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(pt) Marea Negra #1: MEMÓRIA ANARQUISTA DO CENTRO GALEGO DO RIO DE JANEIRO (1903-1922)

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Date Fri, 9 Jul 2004 16:01:25 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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A rua da Constituição localiza- se no centro
histórico do Rio de Janeiro, efetuando uma das
ligações entre a Praça Tiradentes e o Campo de
Santana (ou Praça da República, com o foi rebatizado).
Antiga rua dos Ciganos, onde por ordem
do governo se concentravam as pessoas daquela
origem na cidade durante o período colonial,
ganhou seu nome atual já nos últim os tempos
do domínio português/início do Primeiro Reinado.
Alguns locais deste logradouro estão associados
à memória anarquista da cidade do Rio de
Janeiro. No número 14 funcionou a livraria de Lírio
de Rezende , poeta anarquista (ver sua coletânea
de poemas Mundo Agonizante publicada em 1920),
a primeira especializada em literatura anarquista;
no número 47 (esquina com Avenida Gomes Freire ),
por sua vez , no prédio de três andares que abrigava
o Centro Internacional dos Pintores, em meados de 1904
os anarquistas iniciaram sua experiência da
Universidade Popular de Ensino Livre . No sobrado
do número 12, funcionou e m 1920 a redação
do jornal A Voz do Povo, órgão da Federação
dos Trabalhadores do Rio de Janeiro, sucessora
da FORJ, único periódico sindicalista revolucionário
e anarquista de circulação diária da
história do Brasil. E foi ali, já nos primeiros
anos do século XX, q ue funcionavam nos números
30 e 32, as instalações do Centro Galego.
Não me foi possível determinar o ano em que este
iniciou suas atividades, mas o fato é que o primeiro
registro que consegui encontrar de eventos
anarquistas em suas dependências foi a estréia,
a 12 de outubro de 1903 do Grupo Dram ático de
Teatro Livre . Fundado naquele mesmo ano na
Associação Auxiliadora dos Artistas Sapateiros,
localizada à rua dos Andradas, 87, também no centro
do Rio, aquele grupo de teatro libertário apresentou
naquela ocasião as peças 1o de Maio (de Pietro Gori),
O Mestre e A Escola Social. Seu primeiro ensaiador
e organizador foi o gráfico anarquista espanhol Mariano
Ferrer e o grupo inicialmente era formado por
Antonio Monteiro, João Portas, Manuel Nogueira,
Luís Magrassi (anarquista italiano que depois se
mudou com sua mulher Matilde para Buenos Aires), José
Sarmento, Antonio Domingues, José Garlemo, Carmen Ferrer,
Dolores Ribas, Francisca Morais, Ernesto e Armando
Portas e a menina Pillar Tata. A orquestra que
acompanhou a representação era predominantemente feminina,
sendo o elemento masculino representado por Francisco
Leal, Luiz Silva, Silvestre Machado e Gabriel de Almeida.
Dando um salto de três anos vam os encontrar
registros da atividade mais importante do movimento social
e anarquista que o Centro deve ter abrigado, que foi a
realização, de 15 a 20 de abril de 1906 do I Congresso
Operário Brasileiro, momento histórico para o proletariado
brasileiro então em formação, que contou com a
participação de representantes de federações e
associações proletárias de São Paulo, Ceará, Rio
Grande do Sul, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e
Minas Gerais. Ali foram de batidas teses sobre
orientação, organização e ação operária. Nas resoluções
ali tomadas prevaleceu a orientação
sindicalista revolucionária, o anti-militarismo,
a necessidade de ação direta e abstenção de táticas
eleitorais e o ensino leigo, portanto teses
anarquistas. Além disso, foi aprovado em votação
a criação imediata da Confederação Operária Brasileira
de acordo com o modelo da CGT francesa, fundando- se
o seu órgão, o jornal A Voz do Trabalhador (1a edição a
1o de fevereiro de 1908). Um detalhe interessante é que
da comissão organizadora do I Congresso faziam parte
dois dos integrantes do Grupo Dramático de Teatro Livre
que estreara naquele mesmo Centro Galego quase três anos
antes, quais sejam Luiz Magrassi e Antonio Domingues.
O Congresso foi alvo de comentários de alguns dos mais
importantes jornais da então capital do Brasil, como o
Correio da Manhã, Gazeta de Notícias e Jornal do Brasil.
As matérias publicadas foram unânimes em afirmar que os
elementos mais ponderados durante os debates
eram os anarquistas, ali representados em grande número.
No dia 22 de abril o I Congresso Operário Brasileiro
se encerrava no Teatro Lucinda ao som da Internacional.
Edgar Rodrigues publica à página 113 do seu livro
Socialism o e Sindicalism o no Brasil (Editora
Laemmert, Rio de Janeiro, 1969 ) foto dos congressistas
no salão do Centro Galego.
Ainda dentre as resoluções tomadas pelo I
COB estava a decisão de deflagrar greve geral
no dia 1o de maio de 1907 visando à conquista
da jornada de oito horas de trabalh o. De fato naquela
data ela teve início em São Paulo, estendendo- se logo
a outros estados. No Rio de Janeiro, o Centro Galego
foi literalmente palco de manifestação de caráter
anarquista com a encenação da peça Antonio (Drama Social
em cinco atos) de autoria de Guedes Coutinho
durante festival libertário que contou ainda
com palestra de José Romero e baile . José Romero
Ortega, o conferencista, era um operário anarquista
espanhol que viera criança com os pais
para o Brasil na última década do século XIX.
No Brasil perdeu seu pai e seus irmãos durante
uma epidemia de febre amarela, tendo que deixar
a escola e passar a ganh ar a vida como operário
têxtil. Freqüentando comícios, e lendo a
imprensa libertária torna- se anarquista em sua
juventude . Participou da fundação do Grupo
Dramático de Teatro Livre e m 1903 e em 11 de
novembro de 1905 estava no grupo de anarquistas
que fundaram o jornal Novos Rumos durante
reunião em homenagem aos mártires de
Chicago na Federação das Associações de Classe ,
na rua Senhor dos Passos, 82, sobrado. No
ano seguinte , se tornaria o responsável pelo
principal jornal anarquista brasileiro de então,
A Terra Livre , quando este mudasse sua redação
de São Paulo para o Rio. Sem nenhuma dúvida
pode - se considerar que Romero foi uma figura
histórica importante do movimento anarquista
no Rio, mantendo- se fiel às idéias ácratas até
seu falecimento (na década de 1970?). A formação
do Grupo Dramático de Teatro Social na
representação de 1o de maio de 1907 compreendia
Davina Freixeiro, Ulisses Martins, Couto Nogueira,
Silva Monteiro, Torres, Teixeira, Alacid, F.
Pereira, Domingues, Álvaro e as crianças Armando
Tatta, que haviam participado da representação
de 1903. Ulisses Martins era espanhol e
tipógrafo e havia se tornado anarquista em São
Paulo tendo participado com outro anarquista
espanhol, Manuel Moscoso, da redação do jornal
ácrata Liberdade já no Rio. Começaria a se
destacar no movimento anarquista no triênio
1906-1909 a partir dos protestos no Rio contra
a execução de Ferrer e m Montjuich . Mais tarde
tornou-se ator profissional. A 23 de junho o Grupo
voltava ao palco do Centro.
Ainda e m 1907 a programação no Centro Galego
demonstra afinidade dos anarquistas do Rio
com os da Espanha ao se realizar naquele local
festa para angariar fundos a serem enviados
não só para o jornal Terra Livre (dirigido em S.
Paulo pelo anarquista português Neno Vasco)
mas também para o Tierra y Liberdad de Madri,
o que aconteceu de 14 a 23 de julho daquele
ano. Mais um a vez o Grupo Dramático de Teatro
Social se fez presente representando a peça
As Vítimas de Frederico Doutet, tradução do
anarquista português Carlos Nobre . A parte teatral
da programação constou ainda de Hambre
(bozzetto social em um ato de Rômulo Ovivi) e
O Pecado de Simonia de Neno Vasco. Carlos
Dias, anarquista brasileiro, se encarregou da
conferência inaugural e a noite terminou com
um baile . No dia 14, de acordo com o balancete
publicado, 185 pessoas pagaram entrada totalizando
370 mil réis de ingressos, o que significou,
deduzidos os gastos, a soma de 199$600,
dos quais 98$800 remetidos à Tierra y Liberdad
e o restante à Terra Livre . Faltavam ainda cobrar
8 entradas, cujo produto seria dividido igualmente
entre os dois jornais. Ainda durante 1907
o Grupo Dramático de Teatro Social voltaria ao
palco do teatro do Centro Galego a 29 de setembro
e ao final de outubro. Nesta segunda oportunidade
a programação constou além da peça
Primeiro de Maio de Gori, de baile e da encenação
da peça social em três atos A Ponte , esta
última representada pelo "corpo cênico do Centro
Galego". Em novembro ali se realizou um
concerto em benefício do "estimado camarada
Silvestre Machado, aluno do Instituto de Música,
que está doente ", Além do concerto vocal e
instrumental e de "baile familiar" foi encenada
a peça A Ceia dos Pobre s do anarquista e
advogado português Campos Lima, anunciada
como uma "réplica à Ceia dos Cardeais" de Júlio
Dantas. Os ingressos custavam 2 mil réis (A
Terra Livre 26/10/1907). Campos Lima continuou
na pauta do Grupo Dramático de Teatro
Social. Em 25 de janeiro de 1908 A Terra Livre
anunciava que "em fins de fevereiro, no Centro
Galego, o Grupo Dramático Teatro Social realizará,
em benefício duma obra de educação e de
solidariedade de iniciativa do camarada Campos Lima
um espetáculo com o programa seguinte : A Ceia dos Pobres,
peça de Campos Lima; A Escola, peça de E. Norés; Greve
de Inquilinos, farsa de Neno Vasco. A festa será precedida
por uma conferência de Salvador Alacid sobre O Ensino Livre.
Oportunamente , daremos mais larga notícia". Parece que
a festa efetivamente ocorreu, mas com alguma mudança em
sua programação, segundo a mesma Terra Livre
e m 26 de fevereiro e 14 de março daquele ano
tendo, no entanto, sido mantida a apresentação
da peça de Campos Lima.
Dando outro salto no tempo, verificamos que
em 3 de fevereiro de 1912 realizou- se no salão
do Centro Galego (ainda à rua da Constituição,
30-32) festa libertária que consistiu de conferência
pelo Dr. Coelho Lisboa, da representação da
peça em um ato Para isso Paga em tradução de
J. Botelho e do drama, também em um ato, Os
Primeiros Tiros de Amédee Rouquée , este último
em tradução de C. A. Lacerda, além do inevitável
baile ao final.
Quase um ano antes, em 21 de fevereiro de
1911 havia ocorrido a fundação da Liga Anticlerical
do Rio de Janeiro, cujos estatutos, publicados
em 1912, propunham como um de seus fins
principais "combater o clero como um elemento
historicamente funesto à sociedade , sob o tríplice
ponto de vista político- e conômico-moral"
(artigo 1o, ss 9o). Sediada na rua General Câmara
335, ao final do ano filiava-se aquela organização
à Federação Internacional do Livre Pensamento,
cujo secretário-geral, Eugenne Mins, através de carta
expedida de Bruxelas e publicada pelo jornal A Época
de 1o de janeiro de 1913, aceitava sua inscrição.
No 1o de maio de 1912 a Liga promoveu evento no salão
do Centro Galego (agora funcionando na rua da Constituição,
38) às 14 h oras, que constou de conferências de
Coimbra Flamengo e de Ulisses Martins (esta última de
tema anticlerical) e representação dos textos
O Primeiro de Maio de Gori, Avatar (peça em um ato de
Marcelo Gama) e o Pecado de Simonia de Neno Vasco,
encerrando-se com o "baile familiar".
Uma das principais funções das festas e
festivais libertários era a de angariar fundos para
dar suporte a iniciativas do movimento operário
e /ou anarquista. Desta forma 1913 já se
iniciou com festa promovida no salão do Centro
pela Confederação Operária Brasileira -
COB em benefício de seu jornal, A Voz do Trabalhador
com conferência e poesias. Representaram
- se as peças Anedota (em um ato) e Pecado
de Simonia de Neno Vasco. Os anticlericais
constituíram seu próprio grupo teatral, o Grupo
Dramático Anticlerical, com sede à Avenida Marechal
Floriano, 112 - 2o andar "para de dicar-se
às representações teatrais e à propaganda dos
ideais de emancipação humana". Este grupo organizou
velada no Centro Galego cuja renda reverteria
para a publicação de folhetos de
propaganda com baile e leilões em 22 de fevereiro
de 1913. No dia 30 de abril o Grupo Dramático
Anticlerical organizou nova festa no teatro
do Centro. Na ocasião representaram-se as
pe ças Amanhã, O Primeiro de Maio e O Operariado.
A conferência ficou a cargo de um jovem
e muito culto professor, um inconformista filho
de senador, que no ano anterior havia se descoberto
anarquista e publicado seu primeiro texto
no jornal anticlerical A Lanterna de São Paulo,
seu nome era José Oiticica.
Se o Centro Galego abrigou os trabalh os do I
Congresso Operário Brasileiro em 1906, seu espaço
também contribuiu para a realização do II
COB, que teve lugar no Centro Cosmopolita (sindicato
dos e mpregados em hotéis, cafés, restaurantes e
similares) na rua do Senado, 215 de 8 a
13 de setembro de 1913. Desta forma, a 2 de
agosto daquele ano o Grupo Dramático Anticlerical
volta à cena no Centro Galego com O Pecado
de Simonia em uma apresentação
pró- segundo Congresso Operário Brasileiro. O
espetáculo contou ainda com música (uma
canção interpretada pelo companheiro
Demetrio Minama), poesia (uma das quais
declamada pela menina Carolina Boni) e baile .
A palestra ficou novamente a cargo de José
Oiticica, sinal de que o público deve ter apreciado
sua conferência de 30 de abril.
Oiticica parece haver formado uma boa parceria
com o Grupo Dramático Anticlerical, uma vez
que por uma terceira vez estiveram juntos
em uma festa de propaganda no Centro Galego
em 1913. Isto ocorreu a 8 de novembro quando
foram representadas as peças Amor Louco (drama
social em três atos) de Antonio Augusto da
Silva e A Escala, fantasia em um ato de Eduardo
Norés. Nesta ocasião também houve quermesse
e baile . A última atividade anarquista no Centro
Galego (ainda na rua da Constituição, 38)
e m 1913 parece haver sido festa de propaganda
a 20 de dezembro ainda com o Grupo Dramático
Anticlerical, quando foi representada Os
Ladrões da Honra de Henrique Peixoto, seguindo-se
leilão e "baile familiar".
Janeiro de 1914 marca a mudança das instalações
do teatro do Centro Galego para um
endereço próximo ao antigo: a rua Visconde do
Rio Branco, 53 (um a rua paralela à rua da Constituição,
também entre o Campo de Santana e a
Praça Tiradentes). Já a 4 daquele mês ocorre
neste novo e spaço a partir das 20:30h velada em
benefício da Confederação Operária Brasileira,
marcando a estréia de um novo grupo, o Dramático
de Cultura Social. Seus amadores eram Zenon de
Almeida, Lírio de Rezende (o poeta e livreiro
anarquista, cuja livraria, com o já foi dito,
funcionava nas imediações do Centro Galego,
na rua da Constituição 14), Plutarco Freitas,
Demétrio Mariano, Antonio Castro, Artur Más,
H e itor D uarte , Pascoal Gravina (futuro secretário
da União dos Operários em Construção Civil),
Leal Júnior, Maria Monteiro e Santos
Barbosa. Esta estréia vinha sendo anunciada
desde novembro de 1913 e vinha sendo sucessivamente
adiada. Ali teriam sido representadas
as peças A Pátria, Famintos (de Santos Barbosa
e Zenon de Almeida) e Pacatos. A conferência
foi pronunciada pelo engenheiro Orlando
Corrêa Lopes, à época um dos expoentes do
anarquismo no Rio de Janeiro. D iretor da escola
profissional Visconde de Mauá em Marechal
Hermes, Orlando estava à frente de um jornal
comercial que era A Época em que também veiculava
ideologia anarquista, embora de maneira mais velada,
e neste ano de 1914 iria participar com José O iticica
e do então estudante de medicina Francico Viotti,
entre outros, da fundação da revista anarquista A Vida
que circulou de 30 de novembro de 1914 até o ano
seguinte .
Fevereiro marca a volta do Grupo Dramático
Anticlerical ao salão do Centro Galego. Em festa
de propaganda iniciada às 21 horas do dia 14 de
fevereiro, o grupo apresenta uma montagem de
Deus e a Natureza, drama em quatro atos de Artur
Rocha. Reativando a parceria do ano anterior,
ali está José Oiticica novamente para falar
sobre A Grande Luta. Alternando-se com ele volta
à cena por duas vezes em março o Grupo
Dramático de Teatro Social. A primeira delas a 3
de março, quando é realizado um festival em
benefício do Centro de Estudos Sociais e da primeira
excursão da Confederação Operária
Brasileira pelos estados. Nesta ocasião é representada
a peça O Fuzilamento de Ferrer. O Centro
de Estudos Sociais, fundado neste mesmo
ano no Rio de Janeiro, era local de freqüentes
palestras e conferências. Anarquistas como José
Oiticica, Fábio Luz (então ainda inspetor escolar
no Distrito Federal), José Elias da Silva e Manuel
Campos (estivador anarquista espanhol que militava
em Santos e que foi deportado a 11 de novembro de 1914).
As reuniões das noites de sexta-feira muitas vezes
eram dedicadas a polemicas entre anarquistas e socialistas.
Em 21 de março o GDCS ali comemorou o sexto aniversário
do Sindicato dos Sapateiros com conferência de
Zenon de Almeida, canção e baile .
As peças foram , novamente , O Fuzilamento de
Ferrer e A Viúva dos Mil Réis e em 11 de julho
realizou- se , segundo A Lanterna "grandioso
espetáculo operário" na rua Visconde do Rio Branco.
Desta vez o GDTS representou em benefício
da Voz do Trabalhador Triste Carnaval, traduzida
do italiano por Zenon de Almeida e um texto
de autoria daquele anarquista gaúcho intitulado
Amores em Cristo. O palestrante foi novamente
Orlando Corrêa Lopes.
Milton Lopes
(Federação Anarquista do Rio de Janeiro)





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