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(pt) [Grécia]"Os anarquistas foram os primeiros a resistir contra a Olimpíada"

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Fri, 23 Jul 2004 08:17:12 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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[agência de notícias anarquistas-ana]
A ANA conversou com Nikos Kyrastas, um anarquista grego da Ilha de Creta,
no Mar Mediterrâneo, sobre o panorama libertário atual naquele país, que é
conhecido como o “berço” do insurrecionalismo, aonde nos últimos anos
grupos anarquistas vêm realizando atividades (e ataques) contra os Jogos
Olímpicos. Na entrevista, Nikos ressalta a importância de estarmos
conectados com a “ação internacional de solidariedade com o povo palestino
e os objetores israelenses”. A seguir, os melhores trechos da entrevista.

Quem são
Somos um grupo anarquista informal que já existe há três anos em “Iraklio
de Creta”. Mantemos uma casa ocupada, publicamos uma revista (quase)
mensal que se chama "O Trem", organizamos manifestações, eventos de
informação sobre diversos assuntos e qualquer outra coisa que vem à nossa
mente como idéia para a ação.
Anarquismo na Grécia
A situação do anarquismo na Grécia está mais ou menos. Há muitos grupos,
algumas casas ocupadas, uma federação, muitas publicações, uma livraria...
Há ações que são realizadas de modo que se torne consideravelmente atuais
dentro da sociedade, mas que não afeta substancialmente os assuntos
sociais porque tudo isso são feitos sempre por jovens, estudantes,
"freaks" etc., e não tem adquirido bases de apóio nos trabalhadores,
campesinos e das pessoas das classes produtoras em geral. Também há muitas
discrepâncias entre os diversos grupos e freqüentemente não podem se
cooperar entre si por um objetivo. A tendência predominante é a dos
"Insurrecionalistas", aqueles que, sempre que saem as ruas, se confrontam
com os policias sem que esta ação tenha sempre um conteúdo. Enfatizo que
esta opinião é pessoal ou do nosso grupo, talvez não expresse a opinião de
todos os anarquistas do país.
Publicações e espaços liberados
Há muitíssimas publicações de diversas tendências. Sobre isso vai tudo
bem. Sobre espaços, há 8-10 casas ocupadas em todo o pais, 2-3 delas
contam com 10-15 anos de presença. Há também lugares alugados, algo como
os ateneus da Espanha (outros 10 mais ou menos).
Relações com outros movimentos
Temos relações com ecologistas, antimilitaristas etc. Se pudermos
coordenarmo-nos sobre um evento ou uma ação, fazemos, mas que fique bem
claro que os grupo não aspirem a ganhar votos ou que não pertençam a
nenhum partido e, sim, que sejam iniciativas autônomas. Há muitas coisas
assim no país.
Contra as olimpíadas
A situação com os jogos olímpicos é muito, muito difícil, votaram leis
especiais para as reações, o consenso que obtiveram entre a grande maioria
das pessoas são enormes, a repressão é enorme (câmeras, forças da OTAN no
país, agentes secretos, polícia em todas as partes, propaganda todo o
tempo etc.).
Os anarquistas foram os primeiros a resistir, e, todavia é o corpo mais
importante da resistência contra a Olimpíada. Depois de nós seguem algumas
organizações da esquerda, mas eles agiram quando viram que nós saímos as
ruas. Mas tudo foi feito muito tarde, quando já haviam invadido as mentes
das pessoas, assim não acredito que agora possamos ter algum resultado
considerável.
Trabalhos atuais
Neste momento estamos trabalhando sobre a proposta “Palestina” que
relatamos a seguir, trabalhamos contra a maldita Olimpíadas de Atenas e a
nova lei "antiterrorista", que todos os governos da União Européia querem
aplicar em seus países.
Proposta de ação internacional
Temos pensado em organizar um evento de apoio e solidariedade com o povo
Palestino que é assassinado a cada dia (o povo, e não os fanáticos
islamitas), como com os israelenses que se negaram a servir ao exército
assassino de seu país nos territórios ocupados, e por isso estão
encarcerados.
Desejamos que este evento seja realizado em todas as partes do mundo onde
há libertários, no MESMO DIA. Sabemos que todos esses crimes cometidos a
cada dia na Palestina (e Iraque, Afeganistão) são resultados dos planos e
dos interesses dos chefes deste mundo. Crimes que se cometem à causa e
através de sua rede mundial de interesses e às correlações de poder.
Por essa razão, pensamos que GLOBALMENTE já devemos começar a nos
confrontar também. Quer dizer, se sairmos as ruas 200 indivíduos aqui em
nossa cidade, por exemplo, nenhum dos criminosos será incomodado, ninguém
escutará. DEVEM SENTIR UMA PRESSÃO AMPLA. E com as circunstâncias que
predominam hoje em dia neste planeta, isso só obteremos somente, ou
principalmente, se sairmos às ruas maciçamente, todos juntos coordenados
no mesmo momento.
Especificamente, nossa proposta consiste nos seguintes pontos:

- Na proporção de nossas necessidades, forças, problemas etc.,
assinalarmos uma data em que todos pudéssemos declarar nossa solidariedade
com o povo Palestino e os objetores totais israelenses. Por exemplo, 15 de
outubro de 2004.
- Cada coletivo, grupo, sindicato, federação, organização etc.,
naturalmente assumiria autonomamente um tipo de ação onde vive, e
desenvolve-se sua ação, sempre de acordo com seus problemas,
possibilidades etc. MAS O IMPORTANTE É QUE TODOS ORGANIZEMOS UMA
MANIFESTAÇÃO NAS RUAS, ABERTA A TODAS AS PESSOAS. Depois, cada um pode
seguir da maneira que julgar melhor.
- Sacaremos um pôster sobre todo esse esforço. Sobre isso temos duas opções:

a) Se podemos chegar a um consenso de um pôster de modo que todos
imprimiremos os mesmos slogans - cada slogans em seu próprio idioma, seria
genial. É o mais difícil do assunto, mas não impossível. Neste caso,
haverá propostas especificas.
b) Do contrário, cada organização imprimiria o que achasse melhor, MAS
TODOS PORÍAMOS A MESMA DATA (QUE É O MÍNIMO QUE PEDIMOS ENTRE NÓS), E, SE
O ESPAÇO PERMITISSE, OS DADOS E OS LUGARES DE ORIGEM DE CADA PARTICIPANTE.
O dados principal seria algo como "Anarquistas - Libertários" ou qualquer
coisa consentida entre nós. Isto não é difícil.
Naturalmente, estas propostas estão abertas e submetidas à discussão e
elaboração (por exemplo, alguém poderia adicionar o povo do Iraque etc).
Este é um frame geral. Através de e-mails etc., pouco a pouco chegaremos a
um conjunto sobre o caráter da ação. Por isso pensamos que o evento seja
realizado durante os meses de setembro - outubro, de modo que tenhamos
tempo para nos coordenar, ou, segundo as circunstâncias, mais cedo ou mais
tarde.
Se você aprova essa idéia, PASSEM ESTA MENSAGEM A TODOS OS GRUPOS E
ORGANIZAÇÕES COM AS QUAIS TENHA CONTATO OU SIMPLESMENTE CONHECE, e
comecemos a nos coordenar o mais rápido possível.
Em princípio, o "centro" desta coordenação será nosso e-mail:
nikosfindelmundo@yahoo.com (pode escrever em espanhol)
Companheiros do mundo, este assunto é difícil, mas nem tanto: provemos as
pessoas, ao inimigo, e, principalmente, a nós mesmos, que somos capazes de
utilizar os meios de comunicação (internet etc.) por nossa conta, que
somos capazes de nos organizar desde baixo a nível mundial, que nós somos
capazes de constituir uma força unida em circunstâncias onde seja
necessário. É absolutamente respeitável que muitos compas, especialmente
da América Latina, confrontem muitos problemas em seus países, que seja
por isso difícil de se mobilizar por um assunto deste, mas acreditamos
que, se acertamos esta ação será um precedente precioso para começarmos a
freqüentemente a fazer outras para todos os compas em geral reprimidos
(parte dos quais somos todos nós) que estão numa posição difícil.
Sobretudo, façamos algo substancial em escala amp la por nossa história e
consciência. Tentemos!
Esperamos suas respostas, propostas, inquietações...

Desde “Iraklio de Creta”, Mar Mediterrâneo, Grécia, um abraço
revolucionário para todos vocês.



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