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(pt) Análise de Conjuntura - FAG - 30 de Abril

From <fag.poa@terra.com.br>
Date Fri, 7 May 2004 17:49:17 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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FAG Ato Público 30 de Abril
Memória dos Mártires e Análise da Conjuntura
Em 20 de agosto de 1886 o veredicto criminalizou 8 operários anarquistas,
três com penas de prisão e cinco com a morte. A justiça dos Estados Unidos
dava um golpe de morte seletivo, para preservar os valores e o direito
burguês daquilo que considera uma ameaça: “homens sacrificados demais,
inteligentes demais e perigosos demais para nossos privilégios”.
Diante do tribunal que julgava seus crimes contra a ordem pública esses
operários não deram uma palavra de recuo, não demonstraram nenhum segundo
de vacilo. Encarnaram com toda fidelidade a moral revolucionária gerada no
duro processo da peleia. Atacaram até o último sopro de vida a ordem que
os castigaria, este símbolo conservador da estrutura social que concentra
poder e riquezas ferindo dignidade, tirando sobrevivência, que recomenda o
individualismo estúpido e pisoteia os lamentos de dor de tanta gente.
“Ao me dirigir a este tribunal o faço como representante de uma classe em
frente aos representantes de outra classe inimiga. O veredicto e sua
execução não são mais que um crime maquiavelicamente combinado e friamente
executado, como tantos outros que registra a história das perseguições
políticas e religiosas.” Disse SPIES.
“Se acreditam que com este veredicto nos aniquilarão estão errados.
Se eu serei enforcado por professar minhas idéias, por meu amor a
liberdade, a igualdade e a fraternidade, então não tenho nada a contestar.
Se a morte é a pena correspondente a nossa ardente paixão pela liberdade
da espécie humana, então eu digo bem alto a vocês que disponham da minha
vida.” Disse FISCHER.
“Eu creio que os representantes dos milionários de Chicago organizados
reclamam a nossa imediata extinção por meio de uma morte vergonhosa. E que
justiça é a de vocês? Este processo se iniciou e tem seguido contra nós
inspirado pelos capitalistas, pelos que acreditam que o povo não tem mais
que um direito e um dever, o da obediência.” Disse PARSONS
“Em que consiste meu crime? Pelo fato de ter trabalhado pelo
estabelecimento de um sistema social onde seja impossível que uns amontoem
milhões e outros caiam na degradação e miséria. Assim como a água, o ar
são livres para todos, assim a terra e as invenções dos homens de ciência
devem ser utilizados em benefício de todos. Suas leis estão em oposição
com as da natureza, e mediante elas vocês roubam das massas o direito a
vida, a liberdade e ao bem-estar.” Disse ENGEL.
“Eu repito que sou inimigo da ordem atual e repito também que a combaterei
com todas as minhas forças enquanto respirar. Vocês provavelmente riem,
porque devem pensar: não lançará mais bombas! Mas me permitam assegurar
vocês que morro feliz, porque estou seguro que as centenas de operários a
quem tenho falado recordarão minhas palavras. Desprezo vocês; desprezo sua
ordem, suas leis, sua força, sua autoridade.” Esbravejou LINGG que, não
contente, recusou morrer pelas mãos do seu carrasco e tentou levar junto
com a sua, a vida de um destes malditos algozes do povo.
Hoje nos reunimos para fazer memória das jornadas de Haymarket. Para
homenagear os mártires da classe trabalhadora com um sonoro PRESENTE!, que
os anarquistas da FAG entonam fazendo a luta pelo socialismo e a liberdade
nas condições históricas concretas do nosso tempo.
Festas populistas, sorteio de sonhos de consumo, espetáculos diversos do
burocratismo sindical são sintomas de esclerose criada pelo inimigo que
mandou o 1° de Maio para o lugar comum dos feriados. Neste Ato queremos
reafirmar que não esquecemos e nem perdoamos a ficha criminal da classe
burguesa e essa postura de honra levamos conosco aonde quer que seja.
Traduzimos no confronto ideológico diário contra a história extraviada e
mal contada pela língua do poder.

NOVAS VERSÕES DA VIOLËNCIA BURGUESA E IMPERIALISTA

A guerra e o terror de Estado nunca foram descartados do repertório do
poder. Como o conflito que resultou nos mártires de Chicago, nos Estados
Unidos em 1886, depois de deflagrado o movimento grevista pela redução da
jornada de trabalho, a impunidade galopeia pelo tempo. Nossa conjuntura
histórica também tem suas versões de violência burguesa e imperialista.
Os centros de poder fazem política externa com truculência a todo fenômeno
político ou social que reage aos projetos imperiais de Washington e seus
clientes. O qualificativo de terrorista é distribuído, segundo a
conveniência, a países e organizações das mais distintas.
O silêncio é a ordem para os formadores da opinião pública, quando se
trata de apresentar estatísticas que informem sobre mortes inocentes,
intentos de golpe ou privação de direitos humanos como no caso dos 700
prisioneiros de Guantánamo. Vale lembrar, esta base militar dos Estados
Unidos é um enclave imperial em plena ilha de Cuba. Bases militares como
esta estão sendo espalhadas e construídas por toda a América Latina,
cercando a Amazônia, sitiando a Bolívia, Peru e Colômbia, com a mentira
cretina de combate às drogas. Na verdade, a vontade é de controlar nossas
riquezas naturais e minerais e fazer contenção dos movimentos populares e
revolucionários, como o levante do povo boliviano e as guerrilhas
colombianas.
Em março passado completou-se um ano da invasão do Iraque pela coalizão de
forças militares lideradas por Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Estimam-se
16 mil iraquianos mortos, mais da metade civis. Já caíram mais de 550
soldados estadunidenses sendo 400 deles depois de declarada vitória em
19-20 de março de 2003. Na medida em que a resistência consegue prolongar
a guerra são derrubados, com a tragédia evidente, os discursos que
fundamentavam a doutrina do “ataque preventivo”. Isto serve de lição para
os povos do mundo. O Exército do ditador ex-aliado dos EUA, Saddam Hussein
não resistiu 2 meses, a resistência do povo não tem fim e já causa mais
baixas aos imperialistas do que toda a guerra convencional.
Ex-inspetor de armas do governo norte-americano, David Kay disse em
entrevista: “não creio que exista nenhuma oportunidade válida de comprovar
a existência de armas de destruição massiva, porque a melhor evidencia
sugere que nunca existiram”.
O título de libertadores reivindicado pelos poderes invasores tão pouco
tem significado para o povo, que mais uma vez sofre a destruição da guerra
imperialista. Miséria e sangue derramado são moedas de troca do controle
das reservas de petróleo do país, geralmente operada com regimes fantoches
encarregados da “estabilidade” na região. O Iraque tem agora 80% dos seus
trabalhadores desempregados e 40% de seus lares não tem água potável.
Mas a encarniçada luta popular não perde adesão, fecha o punho e dispara
fogo contra a máquina assassina do imperialismo. A cidade de Falluja, a
oeste de Bagdá, é convertida no bastião da resistência do povo iraquiano
que, apropriado de táticas de guerrilha vai amaldiçoando os ianques e
invadindo os sonhos da Casa Branca como pesadelo. Longe da hipótese de
conflito curto com decisão rápida, a coalizão imperial se embrenha nos
piores cenários, tem as primeiras fraturas e enfrenta constrangida a
lembrança do fiasco do Vietnã. Enquanto os negócios corporativos são
aquecidos com gastos militares, os pobres, negros e latinos, inclusive
imigrantes sem papéis que o governo recusa cidadania, são recrutados para
bucha de canhão nesta guerra que comandam Bush e os aliados.
Ainda no Oriente Médio temos assistido a comoção dos combatentes da
Intifada Palestina pela perda de dois de seus dirigentes mais queridos: o
xeique Ahmad Yassin e o líder do movimento Hamas Dr. Al Rantisi. A Frente
Democrática de Libertação da Palestina comentou em nota pública que “o
assasinato do Dr. Abdel Aziz Al Rantisi é um novo crime de Sharon
respaldado pela política norte-americana e pela posição adotada por Bush
em seu recente encontro com o Premier israelense em Washington”.
Para Israel governada por Sharon pouco interessa o direito nacional
palestino, mas o estadista percebe que desocupar a Faixa de Gaza exige que
sejam criadas certas condições. Destruir o núcleo duro da resistência é
uma delas, para quebrar a firmeza e a confiança do povo em suas prórpias
forças. Enquanto que estrategicamente vai puxando de volta suas forças
invasoras, na tática dispara um tratamento brutal e criminoso aos mais
influentes grupos da Intifada. Não será surpresa se Arafat for a próxima
vítima. O muro que percorre a Cisjordânia também é uma destas medidas da
política israelense para desfigurar os territórios palestinos, segregando
e humilhando nos guetos, solapando seu projeto de autodeterminação.
O estado de Israel, assim como o Tio Sam, é uma representação clara de
terrorismo praticado pelas pautas governamentais, que manipula os
fantasmas do Holocausto sofrido pelos judeus para calar e censurar a todos
seus críticos. A direita de Israel é tão anti-semita, porque é anti-árabe,
como Hitler era anti-semita por ser anti-judeu. Esta é uma guerra popular
contra o extermínio. Para recordar, os acordos oficiais de Oslo, em 1993,
asseguravam a independência Palestina ao longo de menos de 10 anos. Este
acordo não cumprido pelos imperialistas se revelou falso. Se não fosse a
2ª Intifada, hoje não haveria mais Causa Palestina nem luta popular. É nas
pedras e fuzis dos feddayins (combatentes palestinos) que a causa do povo
recobra seu vigor e possibilidade de vitória.

CONLITOS SOCIAIS NÃO PARAM NA AMÉRICA LATINA

No continente em que temos lugar, a crise social e econômica segue vigente
e não param os conflitos levados por movimentos sociais da região. Na
Bolívia, depois de insurgir-se contra o Estado e derrubar o governo
Sanchez de Lozada o povo faz seu ultimato ao presidente em exercício
Carlos Mesa. Corte de ruas e manifestações em frente a universidade de La
Paz organizadas pelos estudantes em 21 de abril abriram conflito com a
polícia resultando em uma porção de presos e feridos. O 1° de maio foi
escolhido para expressar a bronca de indígenas, cocaleros, professores,
mineiros e estudantes. A Central Operária Boliviana, COB, anuncia para os
primeiros dias deste mês uma greve geral para defender o gás e reclamar
fontes de trabalho. Derrotar definitivamente o modelo capitalista
neoliberal com a reunião das forças do povo em uma frente única é o
objetivo perseguido sem aparência de cansaço. Pelos bastidores do poder se
ventilam boatos de golpe das elites mais reacionárias.
Da Colômbia fazem a denúncia e pedem solidariedade os sindicalistas que
tiveram 4 de seus companheiros assassinados, suspeita-se que por grupos de
execução articulados a transnacionais. Crimes, ameaças e atentados são
dirigidos contra a militância e seus familiares desde 28 de março até 14
de abril. O governo Uribe faz vista grossa as relações íntimas do
narcotráfico e o paramilitarismo e conta os votos para aprovar a lei que
permitirá sua reeleição. Enquanto isso o Congresso da República recobra
vida e põe na pauta o projeto de regulamentação do Estatuto
Anti-terrorista.
O Império sabe os altos custos de uma intervenção direta na Colômbia e por
isso financia os para-militares e as forças armadas e policiais da
oligarquia deste país. Povo sábio, quando há eleições não chega a 20% o
número de eleitores. A classe oprimida colombiana vota com os fuzis da
FARC e do ELN.

POLÍTICAS NEOLOBERAIS E RESISTËNCIA NO CENÁRIO BRASILEIRO

No Brasil, a política do cenário pós-eleitoral não teve vocação de mudança
como esperavam os eleitores da larga base dos pobres da cidade e do campo.
Entre eles, encontram-se os distintos movimentos que intentam organizar as
classes oprimidas. O governo Lula, o turno do PT na administração do
Estado brasileiro, experimenta a crise de identidade mais aguda da
história deste partido. Agora articulado com PTB, PP e PMDB comanda seu
rolo compressor no Congresso Nacional, escapa de frituras e CPIs, preserva
o todo-poderoso 1° ministro José Dirceu e discute se baixa ou não em
ridículos 0,25% a taxa de juros. É duvidoso explicar os últimos
acontecimentos por traição dos seus dirigentes, como muitas vozes de base
acusam. O processo que o levou até a conquista do posto mais pretendido da
política brasileira já anunciava esta acomodação na estrutura de dominação
que investe contra os oprimidos.
O PT só ganhou as eleições porque ainda no ano de 2002 abriu mão de vez de
seu programa histórico e fez acordo com os poderes capitalistas que mandam
de fato no país. Numa data concreta, em reunião ocorrida em São Paulo com
quem manda no Brasil, em junho de 2002, foi quando se confirmou Pallocci
como Ministro da Fazenda. E companheiros, como todos sabem, quando se
governa com os bancos, são os bancos que governam!
Não é um exagero afirmar mais uma vez que a suposta estratégia eleitoreira
aplicada pela “esquerda” não é estratégica porque não constrói poder. É a
arte de fazer concessões para escalar o governo sem prejuízo dos poderes
de fato que detém as classes dominantes. A ideologia de justiça e
liberdade, valores operários, luta de classes (antagonismo fundamental na
definição de qualquer idéia de esquerda), cede espaço ao imaginário
burguês e legalista, suas instituições, navega na correnteza das forças
conservadoras e reprodutoras do sistema de dominação. Esta suposta
esquerda fica menos que reformista, se confunde com a direita, maneja
discursos aproximados ou equivalentes, pratica o tolerado, permitido ou
recomendado por aquele sujeito historicamente representado como inimigo.Hoje, concretamente, a elite dirigente petista forma mais um recurso de
“governabilidade” do capitalismo brasileiro. Cumprem o vergonhoso papel de
síndicos de um país retalhado e cobradores da dívida pública, gerenciando
a crise e “estabilizando” a nossa pobreza e miséria.
Sendo uma versão administrativa mais comestível do mesmo modelo
neoliberal, a política de Lula dá golpes de mídia e se apresenta aberta ao
diálogo, fala uma língua sensível ao povo, sem no entanto empregar medidas
concretas e progressivas de mudança social. Se em 8 anos de FHC o Brasil
foi governado por um pavão metido a príncipe agora é um ex-peão que
gerencia a “estabilidade” da periferia e ajoelha pro FMI, Banco Mundial e
OMC.
Todos sabemos que apesar de suas riquezas, nosso país não resolve a
pobreza e a miséria que nos dá abraços de morte. Última pesquisa da FGV
identifica 56 milhões de brasileiros sobrevivendo com menos de 79 reais,
de cada 3 pessoas uma está em condição miserável; 10% das famílias mais
ricas do país detém mais de 75% da economia. Em 2003, fechamos o 4,75% de
superávit primário, o que quer dizer que muito recurso foi sugado pelos
vampiros que controlam a dívida pública. É para cumprir apertos fiscais
como esse, que os governos de turno arrocham o orçamento público e fazem
política salarial ridícula como a do mínimo de R$ 260 anunciado a recém.
Neste 1° de maio, data símbolo da classe trabalhadora, o ano de 2004 já
representa uma conjuntura distinta do início do governo Lula, ao menos
para a relação de forças com os movimentos populares. O MST lançou sua
ofensiva com novas ocupações em todo território nacional. O MPA faz sua
luta. Trabalhadores dos serviços públicos federais praticam movimentos de
greve. Povos indígenas abrem conflito. Entram em cena algumas lutas
sociais urbanas.
No cenário gaúcho também é disparada a luta popular. Temos participado
desde a inserção no Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis e nos
Comitês de Resistência Popular, aliados com o MTD, do processo de
mobilização pela conquista de frentes emergenciais de trabalho. Os pobres
da periferia urbana, a categoria dos trabalhadores precários, os
desempregados formam uma realidade que vai gerando expressões de classe
organizada. Nesta tarefa estamos dando nossa força militante, procurando
responder com ação direta, solidariedade e autogestão. Reclamamos salário
de emergência, formação e crédito subsidiado para projetos produtivos com
gestão direta dos trabalhadores, enquanto o governo Rigotto acusa crise
financeira e oferece grana aos ricos. Foram concedidos mais de 2 bilhões
de reais em benefícios fiscais para corporações como a Gerdau, Souza Cruz
e Kaizer. Os trabalhadores da educação conhecem essas manobras e deflagram
sua greve. Rigotto, que atrasa salário mas subsidia os capitalistas, em
pouco tempo afundou seu marketing, não é mais tolerante o “coraçãozinho”,
ele está cheio de raiva e manda a polícia bater.
Companheiros, quando o povo avança e toma a rua, cai a máscara e
simplesmente é uma classe contra a outra. Nós faguistas, ocupamos com
modéstia e dedicação nosso posto de luta, na primeira linha das marchas e
todos os dias na base, no barro e na vila.
Valorizamos estes acontecimentos, sobretudo os que marcam formas
combativas, com independência do governo e os patrões mas reconhecemos que
nossa resistência ao sistema e suas políticas neoliberais só vai construir
uma alternativa no longo prazo. Se forjarmos a unidade construída na
política de independência de classe, teremos chance de vitória. Unidade
que defendemos com conteúdo programático para cancelar o pagamento da
dívida pública (interna e externa), romper a ALCA, expulsar o FMI, fazer
reforma agrária e urbana. Uma frente de classes oprimidas então é o
projeto militante para esta etapa, para ombro a ombro resolver nossas
urgências sociais e econômicas e ir criando poder popular.
Temos de fazer entender que pela via eleitoreira nossa classe formará no
máximo administradores e gerentes de uma engrenagem que repete
mecanicamente o seu funcionamento para um só fim: a dominação de classe.
Ou seja, através do voto burguês, podemos eleger novos feitores, como
Lula, Zé Dirceu, Pallocci, Mercadante, Rossetto, Olívio Dutra, Tarso
Genro, Genoíno entre outros. Permanece a dúvida se estes políticos serão
pelegos ou reformistas. Assim como não podemos nos iludir com a armadilha
eleitoreira (olha o Lula Lá no que que deu), não podemos cair num discurso
que prega aliança entre classe na busca de um capitalismo produtivo.
Por isso também estamos contra a absurda aliança de setores da Coordenação
de Movimentos Sociais com o governador do Paraná, Roberto Requião, do
PMDB. Não acreditamos em aliança de classes alguma, seja com o capital
nacional, transnacional, supostamente produtivo ou especulativo. Não
existe capitalismo bom, e os capitais brasileiros, além de serem quase
todos associados a transnacionais, são sangue-sugas do Estado, roubando
nosso dinheiro (como no Fundopem) e base de sustentação política e
econômica para a classe dirigente brasileira. Capitalistas são inimigos de
classe, tão inimigos quanto banqueiros e especuladores, não importando a
cor de seu dinheiro ou o país onde nasceram. Não há desenvolvimento
independente num país capitalista de periferia como o nosso. Sim, a
política de incentivo de exportações é horrível, mas igual ou pior é uma
política de aliança de classes. Toda vez que as classes oprimidas fizeram
isso, nos demos mal. A reboque dos republicanos liberais, os
abolicionistas frearam uma guerra de classes para libertação dos negros
escravos. A reboque dos tenentes, não houve revolução nos anos ’20. Na
esteira do populismo de Vargas, perdemos os sindicatos livres. De cola
atada aos covardes João Goulart e Brizola, os trabalhadores perderam a
iniciativa de bancar as reformas de base na marra e não resistiram ao
golpe de 64. Depois, na Abertura da ditadura e nas Diretas Já, foi a mesma
coisa. Agora chega.
Nossa resistência se constrói entre irmãos e irmãs de classe e destino.
Todo capitalista é Inimigo, e além do que, se acirramos a luta de classes,
esses falsos nacionalistas migram com todo o seu capital para Miami e
quebram as indústrias nacionais que restam.
Uma estratégia revolucionária nasce da compreensão da etapa da luta que
vivemos. Nasce do rompimento com as formas burguesas de fazer política,
seja na versão eleitoreira, seja na aliança com setores da classe
dominante nacional. É hora de afirmar a independência de classe e do povo
passar a ser protagonista de sua própria luta. Chega de santinhos
eleitorais a cada 2 anos. Chega de falsas promessas e acordos com este ou
aquele político ou industrial. Mudar realmente, combater a fome, a miséria
brutal que nos violenta, o desemprego em massa, a carestia de vida, a
opressiva dependência externa não é possível sem projeto de ruptura, ação
revolucionária em todos os níveis para destruir as estruturas fundamentais
do capitalismo. Quem participa da vontade de mudança radical no Brasil
precisa romper com as regras que dita o poder burguês. Temos de construir
nossa unidade a partir de frentes sociais comuns, lutando ombro a ombro e
gerando solidariedade de classe. Que este 1º de maio seja uma data de
luta, para exercitar estes valores e cumprir esta pauta de construção do
Poder Popular.
Não a guerra imperialista no Iraque! Pela autodeterminação da Palestina!
Fora ALCA da América Latina!
Contra o arrocho público de Lula, Rigotto e o FMI!
Cercar de solidariedade os que lutam:
os bloqueios de rua da Via Campesina, a greve dos servidores públicos, a
ocupação dos sem teto,a ação direta popular por frentes de trabalho.
Por uma frente dos oprimidos para derrotar o neoliberalismo!

PELO SOCIALISMO E PELA LIBERDADE!
NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

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