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(pt) RELATO DO 1º DE MAIO LIBERTÁRIO E INTERNACIONALISTA CONTRA A FARSA ELEITORAL E TODAS AS MISÉRIAS UNIÃO DOS TRABALHADORES/PRODUTORES LIVRES!!!!

From "profosp" <profosp@bol.com.br>
Date Wed, 5 May 2004 12:02:36 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
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As manifestações de 1º de Maio chamadas pelo
movimento pela Reativação da Confederação Operária
Brasileira (COB/ACAT-AIT), com o apoio do Movimento
Libertário Brasileiro (MLB), foram amplamente
vitoriosas. Tendo sido confirmadas manifestações nos
estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, além do apoio
e divulgação em outras regiões do país (Santa Catarina,
Brasília, Mato Grosso, Brasília e Rio de Janeiro).
Nesse ano reafirmamos nossos pontos de princípio
publicamente, assim como as campanhas que vimos
desenvolvendo nacionalmente CONTRA o desemprego; o
arrocho salarial; a precarização do trabalho o imposto
e atrelamento sindical ao Estado; a criminalização da
questão social; o pagamento da dívida externa e a
submissão ao FMI; a farsa eleitoral; o intervencionismo
imperialista no Iraque, na Palestina, na Chechênia, no
Afeganiztão & PELA redução da jornada de trabalho
para 30 hs semanais sem redução salarial; reforma
agrária radical e imediata; imediata libertação de
Claudemir e Cìcero e de todos os ativistas do MCC
presos; retomada do sindicalismo livre e
revolucionário, com a Reativação da COB/AIT; pelo voto
nulo e pelo socialismo libertário.

Passaremos a fazer um relato dos
acontecimentos na cidade de São Paulo, onde o movimento
anarkista, sindicalista e punk chamamos o ATO DE 1º DE
MAIO LIBERTÁRIO E INTERNACIONALISTA unificado
nas escadarias do Teatro Municipal, na praça Ramos de
Azevedo a partir das 10 hs da manhã, inicialmente
chamado pela União do Movimento Punk (UMP). Esse ATO
foi precedido por pixações e colagens alusivas a data e
as campanhas desde o início de abril, e panfletagens e
mini-comícios realizados em pontos de concentração
proletária nos bairros realizadas a partir de 28/04/04
que se estenderam até a manhã do próprio dia 1º de maio
(realizadas a partir de 8:00 hs). No ATO
cronologicamente as coisas aconteceram assim:

(10:00 hs) As primeiras pessoas que chegam ao local do
ATO encontram a região cercada por um cordão policial,
fechando a entrada para as escadarias. Grupos de PMs na
esquinas e ruas próximas faziam uma blitz dando uma
geral em todo mundo que se aproximava, retirando os
documentos e revistando as pessoas sob argumento de
procurar ‘armas’. Começam a ocorrer detenções.

(10:30 hs) A essa altura já haviam tres pessoas presas,
mas com a chegada do primeiro integrante da Coordenação
da PROFOSP/COB-ACAT/AIT – o camarada Alexandre -,
acompanhado por um advogado simpatizante, a situação
começa a se reverter com a liberação da escadaria para
a realização da manifestação e a ida do advogado à
delegacia para buscar defender os detidos (todos foram
libertados até as 12:30 hs). Mas a atitude
intimidatória da polícia continuava com as revistas, o
cerco militar ao ATO e a identificação de todos os
participantes.

(11:00 hs) Com a chegada de outros camaradas da
PROFOSP, que vinham dos mini-comícios regionais,
aumenta a tensão entre a polícia e os manifestantes a
medida que se acentua o enfrentamento, se iniciando
então o comício formalmente, a esta altura com cerca de
70 pessoas, com a distribuição do A PLEBE de 1º de
Maio, bate-boca com a PM e falações de cunho anti-
capitalista e anti-políticos e contra a repressão
policial. No transcorrer das atividades, com mais um
recuo da PM da área das escadarias pudemos transformar
a concentração numa assembléia permanente dos ativistas
ali reunidos. Assim tomamos decisões sobre medidas de
segurança, tirando grupos de 3 pessoas para panfletear
nas saídas do metrô e em esquinas das imediações e para
avisar o pessoal que ainda chegava de que a PM estava
dando uma blitz e dando toques sobre questões de
segurança. Enquanto isso centenas de pessoas observavam
do outro lado do cordão policial a manifestação que
realizávamos.

(12:30 hs) Novo momento de tensão quando uma passeata
saída da ‘missa do trabalhador’, realizada na catedral
da Sé pela manhã, encabeçada pelo PSTU-trotskista
morenista-, com o apoio do PCO-trotskista posadista- e
pelo PCB-stalinista, com cerca de 1500 pessoas e um
caminhão de som resolve parar e tomar as escadarias do
Municipal. Os anarkistas os recebemos aos gritos de O
POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO! & VIVA A ANARKIA! De
qualquer forma a PM recuou, liberando a praça para a
manifestação dos partidos. Aproveitamos a situação para
abrir nossas faixas e bandeiras, esperando que a
passeata passasse. Enquanto isso continuamos o espírito
de assembléia permanente, deliberando coletivamente o
que fazer.

(13:30 hs) Como eles decidiram permanecer na praça
Ramos, aproveitando o fato de que a policia ficou mais
dispersa, deliberamos nos retirar em grupos de 2 a 3
pessoas por diferentes pontos da praça, para não sermos
percebidos pela policia, e marcamos de nos reaglutinar
na praça da Sé - onde os autonomistas, trotskistas sem
partidos institucionais, socialistas revolucionários,
etc. chamavam um ATO CLASSISTA E INTERNACIONALISTA –
para onde levamos a proposta de realização de uma
passeata divulgando a proposta de GREVE GERAL com os
nossos eixos e campanhas, das quais a mais importante -
para que pudéssemos estabelecer um palco de unidade de
ação - seria o reconhecimento e apoio ao movimento pela
Reativação da COB/AIT, como único instrumento para
viabilizar a greve geral.

(14:30 hs) Se inicia o ATO na Sé. A presença da COB/AIT
é saudada e festejada por uma parte dos organizadores
do ATO e recebida com frieza por outros. Pedimos e
conseguimos direito a palavra para nós e para ativistas
ligados ao Movimento dos Ambulantes de São Paulo
(MASP). Primeiro falaram os organizadores do ATO, entre
eles a FAO – a segunda falação no ATO – fez questão de
dizer que não tem nada a ver com a COB/AIT e com o
movimento punk anarkista, tendo ao final do ATO votado
em bloco contra a nossa proposta, em obediência a
decisão do “Fórum Anti-Capitalista”(FAC) – nome formal
da articulação que organizou o ATO na Sé, da qual
participam. Enquanto isso abríamos nossas faixas,
bandeiras e fazíamos a panfletagem com nosso manifesto
para o povo reunido no ATO (entre 500 e 800 pessoas) e
para as pessoas que passavam pela praça. A PM chega na
Sé e começa a repetir a ação que realizava na Praça
Ramos. È tirada uma comissão com o advogado que já
estava conosco na parte da manhã e um outro ligado ao
FAC que foram falar diretamente com o chefe do
policiamento. Isso foi o suficiente para afastar
definitivamente a PM.

(16:00 hs) O camarada Renato toma a palavra, em nome da
Coordenação do Núcleo PROFOSP/COB-ACAT/AIT lançando a
proposta do núcleo para que o ATO se assumisse como
plenária para uma assembléia de ativistas para a qual
se propunha a realização de uma PASSEATA PRÓ GREVE
GERAL, CENTRADA NOS EIXOS ESPOSTOS NO MANIFESTO DO A
PLEBE, QUE SE DIRIGISSE PARA A AVENIDA PAULISTA – ONDE
A CUT/PT REALIZAVA SUA ‘FESTA DO TRABALHO’ – ENCERRANDO
A PASSEATA EM FRENTE A SEDE DA FIESP (Federação das
Industrias do Estado de SP). Em defesa da proposta ele
responde a FAO, falando que organização não se cria do
nada e sim da luta, que é o palco para a unidade de
ação – primeiro passo para formarmos uma verdadeira
federação – e que estávamos lá para isso, propondo uma
ação unificada para podermos avançar a nossa
organização comum.
Todavia a organização do Ato não dá o encaminhamento a
proposta, continuando a lista de inscrições.Muitos dos
inscritos passam a atacar a proposta, principalmente
argumentando que ela já havia sido discutida na FAC e
eles teriam visto que isso seria inviável, apesar de
diversos admitirem assumir todo o eixo que propúnhamos
e de dar encaminhamento para a passeata para a
manifestação do ano que vem. Frente a essa enrolação a
maioria dos camaradas que estavam conosco desde de
manhã foram se retirando do ATO. Tentamos colocar uma
questão-de-ordem, mas ela não teve eco.

(17:30 hs) Quando se encerraram todas as inscrições foi
feito o encaminhamento da proposta, mas o ATO já estava
mais esvaziado (cerca de 400 pessoas) – principalmente
do pessoal que estava conosco atuando desde as 8:00 hs.
A proposta de que o ATO se transformasse em assembléia
foi aprovada, mas a saída da passeata foi derrotada,
obtendo cerca de 35% dos votos dos presentes naquele
momento. O núcleo PROFOS/COB-ACAT/AIT foi convidado por
diversos membros do FAC a participar da reunião de
avaliação do 1º de Maio deles. Paralelamente estaremos
fazendo a nossa própria avaliação.

Relatos sobre manifestações em Presidente
Prudente, Araraquara, Porto Alegre e em Corumbiara
estão sendo esperadas para fazermos uma avaliação
global, que repassaremos em momento oportuno. Os
trabalhos em São Paulo envolvendo colagens e pixações,
feitas desde o início de abril, e panfletagens e mini-
comícios, feitos a partir de 28/04, atingiram todas as
regiões de São Paulo – em especial a região Sul e o
Centro, menos intensamente na região Leste e
esporadicamente na região Norte -, várias cidades da
Grande São Paulo (Cotia, Diadema, Itapevi, Guarulhos,
Mogi, Osasco e Santo André), do interior do Estado -
especialmente na região de Presidente Prudente – e da
franja litorânea. De forma centralizada foram feitas
6000 cópias do manifesto, que foram largamente
reproduzidas pelos núcleos locais, simpatizantes e
amigos do Movimento Libertário Brasileiro Acreditamos
que foram distribuídos ao todo cerca de 10.000 cópias
do manifesto unificado, além de outros documentos
feitos de forma autônoma.

SAÚDE, REVOLUÇÃO SOCIAL E ANARKIA!
Longa vida à Associação Internacional dosTrabalhadores!

Coordenação do Núcleo
PROFOSP/COBACAT/AIT

São Paulo, 04/05/04




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