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(pt) Bulgaria, repressão descarada sobre uma anarquista (en)

From Worker <a-infos-pt@ainfos.ca>
Date Wed, 28 Jul 2004 12:02:47 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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A classe política neo-liberal em Sófia está agora empenhada em criminalizar
e intimidar a dissidência, apontando os que protestam e os anarquistas como
uma ameaça à “segurança nacional”. O exemplo mais chocante deste novo
ataque contra a liberdade é a prisão de uma anarquista de vinte anos em
meados de Julho. A elite política na Bulgária, sob o não-coroado rei
Simeon II como Primeiro-Ministro, é uma aliada chegada de Washington
e da NATO.
De tão subserviente à administração Bush e na sua fabricação das suas
próprias versões da Lei de Segurança Interna, a classe política de Sófia
está agora apostada em suprimir e silenciar a dissidência,
descrevendo os anarquistas como uma ameaça à “segurança nacional”.

O mais flagrante exemplo desta nova vaga de repressão contra a expressão
alternativa neste país é a prisão de Elitsa, uma anarquista de 20 anos em
Meados de Julho, na cidade de Dobrich, no nordeste da Bulgária.

Elitsa foi acusada por “crimes contra a República da Bulgária”.
O seu “delito”: passar e gravar comunicados na sua cidade nos
passados dois meses, apelando para maior liberdade, igualdade
e autonomia do povo e por vender números do jornal anarquista
búlgaro Svoboden Misl (Free Thought).

Esta revista, uma das poucas publicações anti-autoritárias da Bulgária,
é um periódico legal publicado em Sófia pela Federação de Anarquistas
da Bulgária e distribuido por todo o país. A Secção do Código Criminal
Búlgaro sob a qual ela foi acusada fala de espalhar “ideologia fascista e
terrorismo”.

O calvário de Elitsa: numa manhã de Julho às 05:00, a polícia
Invade a sua casa, confiscando literatura, o disco rígido do seu
Computador e outras “provas” e arrastando-a para umas seis horas
De interrogatório, sem a presença de advogado. Elitsa pode ser
Sentenciada até três anos atrás das grades por seu “crime” de ter
afirmado a necessidade de liberdade e de outro futuro para a
Bulgária. O seu correio electrónico também tem estado sob
vigilância pela Agência de Segurança do Estado, que tenta
obter pistas sobre os seus “contactos” na Bulgária e no estrangeiro,
tendo sido alterada a sua palavra passe sem o seu conhecimento.
O telefone de Eli também aparenta estar sob escuta pela Segurança
de Estado, mas ela não tem conseguido determinar a natureza do
outro “material” que irá ser usado contra ela no tribunal nesta
óbvia manobra de intimidar e de silenciar a dissidência.

Ela está aparentemente “libertada” agora, sob sua própria responsabilidade
mas qualquer “literatura” que ela se “atreva” a distribuir tem de primeiro
seraprovada por um inspector da polícia. A loja "Na Tumna" em Dobrich que tem
várias cópias do jornal Svoboden Misl à venda tem estado igualmente sob
vigilância e assédio diários da polícia.

A prisão e assédio de Eli surge no momento em que vários municípios
Búlgaros competem por atrair a instalação de três bases dos EUA, que
são “a cenoura colocada à frente do asno” pelo Pentágono, apesar do
repúdio de milhões de búlgaros sobre a presença búlgara no Iraque
(470 homens), do recente assassínio de dois reféns e da constante
tendência pró-NATO do discurso oficial.

Entretanto, o descontentamento popular exprime-se quanto
À situação económica dramática, em que milhões vivem com
2 dólares ou menos, por dia. A importante minoria Cigana
que é a segunda da Europa de Leste, foi reduzida à miséria
absoluta, transformada numa vasta sub-classe discriminada
com os maiores níveis de desemprego que em qualquer outro ponto
da Europa. Mais de 13% da população búlgara teve de emigrar
à procura da sobrevivência económica desde o advento
da “liberdade” em Novembro de1989.

No início de Abril, deste ano outro incidente
com a polícia e com vigilância de anarquistas
por estes exprimirem as suas opiniões publicamente
foi noticiado na aldeia de Kochan no sudoeste da
Bulgária. Uma constelação de actos de repressão pode ser
traçado desde o extremo nordeste até ao extremo sudoeste
do país.

A Bulgária é uma pequena peça da máquina de Controlo
concebida pelo Partido da Guerra à beira do rio Potomac,
aquilo que alguém já classificou como “a Máquina
de Desquilíbrio Planetário”. O povo da Bulária tem direito
à autonomia. A sua economia não tem de ser vassala da
NATO, uma colónia da UE, com a sua pequena “elite”
neoliberal pedinchando favores de Bruxelas, da Casa Branca
e do Pentágono. Sondagens á opinião pública
mostram que a vasta maioria dos búlgaros quer a saída
das tropas búlgaras do Iraque e deseja estar livre de
bases militares dos EUA como postos avançados
da Guerra de Washington sobre o Terror e contra a
Humanidade. A nação, sob o mando de FMI e Banco Mundial,
tornou-se uma casa de pobres gastando milhões com forças
armadas.
A liberdade de pensamento e de expressão devem ser protegidas,
a repressão denunciada, condenada e derrotada. As declarações de
solidariedade com Eli, com seus/suas camaradas anti-autoritários/as
e com o povo búlgaro podem ser enviadas em inglês para:
http://bulgaria.indymedia.org , onde estes casos são descritos e
comentados.

Fontes:
http://bulgaria.indymedia.org/newswire/display/314/index.php
http://bulgaria.indymedia.org/newswire/display/375/index.php
http://bulgaria.indymedia.org/newswire/display/21/index.php

Vulcho Bulgaria.
[traduzido para A-Infos por M.B.]



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