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(pt) [Milão-Chiapas]Projeto Libertário Flores Magon

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Wed, 1 Sep 2004 14:02:12 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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[de anarquismo.org]
Quem somos e com quem trabalhamos
O projeto nasce em Milão (Itália) em 1999 como uma proposta do movimento
libertário milanês por uma intervenção solidária e internacionalista em
Chiapas (México), encontrando desde o início com a adesão de numerosos
companheiros de toda Itália.Desde então nosso grupo opera, de maneira
desinteressada e sem qualquer ajuda pública junto e desde o interior das
comunidades zapatistas, participando com paixão num intento de
transformação social levado a cabo de modo autogestionário e igualitário
tal e como foi iniciado nestes anos de luta em Chiapas compartilhando as
aspirações por uma vida digna baseada nos princípios de democracia direta
e assembleísmo.A União Sindical Italiana Saúde (USI-S), sindicato de
tradição anarquista e portador de valores de liberdade, igualdade e
justiça social na luta sindical cotidiana, promove e participa no Projeto
Libertário Flores Magon com o objetivo de contribuir ao Plano de Saúde
concebido de maneira autogestionária pelo OSIMECH (Organização de Saúde
Comunitária de
Indígenas Maias do Estado de Chiapas).Em Chiapas, aliás, as pessoas
morrem das mais elementares doenças como, por exemplo, bronquite, malária
e de parasitos. As condições
higiênico-sanitárias são dramáticas, considerando somente que nas
comunidades há uma falta quase total de latrinas, drenos e água potável.
A desnutrição difusa mata os mais fracos e a taxa de mortalidade infantil
é altíssima. Além do mais, as mulheres, as últimas que se alimentam e
consumidas pelas numerosas gravidez e de uma lactação que se prolonga
mais que o habitual, morre com facilidade depois do parto.O OSIMECH, para
fazer frente as graves condições higiênico-sanitárias pela qual atravessa
toda Chiapas e com o convencimento de que o direito à saúde não tem por
que passar pelo filtro governamental concebeu, pela primeira vez na
história destes povos, um plano de saúde, que é articulado em círculos
concêntricos de maneira simples e funcional.A central sanitária está
constituída pela clínica autogestionada "La Guadalupana" de Oventic onde
operam alguns médicos e os promotores de saúde mais especializados,
figuras sanitárias locais que unem as curas tradicionais, transmitidas
por curandeiros, parteiras e hueseros, a experiência adquirida no
ambiente hospitalar.Ao redor desta primeira central sanitária hão sido
construídas outras microclínicas onde trabalham os promotores de saúde
menos especializados e finalmente ao redor destas microclínicas estão
sendo construídos
ambulatórios rurais (casas de saúde) que tentam encarar de maneira
capilar às necessidades sanitárias locais, através de uma relação e
organização funcional e não hierárquica entre o centro e a periferia.
O que temos feito e o que estamos fazendo

Fevereiro 2001. É inaugurada a microclínica Nova Esperança de Nova
Liberdade, cuja execução foi possível graças à ajuda do Projeto
Libertário Flores Magon, que ainda hoje, continua comprometido com a sua
organização funcional, fornecendo medicinas e materiais sanitários.

Abril 2001. Dá início a colaboração direta da USI-Saúde com a clínica
Oventic e com o OSIMECH, com um constante envio de pessoal médico e
enfermeiros voluntários da Itália, materiais sanitários e contribuições
econômicas.

Junho 2001. O Projeto Libertário Flores Magon promove a criação de
cultivos coletivos em duas comunidades da Municipalidade autônoma de São
Miguel na região de Ocosingo (Comunidade Emiliano Zapata e Miguel Gómez)
onde foi levado a cabo um projeto integrado higiênico-sanitário e
agrário-alimentar, organizando cultivos coletivos capazes de satisfazer o
apoio vitamínico e uma diversidade alimentícia melhorando assim as
condições higiênicas e de saúde da totalidade da comunidade.

Setembro 2001. É completada a construção de uma casa de saúde na
Comunidade Miguel Gómez.

Janeiro 2002. É iniciada a construção de uma planta de entubação e
primeira potabilização da água, sempre na Comunidade Miguel Gómez.

Setembro 2002. A partir desta data, a USI-Saúde envia mensalmente um ou
dois companheiros, médicos ou enfermeiros, provenientes de diferentes
hospitais milaneses e/ou de associações de voluntariado, como o NAGA,
dando apoio ao pessoal sanitário indígena numa relação de mútua formação.

Março 2003. O Projeto Libertário Flores Magon recebe uma doação do
Hospital São Carlo de Milão consistente num ecógrafo que é destinado à
clínica “La Guadalupana” de Oventic.

Abril 2003. Médicos provenientes do Hospital São Carlo de Milão organizam
um curso teórico-prático sobre o uso do ecógrafo para o pessoal da
clínica de Oventic e isto em colaboração com a organização humanitária
inglesa "Marie Stopes”, que se ocupa da saúde reprodutiva em várias
partes do mundo e trabalha também em São Cristóbal. Nesses meses
prosseguem as atividades do projeto cada vez mais comprometido em:

- Obter fundos, cujo destino sempre está documentado;
- Enviar medicinas, maquinário e material sanitário a Chiapas;
- Enviar médicos e enfermeiros destinado, em concreto, à clínica “La
Guadalupana” de Oventic.
Para este fim, foram organizados cursos de formação, dirigidos aos
promotores de saúde, com caráter teórico-prático, no curso de que o
pessoal sanitário estrangeiro, com a ajuda de tradutores, transmitiu sua
própria bagagem de experiência ao pessoal local, acima de tudo nos temas
de saúde reprodutiva, das doenças do aparelho reprodutivo, das doenças do
aparelho digestivo e de terapias urgentes.Como se pode ver isto é um
projeto que não tem nada a ver com assistencialismo caridoso,
constituindo um intento de participação igualitária num plano de saúde
autogestionado, que visa salvaguardar a saúde e a cultura dos índios
através dos recursos humanos e materiais locais, tratando de emancipar à
população local da chantagem
governamental, tratando de mudar a assistência sanitária com controle
político-social.
Setembro 2003. Chega finalmente na clínica “La Guadalupana” de Oventic um
ecógrafo doado pelo Hospital São Carlo de Milão e um eletrobisturi doado
pelo CRAL do Hospital São Paulo de Milão. Particularmente o ecógrafo
permitirá fazer diagnósticos mais precisos e rápidos em relação as
gravidez das mulheres indígenas, provados pelos numerosos nascimentos, da
lactação que continua e outros aspectos relacionados à gravidez e ao
parto. Lembramos que a taxa de mortalidade infantil é muito alta com
casos de mortes das parturientes.
Outubro 2003. É organizado um projeto com uma duração mínima de um ano de
assistência odontológica, e posto em andamento um laboratório
odontológico levado a cabo por médicos e enfermeiros proveniente do
Hospital São Paulo de Milão, que se ocupa de prestar assistência não só
na central de saúde de Oventic, mas também de forma itinerante nas
diferentes comunidades, buscando pôr remédios às conseqüências da
monoalimentação de milho com as conseqüentes carências vitamínicas que
afetam, entre outras coisas, também a dentição.

Quem são nossos "mecenas"

Nestes anos a atividade do Projeto Libertária Flores Magon foi dirigido
tanto de Chiapas como da Itália, onde é de importância capital informar e
contrainformar à opinião pública sobre o que está acontecendo ali. É por
essa razão que nosso projeto está organizando iniciativas de
solidariedade e de contrainformação em toda Itália; cursos de formação
para o envio a Chiapas de pessoal de saúde e comprometido na estruturação
de um aparato logístico estável e de conexão entre Itália e México. Assim
toda a atividade do Projeto é coordenada com o Plano de Saúde do OSIMECH,
visando com esperança da colaboração com outras associações como, por
exemplo, “Marie Stopes”, o grupo “Tierra y Liberdad” e outras associações
de apoio na luta das populações indígenas de Chiapas, com a única
intenção de levar uma ajuda que garanta a maior autonomia das
comunidades, e isto a margem de estéreis sectarismos políticos e pessoais
na Itália como em Chiapas.
Nestes anos, quem nos financiou foram muitos trabalhadores da USI-Saúde
dos diferentes hospitais de Milão, Monza, Trieste, Savona etc., as
federações da USI de Albenga, Imperia, Carrara, Parma, Sarno,
Alessandria, Ancora, Florença, e outras; os centros sociais: COX 18, CSOA
Garibaldi, Cascina Torciera de Milão, TNT de Nápoles, CSOA de Avellino e
tantos outros. Recebemos também ajuda econômica a nível internacional,
por exemplo, do sindicato libertário espanhol CNT-AIT de Valença e
colaboramos com os companheiros alemães da FAU-AIT. Mas o que nos tem
ajudado
especialmente nestes anos, são as numerosas contribuições individuais que
companheiros e companheiras quiseram dar a este projeto de solidariedade
internacionalista.

Mais infos em:
www.ecn.org/usi-ait e-mail: usis@libero.it USI-Saúde Viale Bligny, 22
Milão-Itália
agência de notícias anarquistas-ana




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