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(pt) PLEBE nº35 - (COB/ACAT-AIT) MEMÓRIA DE LUTAS

From "profosp" <profosp@bol.com.br>
Date Fri, 11 Jun 2004 23:11:30 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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PLEBE nº35/ Junho de 2.004( profosp@bol.com.br) ACAT
Órgão de divulgação do núcleo pró-Federação Operária de
São Paulo/Confederação Operária Brasileira (Fundada em
1915)
@ Ligada à Associação Internacional dos Trabalhadores
(A.I.T.) @

(COB/ACAT-AIT) MEMÓRIA DE LUTAS

Depois de ter sido fundada como uma organização
completamente autônoma da classe trabalhadora, no I°
Congresso Operário Brasileiro, em 1906, a COB
(Confederação Operária Brasileira) se manteve
independente do Estado, da patronal, da Igreja e da
luta política e seus partidos, para poder concentrar
todo o seu esforço na criação e fortalecimento de
sindicatos locais, baseados na solidariedade de classe.
Nos sindicatos revolucionários os trabalhadores
organizavam atividades de apoio-mútuo, escolas
racionais, atividades culturais (organização de
bibliotecas sociais e grupos de teatro e música)
ligadas a atividade de difusão da idéia emancipadora.
Para isso editou um jornal nacional, “A VOZ DO
TRABALHADOR”, ainda hoje editado na forma de jornal-
mural pela ‘Seção da AIT no Brasil’, a FORGS/COB-ACAT.

Como incremento da organização proletária, enfrentando
todo tipo de repressão estatal-patronal, a COB
realizou, em meio a uma crise de desemprego em 1913,
seu 2º Congresso. Apontou a perspectiva da luta com a
GREVE GERAL, como forma de unir toda a classe para a
luta contra as causas das agruras do trabalhador. Em
meio ao arrocho salarial, ao desemprego e a alta
carestia da vida a atividade da COB e das federações a
ela afiliadas, como a Federação Operária de São Paulo
(FOSP), encontraram terreno fértil. Organizaram
centenas de greves parciais e duas greves gerais – 1917
em São Paulo e 1919, iniciada no Rio de Janeiro que se
estendeu por todo o país – conquistando a Redução da
Jornada de Trabalho de 14 horas diárias para 9
horas/dia; regularização da seguridade social; do
trabalho noturno de mulheres e crianças; de condições
insalubres; descanso semanal; férias; etc. além de
reivindicações ligadas a questões sanitárias e contra a
carestia da vida.

Após realizar seu 3º Congresso em 1920 a COB se viu
submetida a uma perseguição feroz no que veio a ser a
década da ‘ditadura’ na República Velha, com a criação -
pelo presidente Arthur Bernardes - de três campos de
concentração para ativistas sindicais, além do aumento
de deportações – baseada na ‘Lei dos Estrangeiros’ de
1905. Nessa fase estourou o movimento pequeno-burgues
tenentista, liderado por oficiais de baixa patente; o
próprio Marechal Hermes da Fonseca – que havia sido
candidato a presidente - chega a ser preso. Esse
período termina com a vitótia do golpe/Revolução
getulista, que encerra o ciclo da República Velha, em
1930.

O novo governo Getúlio Vargas/1930-1945, a ditadura do
Estado Novo, tentou destruir a COB e os sindicatos
livres a ela ligados, com a criação da CLT
(Consolidação da Leis do Trabalho) através da qual
transformou em lei as diversas conquistas das greves
gerais de 17 e 19, e tentou regularizar/disciplinar a
organização dos trabalhadores. Para isso criou uma
legislação sindical copiada da ‘Carta Del Lavoro’, do
partido fascista de Mussolini. Os sindicatos
revolucionários, que se reorganizam e fizeram frente ao
integralistas/fascistas que tentaram ocupar a Praça da
Sé no 1º de Maio de 1933, pondo-os a correr; se negaram
a participar desta farsa e denunciaram os sindicatos
oficiais como instrumentos de controle do Estado e dos
patrões. Para isso a COB realizou seu 4º Congresso em
1931, estabelecendo a base para as lutas comuns do
período.

Todavia isso seria novamente interrompido a partir de
1935, com o fiasco que se costumou chamar de
a “Intentona Comunista” – uma quartelada no interior da
Paraíba. Com essa desculpa o governo Getúlio vendo que
não conseguiria cooptar a organização proletária passa
a persegui-la inaugurando uma nova fase da ditadura: o
Estado Novo. Essa nova ditadura, simpática ao nazi-
fascismo, cai com a derrota do Reich na Segunda grande
Guerra, em 1945, mas nesse meio tempo os estalinistas,
organizados no partido comunista (PC), se aliaram a
Getúlio e, inclusive, aos integralistas. A par de terem
sido traídos, presos e torturados (que culminou com a
entrega da judia Olga Benário grávida, mulher de
Prestes – então secretário-geral do PC – ao exército
nazista depois de já ter sido cruelmente torturada
pelos militares brasileiros) os comunistas ainda
apoiaram o PTB getulista, na campanha para a
Constituinte de 1946. Completando seu ciclo de traições
ao proletariado, dando o respaldo que o Estado
precisava para implementar o sindicalismo oficial, que
desorganiza a classe trabalhadora. Apesar das
tentativas dos sindicalistas revolucionários que
sobreviveram a mais esse período de reativar a COB, a
partir do ‘Movimento de Orientação Sindical’(1946), a
burguesia e os traidores da classe operária foram
temporariamente vitoriosos. A partir de então se
procura difundir a idéia de que os libertários e
sindicalistas revolucionários tivessem abandonado a
luta, através da pergunta: O que aconteceu com os
militantes da COB?

EM 1947

"Há 50 anos, nesse mesmo dia, o deputado
Nelson Carneiro, da UDN da Bahia, apresentou
na Câmara projeto da criação de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito para apurar crimes
cometidos pela policia da ditadura, de 37 a 45.
Os presos políticos eram torturados e enviados
ao Hospício Nacional, sob alegação de
manifestarem sintomas de perturbação mental.
A maioria morreu."
Jornal CORREIO DO POVO 21/04/97



EM 2004

Sempre ativos os sindicalistas revolucionários,
depois de lutarem contra a ditadura militar se
rearticulam na década de 70 como ‘COLETIVO LIBERTÁRIO
EM OPOSIÇÃO À ESTRUTURA SINDICAL’, em torno do
jornal ‘O INIMIGO DO REI’. Participamos ativamente da
Luta Pelo Sindicato Livre, com outros setores do
movimento sindical, no ‘ENCONTRO DOS TRABALHADORES EM
OPOSIÇÃO À ESTRUTURA SINDICAL’ e depois no ‘Congresso
Nacional da Classe Trabalhadora’ que terminou por
fundar a CUT. Defendíamos o rompimento com o Estado e
os partidos políticos e denunciávamos o processo de
aparelhamento da CUT por parte do PT – hoje evidente,
transformando a organização dos trabalhadores em braço
da política do Estado!

Nos 100 anos do 1º de Maio, no ‘Congresso Libertário
Brasileiro’ (1986) foi decidido romper com o
sindicalismo oficial, atrelado ao Estado e aos
partidos políticos e lutar pela reativação da COB/AIT.
Hoje continuamos a luta:

PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO
SALARIAL!

PELA REFORMA AGRÁRIA COM COLETIVIZAÇÃO E IMEDIATA!

NA ELEIÇÃO NÃO DELEGUE!
VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS!!!




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