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(pt) AUTOGESTÃO Nº 8: A economia da miséria

From autogestao@riseup.net
Date Fri, 11 Jun 2004 23:08:16 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________

Maio-04
Local das Reuniões: R. da Jangada, nº34 Vila da Penha – Rj.
Horário: Domingos às 18:00. Contato: 9895-4912.
Caixa Postal: E-mail: ativismoclave@hotmail.com /
autogestao@riseup.net Home-Page: www.clave.cjb.net
A economia da miséria
Num estudo divulgado recentemente pelo
IBGE, foi mostrado quais são os maiores vilões
do orçamento familiar.
A maioria dos entrevistados gasta o
equivalente a 40% de seu orçamento com
despesas de aluguel ou com itens da casa
própria(luz, água e telefone). A alimentação,
seguida do transporte, da saúde e da educação,
são outros itens que completam o quadro de
"aperto" vivido pelas famílias. Em outras regiões
a pesquisa não muda muito. Na verdade os
números variam de uma maneira ou de outra,
mas a situação de reféns do orçamento continua
a mesma.
Muitos dos entrevistados, afirmam que
deixam de pagar contas essenciais para até
mesmo se alimentar.
O que podemos tirar deste exemplo, é que
a família carioca(como muitas de diferentes
estados) vive sob a sombra de um sistema
injusto, que proporciona ao povo comum uma
situação de opressão e chantagem constante e
enquanto a outros, a opulência e o desperdício.
Muitos nem condições mínimas de vida
conseguem; acabam mendigando, vivendo
amontoados em barracos ou palafitas, ou
escorraçados em baixo de algum viaduto. Que
esta situação trágica, desonesta e inaceitável é
causada por falta de empregos, por um sistema
econômico ganancioso e desprezível já sabemos.
Mas a mídia diz o contrário. A culpa da
pobreza é dos pobres!
Somos obrigados a assistir os pretensos
"especialistas"(economistas em sua maioria)
discernir sobre a "causa" do problema de
orçamento apertado do(a) trabalhador(a).
A maioria dos pusilânimes cegos pela
pseudo-ciência da economia, em reportagens de
televisão afirmaram que o indivíduo "usa
aparelhos domésticos em épocas do ano
demasiadamente", que utiliza "aparelhos de
telefonia" de forma exagerada, enfim; que gasta
compulsivamente o que não devia, sendo esta a
causa real da pobreza individual.
Primeiro vamos falar a verdade: se o
orçamento é apertado é porque os preços dos
serviços não condizem com a realidade do
salário do trabalhador. Se o orçamento é curto, é
porque o ser humano precisa comer, alimentar-se,
vestir-se, divertir-se, procurar um médico, e
tudo isto custa dinheiro nesta sociedade voltada
para o lucro e a espoliação. Gostariam talvez,
estes falsos especialistas que o ser humano se
privasse de lazer, de cultura, de educação? Ou
gostariam que o indivíduo esperasse o Estado
resolver os problemas que ele mesmo criou?
Alguns destes economistas, defendem
com suas teorias neo-malthusianas de retórica
contemporânea, o controle de natalidade como
"redução da margem de pobreza", garantindo
assim, que fosse negado o direito natural da
reprodução humana àqueles que se encontram a
margem da sociedade. É simples: mate a
pobreza matando os pobres. Melhor! Evite que
eles nasçam! A pobreza torna se então uma
causa biológica ao invés de inteiramente social.
Analisa-se tudo de uma maneira simplista,
sórdida e desconexa com o contexto profundo
das raízes da miséria.
Em uma série de entrevistas sobre o tema
"orçamento familiar", o jornal hoje, exibido ao
meio dia pela rede globo, entrevistou um
economista que dera a seguinte solução
"brilhante" para a falta de dinheiro para o
transporte por exemplo: basta mover todas as
atividades do cidadão para o eixo trabalho-casa,
economizando tempo e dinheiro. Assim estaria
resolvido um problema social, que é para este
economista, meramente de ordem "econômica" e
"administrativa".
Uma solução espúria desta remete-nos
aos tempos feudais, onde aos servos era lhes
confinado o micromundo da propriedade do
senhor feudal; onde os serviços prestados ao
"lorde" vinham sempre em primeiro lugar(como
no trabalho). A escravidão mudou de nome e de
agentes, mas mantém-se atualíssima.
A contradição não acaba. Os economistas
comemoram em telejornais o aumento nas
vendas de aparelhos celulares, de carros e/ou de
outros bens materiais, ressaltando um suposto
"progresso" da indústria nacional(burguesia
nacional) e aparecem na tela da tv, posteriormente,
repreendendo o povo pelo "consumo
excessivo" destes mesmos aparelhos vendidos,
dando dicas de controle do orçamento, como se
fosse esta a causa da situação de retração
econômica, da falta de empregos, da falta de
condições mínimas de sobrevivência e da
inflação galopante.
O mercado estimula o consumo mas por
outro lado diz que a falta de dinheiro do trabalhador
é fruto de uma "má administração" de seu
salário!?!? Que tipo de piada de mau gosto é
esta?
Protegidos pela democracia, pelo direito
jurídico(comprado pelo direito "econômico"), pelo
"porrete da burguesia"(as forças armadas e
militares) a canalhice vai continuando...
Os argumentos imorais dos economistas
são tão contraditórios quanto suas teorias
abstratas.
E que fique claro, que este conhecimento
teórico da economia clássica não corresponderá
nunca com a realidade da aplicação desta teoria.
Em seus livros a economia capitalista é muito
mais "cordial" e "perfeita" do que o capitalismo
canibal e assassino que vemos na prática. Enfim:
o capitalismo só funciona na teoria.
Entretanto, acreditar num capitalismo
mais humano é acreditar que plantando abacate
iremos colher maçãs. Por isso acreditamos na
capacidade do ser humano de injustiçar-se com
as contradições do sistema vigente e construir
sobre as ruínas deste mesmo sistema, um novo,
baseado na solidariedade humana. Que funciona
muito melhor que os números manipulados das
pesquisas estatísticas "encomendadas" pelo
E$tado.
“Não existe abuso de poder.
O poder já é um abuso”
(Autor Desconhecido)
Pensando Bem...
Contra o Estado e o Patrão.
Nº08
$ = !
Custo: R$ 0,10 Distribuição: Livre
O verdadeiro “favela-bairro”
As obras de fachada, deste e de tantos
outros governos passados, continuam em todos
os patamares de nossa vil sociedade. Tais obras,
quando não empacam na corrupção de políticos,
acabam se concretizando unicamente para se
tentar camuflar a desigualdade e a miséria existente
em todo e qualquer canto deste Rio de Janeiro,
assim como em todo o planeta.
Quando não conseguem por tais métodos
lucros, chegam a usar formas absurdas de intimidação,
como foi o caso dos despossuídos nos
bairros de Copacabana e adjacentes, que foram
retirados de seus “lares” (leia-se: calçadas, viadutos
e marquises) em camburões da polícia militar
como autênticos violadores da lei e da ordem
civil.
As obras eleitoreiras exploram a carência do povo
e atuam em suas necessidades momentâneas,
quase sempre na época das eleições. Alguns
exemplos são: criação de “pretensos” centros poliesportivos,
construção de praças, reasfaltamento
de ruas, etc. Que nada mais são, do que meros
paliativos. Recentemente, uma moça que chamaremos
pelo pseudônimo de Sandra sofreu diretamente
com mais uma dessas obras populistas, o
chamado Favela-Bairro. Este projeto do Governo
consiste (pelo menos é o que se mostra nas propagadas
da televisão) em “transformar”(maquiar)
a favela(um espaço marginalizado) em um “bairro”
e se for necessário retirar pessoas dos barracos
nas favelas e remaneja-las para casas populares
em regiões habitáveis.
Sandra morava em uma favela violenta no
bairro do Grajaú, no Rio de Janeiro, e que
recentemente teve uma pequena parte
“contemplada” com o dito projeto. De primeira
mão, foi planejada a construção de uma estrada,
bem no caminho das casas dos moradores da
região, onde incluía-se a casa de Sandra, que
morava com mãe e irmãos.
Imediatamente, foi emitido um comunicado
por parte de um órgão do Governo aos moradores,
dando-lhes um prazo para conseguirem outra
moradia com o dinheiro que lhes seriam dados em
função do valor de suas casas. O fato de ser uma
favela violenta e das casas encontrarem-se em um
terreno dito pela Prefeitura como “apossado”,
sujeitou as moradias destes cidadãos (espaçosas
e cujas já eram habitadas a anos) uma irrisória
quantia que não ultrapassa dez mil reais (R$10.000).
Com este dinheiro, sabemos que difícilmente podese
comprar uma casa fora de outras áreas violentas.
Porém o interesse do estado como sempre reside
na aparência; não no bem estar da população.
Maquia-se a favela e coloca o morador que lá residia
em outra área violenta, marginalizando-o novamente.
Em um relance, Sandra viu sua vida passar
de uma garantia de residência fixa naquele local,
para uma cruel corrida contra o tempo. Onde
conseguiria achar uma casa que correspondesse
em tamanho para ela e sua família, assim como a
antiga casa correspondia, por esse dinheiro?
E o pior, o dinheiro que lhes seria dado, fica sob a
responsabilidade de um determinado órgão do
Governo, enquanto que a obra de demolição das
casas e construção da estrada é responsabilidade
de outro órgão. Até a presente data ainda não foilhes
dado o dinheiro e Sandra, junto com sua família,
foi obrigada a alugar uma casa em outra
favela carioca. E ainda teve a infelicidade de, com
tanto problema psicológico envolvido, sua mãe
sofrer um enfarto que felizmente, não teve piores
consequências. Com isso, temos uma referência
bastante forte do que tal projeto faz com a vida
das pessoas que diz-se ajudar. Elas são retiradas
de suas casas em localidades pobres, e jogadas
em outras igualmente pobres. Assim como
está sendo feito no Grajaú (bairro emergente carioca),
também foi feito em muitos outros lugares,
como na comunidade da Mangueira, que, por
ter se tornado ponto de passagem de turistas, teve
a parte das casas voltadas para a estrada pintadas,
enquanto o resto continuou imutável.
Qualquer pessoa que tenha como ajudar
Sandra que como muitas outras pessoas, foi
afetada pelo demagógico Favela-Bairro, com
informações sobre casas para vender, etc. pode
entrar em contato conosco pelo e-mail:
ativismoclave@hotmail.com ou pelo telefone:
9895-4912.
Vamos nos organizar, e impedir que mais
famílias sejam prejudicadas com tais atitudes que
beneficiam somente a aparência política, o
turismo e as grandes empresas.
Informes
A máfia dos transportes, que sempre
desrespeitou o direito básico do cidadão de
locomover-se para onde bem entenda, deu
mais um golpe duro no estudante carioca.
Além de anunciar um reajuste, que eleva a
passagem para R$ 1,60.
O governo carioca insiste em dizer
que o “benefício”(ou seria um direito
legítimo?) será mantido. Mesmo que para
isso o estudante tenha que recorrer ao
telefone 190 da polícia militar do rio de
janeiro. As empresas de transporte insistem
que o governo deve pagar a conta das
passagens dos estudantes, porém o governo
afirma(baseado em liminares) que o direito irá
continuar.
Enquanto isto, o estudante, se vê no
meio desta situação ridícula, de ter de
acionar a polícia para garantir um direito que
já era seu há muito tempo!
E como sempre, e já não era surpresa
esperar, representado pelo governo federal
da sra. Rosinha Garotinho, o Estado
empurra a culpa para as empresas que por
sua vez culpam o governo. Um jogo de
empurra-empurra onde o estudante é feito de
palhaço, tratado como um animal, como se
movimentar para estudar, fosse um favor que
a burguesia do transporte e o Estado
paternalista estivesse “concedendo”.
Cobrar passagem para estudante é uma
verdadeira safadeza!!!
Estudante não é palhaço! Lula embebeda o povo de mentiras
Apesar da acusação do jornalista do New York Times que dizia que
o presidente brasileiro
estava "bebendo" demais, Luís Inácio Lula da Silva parece estar
muito sóbrio no que pretende:
continuar a política neo-liberal de FHC de forma exemplar e
mascarar o fiasco de seu governo
totalmente submisso aos interesses do capital.
E enquanto isto, o povo vai sendo enrolado com essa ladainha de
que "as mudanças estão
acontecendo".O governo Lula, como qualquer outro governo que
assuma é o inimigo da classe
trabalhadora, dos estudantes e de todo aquele que não se submete
as injustiças cometidas por
estes crápulas. Governo é governo. Seja ele de direita ou de
esquerda. Não há homem que não
fique embriagado com o poder de governar! Nesse jogo de empurra
empurra, é sempre o "barman"
capitalismo que manda no "bar"!
Defendemos o anti-capitalismo, a democracia direta, a
autogestão, o federalismo
anarquista, o sindicalismo revolucionário, enfim; o comunismo
libertário para resolver esta
situação de uma vez por todas!
Imprensa Libertária: FARJ: CP 14.576 CEP 22412-970 Rio/Rj CELIP:
CP 15001 CEP 20155-970 Rio/Rj – LETRALIVRE: CP 50083 CEP
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Niterói/Rj – CCS/SP CP 2066 CEP 01060-970 São Paulo/
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Santos/Sp – FAG: CP 5036 cep 90041-970 Porto Alegre/Rs – MAR: CP
12042 CEP 02013-970 São Paulo/Sp – FACA: CP 1206 CEP
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Bonito/Rj – CCMA: CP 665 CEP 01059-970 São Paulo/Sp – AFIM:
CP 2744 CEP 59022-970 Natal/Rn – CCL-FL: CP 88 CEP 44001-970
Feira de Santana/Ba.
No dia 1º de maio, o CLAVE esteve presente com outros
grupos anarquistas, em um ato relembrando o dia do trabalhador.
O primeiro de maio foi escolhido em 1886 por
operários americanos para o início de uma greve geral para a
conquista da jornada de 8 horas. Milhares de trabalhadores
se reuniram neste dia e nos seguintes, até que a polícia abriu
fogo contra a multidão, abatendo 80 pessoas e prendendo os
sindicalistas mais ativos. Cinco destes, todos eles anarquistas,
foram condenados a morte em uma das maiores farsas
judiciais da história. Em 1889 a Associação Internacional dos
Trabalhadores instituiu o 1º de maio como data internacional
de luta em homenagem aos “Mártires de Chicago”. Porém
depois de todo este tempo, diversas centrais sindicais
pelegas e a mídia em geral, insistem em retratar o primeiro
de maio como um dia de “festa”.
O que temos a comemorar? O quê?
Nossas Atividades
No dia 6 de junho; domingo, definiremos
nosso calendário de atividades
do mês de junho e de julho
provávelmente. Estamos promovendo
exibições de vários
vídeos, documentários sobre
anarquismo, atualidade, etc.
Continuamos com nossos
materiais(livros, cd’s, adesivos) e
em breve produziremos camisas.
E esperamos que as idéias contidas
aqui possam reverberar em
forma de (particip)ações!
s
Dia de Luto ou de Luta ou de Luto?





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Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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INFO: http://ainfos.ca/org http://ainfos.ca/org/faq.html
AJUDA: a-infos-org@ainfos.ca
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da mensagem "subscribe (ou unsubscribe) nome da lista seu@enderço".

Indicação completa de listas em:http://www.ainfos.ca/options.html


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