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(pt) "Lutar contra todo tipo de poder, seja ele ianque ou castrista!"

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Date Thu, 4 Nov 2004 22:28:58 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Em breve, a ORGAP (Organização Anarco Punk), estará lançando o importante
livro "Anarquismo em Cuba", escrito "em voz alta" pelo anarquista cubano
Frank Fernández. Um livro que destrói vários mitos da esquerda
autoritária, além de falar das históricas lutas dos anarquistas cubanos,
dos enfrentamentos com o novo regime castrista. Um livro de reflexão, de
debate, de denúncia... e sobretudo um livro que faz uma opção contra a
morte e pela vida.
A seguir em entrevista para a ANA, a esperta e tradutora do livro, Karina
Lima, com 16 anos, e desde os 12 "rodando a baiana anarquista", nos conta
um pouco mais do livro e de "outras coisas" libertárias.
Agência de Notícias Anarquistas > Como pintou a idéia de traduzir e editar
o livro "El Anarquismo en Cuba", de Frank Fernández? E por quê?
Karina Lima < Sempre me interessei bastante pela questão do anarquismo
latino-americano e me considero uma entusiasta do movimento libertário
local. Movida por esse grande interesse pessoal, há algum tempo tenho
atuado como tradutora de materiais relacionados a essa temática.
Foi assim que, há uns 2 anos, estabeleci contato com algumas pessoas do
MLC (Movimento Libertário Cubano) e passei a traduzir documentos dessa
organização. Coloquei essa questão para o resto do coletivo do qual
participo, a ORGAP (Organização Anarco Punk), e passamos a divulgar alguns
materiais sobre o anarquismo cubano titulados "estudos". Fizemos umas duas
ou três edições desses "estudos", e publicamos na internet.Depois de um tempo, o autor do livro e outros/as companheiros/as do MLC me
propuseram que traduzisse "O Anarquismo em Cuba" para o português. Como já
havia começado a trabalhar esse tema (através dos "estudos"), e devido ao
comprometimento que de certa forma considero que assumi com essa causa,
aceitei.
A ORGAP acabou abraçando de vez a idéia, e assumimos a responsabilidade de
editar o livro. Achei uma atitude muito legal por parte dos/as demais
companheiros/as a de entrar de corpo e alma nessa idéia, que hoje podemos
dizer que é um ideal do coletivo; tomando para si o projeto, isso num país
onde é dificílimo fazer livros e onde o castrismo encontra um campo tão
vasto para alastrar-se. Desde então, tenho continuado a tradução, ao mesmo
tempo em que realizamos atividades para conseguir financiar o projeto (daí
surgiu a Festa da Diversidade, que organizamos todo 2º domingo do mês no
centro de São Paulo, e já estamos indo para a 8ª edição do evento).ANA > Esse é um livro histórico, de denúncia...

Karina < Sem dúvidas: é um livro de história, e acima de tudo, de reflexão
histórica. Por sua vez, é um livro de denúncia: denúncia das injustiças às
quais sempre foi submetido o povo cubano, e principalmente os/as
anarquistas cubanos/as; desde o sistema colonialista espanhol, passando
pelas ditaduras anteriores (Machado, Batista...) e pelo imperialismo
ianque, e culminando com esse expoente do autoritarismo que é Fidel
Castro.O livro trata do surgimento do anarquismo em Cuba, cuja história é bem
parecida com a do Brasil, não só pelo fato de ter sido trazido pelos
imigrantes europeus, mas também pela grande aceitação que teve na Ilha e
pela enorme influência política que ora gozou no início do século passado.
Faz então uma síntese dos fatos e personagens que marcaram o anarquismo
cubano desde o fim do século XIX: a luta anarquista em tempos
colonialistas, a questão da independência, os altos e baixos do anarquismo
na Ilha ao longo de anos de oligarquia, a luta contra as ditaduras e o
imperialismo; e finalmente narra todo o processo de "revolução" pelo qual
passou Cuba, denunciando a corrupção, a violência, o poder "absolutista"
do PCC, a ascensão política de Castro e o processo de perseguição,
tortura, morte e exílio dos anarquistas. Nesse contexto, conta sobre o
surgimento do MLCE (Movimento Libertário Cubano no Exílio) e suas
atividades. É importantíssimo destacar também a análise que faz o autor
sobre as principais dificuldades do MLCE no campo do anarquismo
internacional, uma vez que, por muito tempo, o castrismo teve grande
aceitação no meio anarquista, por falta de informação, traições e até
mesmo má vontade de alguns/mas.
A denúncia se dá de várias formas, vai desde sistemas políticos a
personagens da história, e acredito até que de certa forma é uma denúncia
à conivência do movimento libertário em geral com o castrismo, que deixou
de lado seus irmãos e irmãs anarquistas de Cuba em incontáveis ocasiões.
Há relatos surpreendentes de perseguição, tortura, morte, corrupção,
manipulação...No Brasil, espero que este livro sirva para esclarecer os fatos, iluminar
a história, dividir as águas, e definitivamente denunciar esse sistema
autoritário e assassino que é o castrismo.É imprescindível compreender como, desde seu início, o castrismo se
manteve (e o continua fazendo): através do anti-imperialismo primário que
o caracteriza, ou seja, pelo fato de representar uma oposição ao
imperialismo ianque e impor uma questão ética latente, a de "quem não está
com ele, está contra ele" - e quem está contra ele é "obrigatoriamente
imperialista". É assim que, até hoje, Fidel Castro é visto como um ícone,
e goza da simpatia da "esquerda" e de uma parte considerável da juventude;
justificando seu poder absoluto e violência autoritária por meio de
conceitos demasiado primários e sem reflexão crítica. Isso constitui um
absurdo, e a lição do anarquismo nessa história é a de que devemos lutar
contra todo tipo de poder, venha de onde vier - seja ele ianque ou
castrista! - para lograr a emancipação e autogestão de toda a sociedade.
ANA > O que essa edição se diferencia das edições francesa, inglesa e
espanhola? Muitas informações novas?Karina < A edição em português é a edição espanhola (feita pelos/as
companheiros/as da Fundação de Estudos Libertários Anselmo Lorenzo, que
faz parte da CNT) acrescida de correções e outras informações agregadas
pelo autor. Sobre a edição em inglês, não sei; recentemente fizeram também
uma versão em italiano, que também não sei como estará. Já a em francês
acredito que tenha também essa "atualização", pois foi lançada mês
passado. Na verdade, não tive acesso às outras versões, só tenho comigo a
em espanhol, pelo que não sei dizer muito sobre as demais.
ANA > Quem fará o prefácio da edição brasileira?
Karina < Por sugestão do próprio autor, e claro que concordei de primeira,
resolvemos convidar o Edgar Rodrigues. Para quem não sabe, ele foi um dos
expoentes libertários de apoio ao MLCE no Brasil (e América Latina no
geral) num tempo que as coisas estavam nebulosas para os/as
companheiros/as cubanos, e pelo que sei mantinha muito contato com o Casto
Moscú (anarquista cubano, membro do MLCE, já falecido). Sem dúvidas é o
nome mais indicado para participar, pelo seu grande conhecimento histórico
e comprometimento com a causa libertária e especificamente com o Movimento
Libertário Cubano.
ANA > O livro tá programado para sair quando? Aliás, as edições "gringas"
têm capas muito bonitas, aqui quem fará este trabalho artístico?Karina < Não sabemos exatamente quando sairá o livro. A tradução está
avançada, e pretendo terminá-la até o fim do mês (novembro). Depois disso,
ele será revisado, e então estará pronto para ser feito; assim que logo
estará disponível. Inclusive, em breve entraremos em contato com as
distribuidoras anarquistas para realizar pré-vendas e ajudar a
distribuí-lo.
Sobre a questão da capa, essa é a única coisa que ainda não foi escolhida
ainda. Já discutimos um pouco sobre esse tema, uma vez que o autor deixou
a decisão em nossas mãos. Mas isso ainda está pendente.Por falar nisso, se algum desenhista libertário se interessar em fazer a
capa, entre em contato, que ainda estamos aceitando sugestões!
ANA > Normalmente quando há o lançamento deste livro em outros países, o
autor é convidado para participar. No Brasil acontecerá a mesma coisa,
existe a possibilidade do cubano Frank Fernández aparecer para uma
"mini-tour" de lançamento?Karina < Esta questão está absolutamente incerta. Muito recentemente
tocamos nesse assunto, sendo que o Frank Fernández demonstrou interesse em
vir, num futuro não muito distante (quem sabe no próximo ano).
Para mim, isso seria maravilhoso, uma vez que poderíamos organizar uma
série de eventos com a participação do autor: palestras-debate, jornadas
de contrainformação, seminários, exposições, exibição de materiais, dentre
outros. Aqui no Brasil não há muita informação sobre anarquismo cubano, e
gostaríamos muito de divulgar esse conteúdo para o movimento libertário (e
a sociedade em geral).Se a vinda do Frank Fernández ocorrer mesmo, fazemos questão de convidar
todo o movimento anarquista e a esquerda autoritária para debater sobre o
tema do castrismo nos eventos que organizaremos com sua participação.
E mais, fazemos um chamado a todos os invíduos e grupos anarquistas
interessados em unir-se a nós para possibilitar a vinda do autor ao
Brasil.ANA > Dá para você falar um pouco do autor do livro? Você sabe dizer como
ele chegou nos EUA? Fugiu de Cuba?
Karina < Não sei muito sobre a vida do Frank Fernández, pois só começamos
a ter contato depois que comecei a tradução do livro (antes só conhecia
outras pessoas do MLC). Pelo que sei, ele saiu de Cuba ainda adolescente e
só veio a conhecer o anarquismo quando já estava nos EUA; isso foi lá pela
década de 60.
De fato, houve uma grande diáspora de anarquistas cubanos em direção ao
continente. A maioria se estabeleceu nos EUA, e muitos fugiram via México,
chegando a organizar campanhas internacionais para "resgatar"
companheiros/as e familiares que se encontravam na Ilha durante a ascensão
do castrismo e o incremento da repressão ditatorial. No livro essa
história está contada com detalhes.
ANA > Esse livro realmente tem um valor histórico inestimável, além de
romper com vários mitos da esquerda obtusa e "baba-ovo" do castrismo. Mas
você já fez "seguro de vida", já que essa mesma esquerda se rebelará
contra o livro e a tradutora? (risos)Karina < Pois é, gostei da sua sugestão! Vou procurar algum... Alguém pode
me informar se já inventaram "seguro de vida" anarquista? (risos)
É, acho que esse livro, assim como qualquer tentativa de fazer frente ao
castrismo, será visto com péssimos olhos pela esquerda autoritária, que
sempre foi títere de seus líderes e de suas siglas. Entretanto, a ORGAP
está dando as caras mesmo, queremos gritar o mais alto possível e ao
máximo de gente possível que NÃO ESTAMOS COM CASTRO NEM COM SUA ESCALADA
REPRESSIVA. Acho que, enquanto anarquistas, devemos ter a consciência
exata de até quando a esquerda autoritária é nossa possível aliada (na
luta por causas comuns), sabendo representar dissidência forte e
inteligente quando esse limite for ultrapassado. A história já nos provou
nossas diferenças, que em momentos estratégicos são irreconciliáveis.Ao editarmos esse livro, queremos que ele represente uma "bomba" para o
autoritarismo de esquerda mesmo, queremos abrir o debate sobre a
legitimidade do sistema castrista dentro da sociedade, e no seio dos
movimentos "esquerdistas". De uma forma ou de outra, alcançaremos esse
objetivo. E desejo que isso tudo vá muito além da "caça às bruxas" que
pode ser empreendida contra mim ou a ORGAP.
ANA > Meu " feeling" diz que esse livro se for editado caprichadamente,
com divulgação além do "universo anarquista", será um sucesso. Vocês
pensam vende-lo nos circuitos das "grandes livrarias"?
Karina < Pretendemos distribuí-lo da melhor forma possível, tentando
abarcar um público abrangente. Dessa forma, procuraremos extravasar o
"universo anarquista", porque queremos que seja conhecido em outros
setores sociais, dentre eles, é claro, o da esquerda autoritária.Quanto às grandes livrarias, não sei, queremos levá-lo aos sebos, bancas,
livrarias comprometidas e outros meios alternativos, principalmente.
Depois veremos essa parte: na verdade, essa discussão ainda não terminou
entre nós de maneira conclusiva.
Independentemente de inserirmos ou não o livro nos circuitos das "grandes
livrarias", desejamos que todos os distribuidores de livros anarquistas
participem desse projeto, porque acreditamos em nossos PRÓPRIOS MEIOS de
difusão, e isto é o mais importante. Precisamos lutar para não só aumentar
a produção de livros, mas também sua distribuição e sua área de
influência.Aliás, este tem sido um grande problema: quantos livros não vimos
"encalhados" nas estantes do pessoal anarquista que os distribui? Mesmo
com falta de apoio suficiente nessa área (digo no geral, das condições
infra-estruturais do movimento, mas na verdade esperamos contar com o
apoio de vários/as indivíduos e distribuidoras libertárias) lutaremos para
que isso não aconteça, faremos o melhor que pudermos e de maneira
inteligente, colocando-o para circular em muitos meios.
ANA > É muito curiosa essa história de livros anarquistas "encalhados",
pois realmente isso acontece, por vários fatores, desde a falta de
cumplicidade dos anarquistas até a má distribuição. Mas o engraçado é que
o Brasil é um dos lugares onde mais se editam livros anarquistas, nos
últimos três meses foram mais de 15! E também acredito que o Brasil é um
dos países onde mais o anarquismo é investigado por estudantes e
professores universitários. E dizem as más línguas, que aqui também é o
lugar onde existem mais desquites entre a teoria e prática. (risos)
Karina < Acho que esse "encalhamento" dos livros se dá por vários fatores:
o preço (que muitas vezes é inacessível, assim como a maioria dos livros
no Brasil), a falta de leitura e interesse de muita gente (refletindo um
péssimo "hábito brasileiro"), e a má distribuição (não só má, como pouca).
No Brasil poderíamos editar muito mais livros anarquistas, se houvesse
mais mobilização do movimento (temos gente, grupos, muitas obras para
editar, meios de "auto-financiamento"... o que falta?). Na verdade,
dependemos muito das poucas pessoas que há no movimento realmente
dedicadas a fazer e difundir obras libertárias.
Estamos perdendo para a Argentina, por exemplo, onde as publicações são
muito mais freqüentes, não só de livros, mas de jornais, boletins,
circulares, zines...
Entretanto, como você disse, me parece que de uns tempos para cá a
situação tem melhorado: tenho visto vários livros saindo, em praticamente
todo evento tem uma banquinha com novos títulos. Outro dia mesmo estava
andando pela Paulista e vi um livro do Mahkno para vender, que me parece
que editaram há pouco tempo. Acho que é por aí mesmo, temos que colocar os
livros literalmente nas ruas, buscar todos os meios de distribuição
possíveis, para atingir cada vez mais gente.
Fato importante é que o advento da internet tem prejudicado muito a
publicação de material em papel, principalmente de fanzines: hoje em dia
encontrar um circulando periodicamente é algo raro (e fanzines de
qualidade então...). Acho que é primordial fazermos essa crítica a nós
mesmos e começar a mudar esse quadro, do contrário, perderemos nossa
própria cultura e meios de expressão alternativos. Afinal, que mundo é
esse que queremos construir? Quais são nossos meios para faze-lo?
Acho que esse abismo entre a teoria e a prática, em alguns casos, se dá
pela falta de buscar a própria prática. Sou totalmente a favor do estudo,
da busca de informação (inclusive este é um dos objetivos primários da
ORGAP), mas se isso não levar à prática, é pura "masturbação ideológica",
o que para mim é algo inútil. Além disso, acho que a distância entre as
pessoas e os grupos leva à falta de diálogo, e como conseqüência, à falta
de propostas efetivas de ação e de alternativas para viver. E não acho que
nossa situação está tão distante assim da do resto do mundo...
ANA > Será que o serviço de espionagem cubano já requisitou esse livro
editado em outros línguas? Acho que sim... (risos)Karina < Será? Também acho que sim!

E com certeza este livro estará proibido em Cuba. Aliás, fiquei sabendo
que o "1984" é proibido por lá - qualquer semelhança com o regime
castrista NÃO é mera coincidência!Estive pesquisando sobre a questão da censura em Cuba, principalmente ao
jornalismo, mas ainda não conclui esse estudo. Quem tiver alguma
informação, que entre em contato, por favor.
ANA > Você é muito jovem, 16 anos, e a tarefa de traduzir um livro é muito
grande, ademais esse. Quando você se iniciou na literatura? Quais são suas
referências literárias? Aliás, tens um português muito bom! (risos)
Karina < Sempre gostei de ler, e desde muito pequena lia tudo o que tinha
em casa e na escola, desde livros sobre astronomia e animais de estimação
até os livros espíritas da minha avó. Minhas referências literárias são
muito variadas, sendo difícil apontar alguma influência específica: vão
desde Camões até os quadrinhos da Mafalda.Acho muito legal o modo como anarquistas de tempos passados aprendiam as
coisas, totalmente na raça, eram autodidatas, e sabiam um pouco (ou muito)
sobre tudo. Procuro seguir um pouco esse exemplo, tentando aprender o
máximo possível, sempre mantendo a chama da curiosidade acessa, o que para
mim constitui numa base do ideário anarquista. Anarquistas são sempre
jovens, no sentido de que estão sempre se dedicando a aprender alguma
coisa, e sua busca não termina nunca!
E obrigada, de fato a aprendizagem de idiomas me interessa muito, não só a
gramática, mas também coisas peculiares como expressões e estruturas
regionais. Então procuro estudá-los bem, incluindo o português, apesar de
que gostaria de sabe-lo melhor, ainda.ANA > E foi difícil traduzir esta obra?

Karina < Não tanto quanto eu imaginava. A linguagem do autor é simples, e
seu modo de escrever ajudou na tradução. Na verdade, tem sido uma
experiência muito boa para mim, porque aprendo mais à medida em que vou
traduzindo.ANA > Como é seu ritmo de trabalho?

Karina > Normalmente sou uma pessoa organizada, procuro ter horários e
alguma rotina para trabalhar, e também gosto de estabelecer prazos para
fazer as coisas. Só que ultimamente tive vários contratempos para traduzir
este livro, por exemplo, estou sem computador e só posso seguir o trabalho
quando tenho aula, dentre outros probleminhas que vão surgindo e tornando
minha vida instável demais, e por conseguinte a tradução também. Já
gostaria de ter terminado tudo, mas, enfim, agora que estou na reta final,
tento me dedicar mais, trabalhando pelo menos 1 hora por dia (às vezes
mais), 5 dias por semana.
Espero continuar nesse ritmo mesmo depois de haver terminado essa obra.

ANA > E qual será o próximo trabalho que você traduzirá, algum livro na mira?

Karina < Ainda não. Contudo, pretendo continuar desenvolvendo esse projeto
pessoal de difusão do anarquismo latino-americano, seja dentro ou fora da
ORGAP.
ANA > Acho que é isso Karina, parabéns pela iniciativa de fôlego e ânimo
para seguir com outros trabalhos dessa natureza. Uma borboletinha me disse
que você será o novo "Plínio" do movimento anarquista, ele traduzindo
literatura libertária do francês, e você do espanhol. (risos) Mas que
palavras gostaria de deixar nessa momentânea despedida?Karina < Também gostaria de parabenizar pela sua iniciativa de ânimo com a
ANA, sempre trazendo coisas interessantes sobre o movimento libertário. E
quem me dera conseguir ser um "Plínio" do idioma castelhano, espero que
algum dia, sim! (risos)
Gostaria de dizer que estamos abertos a sugestões, críticas (construtivas)
e à participação das pessoas nessa empreitada. Convido todos e todas a
entrarem em contato com a ORGAP para que possamos trabalhar conjuntamente,
não só neste projeto, como para outros que hão de vir.Nosso trabalho é aberto, e todos/as já sabem que estão convocados a
aparecer na Festa da Diversidade, que praticamente já está, virou evento
tradicional. (risos) Bandas que quiserem tocar, poetas, desenhistas,
artistas em geral que quiserem expor suas obras, anarquistas que tiverem
materiais para distribuir... escrevam, liguem, dêem sinal de fogo, que a
participação na Festa é de todo mundo!
É isso... saúde e anarquia!

Mais Informações: karinaorgap@yahoo.com.br
Site: www.orgap.org



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