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(pt) A BATALHA Nº 204: ANARQUISMO XXI

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Date Wed, 2 Jun 2004 21:01:17 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
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Nos concursos públicos, as regras pretendem levar a uma racionalização dos
recursos disponíveis, leia-se "poupar dinheiro". E isso só pode dar
asneira (já não falo dos "arranjos" que se fazem para ganhar algum por
fora), pois fixar um objectivo de cada vez não pode dar bons resultados –
eu dou um exemplo: a comida servida aos pacientes internados nos hospitais
é fornecida pela empresa que ganhou o mais recente concurso, leia-se "a
que saía mais barato". Não terá isso que ver com a falta de apetite duns e
a resignação dos restantes?
Na democracia de estado, dita representativa, as eleições funcionam como
os concursos públicos – ganham os que saem mais barato. Entre promessas
duns e doutros, e a vontade de ficar-se melhor servido, assim vão soprando
os ventos. Sem dúvida que o sistema tem a sua vantagem: de vez em quando
mudam de ementa. Mas o que permanece, quer sejam uns ou outros a servi-la,
é aquele mau ar com que se encara a "comida de hospital", e que não ajuda
a sentir melhoras!
As promessas de suplantar a concorrência nas propostas apresentadas a
concurso cumprem-se no próprio momento da celebração do contrato: de
facto, é nesse momento que se comprova que quem ganhou suplantou os
outros. "Já está". De todo o restante conteúdo de promessas, quem contrata
não quer saber senão duma: que cumpram o orçamento estabelecido. A comida
não presta? Vem aí a fiscalização? A essa, dá-se-lhe sempre a volta: vejam
à pressa, verifiquem no contrato, e se querem melhor vai sair mais caro,
até ao próximo concurso.
Em 14 de Março de 2004 a Espanha mudou de fornecedor. Novas fardas, nova
prosápia, outra cozinha, o mesmo desgosto. Era o mais barato. A democracia
representativa fica-se por isto.
Entretanto, há um estado que se propõe levar essa democracia a todos. Ele
é ao Afeganistão, ele é ao Iraque, ele será aonde tenha contas a ajustar.
Mas essas contas o que são, se aquilo que trazem a esses pobres países é a
grande oportunidade de serem livres, leia-se decidirem quem fornece a
comida? Para quê repisar sobre a imposição dos ingredientes baratuchos que
esse estado considera indispensáveis para o paladar desses povos? Até
porque para eles esta transição não é fácil, coitados, ainda estão longe
de darem a mesma importância que nesse estado dão ao Dólar Todo-Poderoso –
mas Roma também romanizou, e os califas também islamizaram, será
inexorável, pois o espírito humano vira-se para o alto, e o Dólar é o que
agora sobe mais alto em todo o lado.
O anarquismo não vai em eleições. E será que se come? Há quem insista em
considerá-lo indefinível, inatingível, insano. Não sai barato de certeza!
Mas está sempre presente, pois o espírito humano também se vira para o
indefinível, o inatingível, o insano. O anarquismo floresceu no século
XIX, deu alguns frutos no século XX, e deixou sementes que continuam a
romper. Assim foi no dia 13 de Março de 2004, quando um punhado em Madrid
veio junto à sede do aznoPP, e como era para chamá-lo de mentiroso
atraíram milhares em poucas horas, com ecos monumentais em Barcelona e
Bilbau. Foi como o doente internado que por uma vez recusou a comida do
hospital e arranjou maneira de comer do que gostava. E que paz, que
alegria serena, isso lhe deu!
Paulo de Oliveira





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