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(pt) 13 de MAIO - TEATRO DE RUA POR ANARQUISTAS E ANARCOPUNX NO RIO DE JANEIRO

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Wed, 19 May 2004 11:58:14 +0200 (CEST)


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O mesmo grupo que atuou no Primeiro de Maio no Rio de Janeiro, formado por
Anarquistas e Anarco Punks voltou a cena com mais uma esquete de teatro de
rua, experimental e usando a arte e a contra arte libertária, e logo em
seguida foi confeccionado um mural de rua, no município da Baixada
Fluminense.
ABOLIÇÃO E 13 DE MAIO – DEMOCRACIA: ESCRAVIDÃO OU LIBERDADE????

É sabido de tod@s que em 1888 a Lei Áurea foi assinada pela Princesa
Isabel a fim de abolir a escravidão d@s negr@s e mestiç@s no Bra$il, sendo
que também é sabido de tod@s que essa ação foi tomada sob pressão
internacional já que o país era o último a ainda manter aquele regime
escravocrata, mas mesmo com a Lei assinada a escravidão se manteve sob
outra roupagem, e as conseqüências aos tais novos seres “livres” eram tão
dolorosas quanto os grilhões e as desgraças que aquele povo sofrido
tentava amenizar com o tempo e com inúmeros instrumentos de resistência e
luta.
Com essa análise sobre a escravidão @s mesm@s Anarco Punks e Anarquistas
Ativistas simpatizantes a causa Anarco Underground no Rio de Janeiro que
atuaram no Primeiro de Maio com um esquete de teatro de rua, resolveram
fazer outra esquete teatral de rua abordando e induzindo um questionamento
sobre a Democracia: Escravidão ou Liberdade?? – Uma analogia e comparação
da escravidão oficial do passado e a escravidão não tão oficial do
presente.
Com pouquíssimo tempo (Uma Semana) para organizar um ato protesto com
teatro de rua (Experimental), o grupo (ainda sem nome definido) reuniu-se
novamente e partiu para o município pobre e proletário de Duque de Caxias,
na Baixada Fluminense, na sexta feira 14 de maio, fazendo mais uma vez uma
peça criativa e libertária, só que desta vez não só limitad@s a data do13
de maio mas com uma atuação menos madura e demorada que a do Primeiro de
Maio, incluindo improvisos de momento.
A peça foi realizada com 10 pessoas, donde a forma abordada da exposição
era com estátuas vivas (escravos: mídia, racial, capital e política), 2
loucos lúdicos e 4 intelectuais burgueses e proletários que de forma
lúdica e surreal jaziam com suas análises academicistas e
descompromissadas e por outro lado as estátuas atacavam justamente as
mazelas da escravidão moderna e contemporânea fazendo uma analogia com a
escravidão racial e social dos tempos do Brasil Colônia com uma linguagem
mais proletária e cotidiana, as estátuas ganhavam vida de acordo com os
seus protestos e outras formas de contestação e luta contra todas as
formas da respectiva escravidão. O local escolhido foi o Calçadão
comercial do centro de Duque de Caxias, estrategicamente na hora do rush
da chegada do povo dos locais de trabalho, próximo à estação de trem. Com
um atraso quase recorde para a apresentação da peça, e após fugir do som
ensurdecedor de um grupo de Forró e outro de música indígena e Andina,
ainda teve que convencer os seguranças do comércio sobre a razão da peça.
A forma de atrair a atenção do público foi com malabares e performance
circense. Após 3 apresentações com paralelamente distribuição de
panfletos, algumas pessoas do público fizeram questão de elogiar
pessoalmente o ato, e dar continuidade ao debate não só sobre o tema
abordado, mas de como manter uma organização popular com um propósito de
abolir o estado com a tática da Ação Direta, começando pelo não pagamento
de impostos e pela auto-organização em bairros. Devido ao horário o número
de expectadores não foi tão grande quanto o do Primeiro de Maio no parque
da Quinta da Boa Vista.
Após as apresentações, deu-se já no final da noite, a confecção de um
mural de rua (na rua principal), com grafitagem, técnicas de molde vazado
e de pinturas nos tapumes (muro de madeira) de uma obra faraônica da
prefeitura que cercavam uma praça no centro, que era o local do comércio
informal da maioria dos camelôs, que foram removidos para um outro local
com espaço de 1/4 daquela praça. Os temas abordados foram: Escravidão,
Preconceito, Homofobia, Racismo, Discriminação, Machismo, a luta
antifascista dos Anarco Punx, Senzalas e Morros, Igualdade e Respeito, e
mais um protesto contra a remoção dos trabalhadores de rua e a atuação do
governo nas nossas vidas: “QUANTO MAIS O GOVERNO ATUA, MENOS CAMELÔS NAS
RUAS – CONTRA A REPRESSÃO”. Por volta das 2:30h da manhã deu-se o término
do ato público sobre o 13 de maio!!!
O ato foi realizado e apoiado por Anarquistas, Punks e Anarco Punks
independentes e militantes dos coletivos (KRADAP, FRAP, CADP e MAP).
Email:: anarcopunxrj@yahoo.com.br




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