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(pt) Tyler Durden: A INDIVIDUALIDADE ANARQUISTA

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Mon, 22 Mar 2004 19:44:57 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Do informativo Autogestão 03,do CLAVE (Coletivo Libertário
Ativista Voluntariado de Estudos) do Rio de janeiro.

O espírito libertário é naturalmente avesso a sectarismos ou qualquer tipo
de autoritarismos provenientes deste. É com base neste espírito que
falaremos de um assunto polêmico: a individualidade anarquista.O anarquismo repele comportamentos dogmáticos por acreditar na
individualidade de cada ser humano e respeitá-la como um dos princípios
fundamentais para alterar as estruturas sociais autoritárias.Sabendo que todos os seres humanos (sem exceção) diferem-se uns dos outros
não existe e nunca existirá um modelo pré-moldado de anarquismo ou uma
"só" atitude anarquista "padrão" a se seguir. Por este fato, temos que
entender que cada grupo, cada indivíduo libertário reage as situações
sociais de maneira estritamente pessoal. Ressaltamos é claro, que a
necessidade dos anarquistas de se organizarem deve ser encarada como algo
indispensável, não como supérfluo. Esta necessidade não pode ser
substituída por um espasmo individualista. É a soma de forças coordenadas
que irá gerar um coletivo (composto de diversas individualidades) que
atuarão a sua maneira rumo a revolução social.Por respeitar essas nuances de comportamento e ter a ciência de que cada
indivíduo (ou cada grupo anarquista) pratica o anarquismo à sua maneira, o
militante anarquista respeita seus companheiros e seu modo de agir, porque
sabe que essas diferenças na verdade não são diferenças e sim
peculiaridades que no fundo no fundo, apenas enriquecem o movimento
libertário e convergem para um mesmo caminho; o caminho do socialismo
libertário. Sabe também, que mesmo que os indivíduos (ou táticas) de
grupos anarquistas trabalhem de modos diferentes, sempre é possível
atuarem juntos em algum momento, já que o que nos une é mais forte que
nossas "peculiaridades".O que acontece realmente é que ainda existem pessoas que por se
denominarem anarquistas impõe ou tentam impor a outros companheiros,
idéias, posicionamentos políticos, e às vezes, até mesmo particularidades
pessoais. Alguns até, erroneamente acreditam que há uma maneira mais
correta de se alcançar à revolução social, mas estão enganados neste
aspecto. Não existe uma fórmula mágica, o que existe é uma demanda que
impele os anarquistas a atuarem em todos os ramos que forem necessários
para realizar nosso intento. Infelizmente, nosso número limitado nos
impede de realizar este feito.Contudo, muitos não conseguem enxergar que com essa atitude reacionária,
estão sendo tão opressores, quanto o estado e os mecanismos de controle
que eles dizem combater. Caem em comportamentos muito semelhantes aos de
uma religião; reproduzindo dogmas teóricos e impondo padrões "ideais" de
comportamento e de organização.Outro caso muito comum no meio contra-cultural é achar que uma pessoa é
mais anarquista que a outra pela sua capacidade de "niilismo" econômico
(negar o capitalismo por meio do boicote). Pensar que as relações
econômicas serão destruídas pelo boicote é super estimar a sua capacidade
de mudança, que digamos a verdade, é muito, muito pequena.As situações políticas e sociais vão mudando a cada minuto, a cada segundo
e isto impele o militante e grupo anarquista a atualizarem suas táticas
constantemente, para não correrem risco de tornarem-se anacrônicos frente
aos saltos cíclicos da história da sociedade, mas isto não significa que
todos devam adotar uma única linha de ação, de pensamento, por uma suposta
"unidade teórica". O respeito recíproco por essas diversidades, deve ser
fortalecido dentro do meio anarquista, pois é a única maneira de garantir
que não existirão anarquistas "iluminados" dispostos a guiar os demais.A individualidade anarquista é única. Portanto a atuação do militante
anarquista se dá no campo de sua preferência ou é definida pela realidade
em que o mesmo está inserido. Um grupo homogêneo, uma atitude
homogênea(que tanto foi combatida por diversos anarquistas no passado,
como Malatesta) , padronizada, apenas retiraria do anarquismo aquilo que
ele tem de melhor a oferecer ao ser humano: a liberdade.




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