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(pt) A BATALHA Nº 207: PODER ECONÓMICO, PODER POLÍTICO E LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Mon, 22 Nov 2004 19:13:53 +0100 (CET)


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A limitação da liberdade de expressão do 'grande' comentador político da
TVI (o comentário futebolístico é hoje parte integrante, talvez a mais
importante, do comentário político) por parte do dono daquele canal
televisivo – ponderadas as contrapartidas governamentais ao uso do bridão
– deu em mui digno e 'democrático' pedido de demissão. Além do visado e de
alguns (poucos) consócios partidários, também os partidos da oposição se
têm mostrado indignados e preocupadíssimos com tão inédita interferência.O que é assaz curioso quando eles próprios sabem e toda a gente vê que a
oposição parlamentar é marginalizada pelas diferentes estações
televisivas, com excepção do PS, que goza da benignidade adveniente de ser
mais concorrente do que adversário. E que as oposições extra-parlamentares
são pura e simplesmente silenciadas.A escolha dos comentadores políticos televisivos recai de modo geral, para
não dizer exclusivamente, em figuras da direita e do centro. Quando se não
quer um solo organiza-se um duo com figuras dos dois partidos dominantes,
porque é necessário persuadir os eleitores que só há em Portugal duas
alternativas 'credíveis' – a do PPD só ou com o PP e a do PS sozinho.
Quando se trata de matérias de incidência parlamentar lá são obrigados a
chamar a contragosto os partidos com assento parlamentar, tentando sempre
evitar que haja mais intervenientes de 'esquerda', pelo que não é comum
ver simultaneamente o PCP, o BE e os Verdes. E como os 'comperes' são
também escolhidos à direita dão uma ajuda considerável na asseptização dos
debates. Muito facilitada, de resto, pela conversão das 'esquerdas' ao
neoliberalismo após a queda do império 'soviético' e da adopção pela China
do modelo norte-americano (sem rodeos eleitorais). Para as 'esquerdas
modernas', ou mais ou menos modernizadas, o modelo capitalista, a economia
de mercado e a globalização são coisas boas em si, mas caiem por vezes
nalguns exageros que é necessário limitar com prudência e os devidos
respeitos.Porque a realidade é que as televisões privadas pertencem a grandes grupos
económicos que, obviamente, não estão interessados em críticas de fundo e
apenas consentem uns reparos de pormenor. Podar um ou outro ramito seco
mas deixar intactos as raízes, o tronco e os ramos principais. E a
televisão estatal depende do governo de turno que, por sua vez, depende do
partido que o sustenta e este de quem lhe paga as campanhas eleitorais.
Porque os milhões que nelas se gastam não se conseguem com as cotizações
dos filiados nem com as subvenções oficiais do Estado. E o mundo dos
negócios não paga sem contrapartidas. Pelo que TV estatal se não pode
distanciar muito, em termos de independência, das congéneres privadas.E aquilo se está passando com o "folhetim Marcelo" tem menos a ver com a
verdadeira liberdade de expressão, que imporia uma certa igualdade de
tratamento a todas as organizações políticas, sociais e individualidades
independentes, mas com um processo de restrição de liberdade de expressão
no interior do partido da maioria, a que pertencem tanto a maioria
governamental como o comentador. Como o partido tem muitos salazaristas,
estalinistas, marcelistas e maoístas reciclados, é natural que haja umas
escorregadelas de vez em quando. As amnésias são raramente totais, o que
assegura a sobrevivência de muito psicanalista.Luís Garcia e Silva




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