campo revolucionário. E
neste momento esta unidade é fundamental para que possamos lançar uma
estratégia defensiva eficaz e preparar no médio prazo uma ofensiva para
reconquista dos direitos que estão sendo perdidos.





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