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(pt) DECLARAÇÃO FINAL DO II FÓRUM DO ANARQUISMO ORGANIZADO 2003

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Sat, 31 Jan 2004 11:30:12 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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São Paulo, SP, Brasil
De 14 à 16 de novembro de 2003
Aqui estão contidas as discussões realizadas nos grupos de trabalho
durante o II FAO baseadas na pauta retirada das plenárias
preparatórias, os textos aqui contidos foram aprovados em consenso
durante a plenária do dia 16 de novembro.
Concepção de Organização
Nas discussões do primeiro ponto da pauta do FAO foi ressaltado que
o anarquismo deve se organizar politicamente e que, assim como a
propaganda, esta organização é um meio para a prática política e
não um fim em si mesmo. Nesta organização é necessária uma unidade
programática, visto que há concepções diferentes de anarquismo, o
que pode dificultar a elaboração de estratégias e comprometer esta
própria unidade. Dentro desse eixo é importante ressaltar a existência de dois
níveis básicos de atuação, um especificamente político anarquista
e, outro de militância social, não necessariamente anarquista. No nível político foi ressaltado que à organização cabe pensar
estratégias, elaborar um programa de ações e de propaganda, cujo
objetivo seja o de impulsionar um processo revolucionário que rompa
com o capitalismo e construa uma sociedade socialista libertária.
Faz parte da estratégia impulsionar os movimentos sociais a um
direcionamento revolucionário, preservando a autonomia do movimento
e não o aparelhando como faz a maior parte da esquerda. Esta
organização deve refletir sobre a atuação do militante dentro dos
movimentos sociais cuidando para que as conquistas reivindicativas
imediatas não caiam no reformismo e caminhem para uma ruptura
revolucionária. Durante as discussões foi considerada a possibilidade de uma
aliança pontual no nível político e social com grupos de outras
concepções.
Método de Organização
Na questão dos métodos da organização anarquista foi afirmada a
necessidade de estabelecer critérios de ingresso no nível político:
comprometimento pessoal; desenvolvimento de práticas sociais;
aumento progressivo de participação e responsabilidade; coerência
na ação e afinamento político (apresentação e discussão do
programa, documentos e textos de referência, tudo isso acompanhado
de um militante). No nível social os critérios são mais flexíveis e
contextualizados à prática. Sobre o método decisório a busca pelo consenso é prioridade. Quando
não há consenso, o método utilizado é a votação constando sempre a
posição minoritária para avaliação posterior, garantindo a unidade
na ação. No que diz respeito a organicidade deve-se estabelecer reuniões
regulares – isso reflete a organicidade do grupo – deve-se também
zelar pela pontualidade, freqüência, produção de pauta e ata,
delegação tarefas. Nos critérios de disciplina deve-se garantir o
cumprimento das tarefas, aplicar linha do grupo, pontualidade,
responsabilidade coletiva; cabendo a cada grupo decidir através de
que meios resolver problemas éticos e disciplinares. Uma organização ou grupo deve ter uma política de finanças com
contribuição individual fixa e/ou produção de material e eventos,
assim como manter meios de contato com outros grupos e estabelecer
critérios de segurança. O funcionamento de uma organização anarquista deve-se pautar pelo
federalismo, que tem na democracia direta e na delegação os
mecanismos básicos de funcionamento. O delegado defende o que foi
decidido pelo grupo, não suas considerações individuais; por isso o
mandato é momentâneo, revogável e rotativo evitando também
sobrecarga e centralização (mandato imperativo).
Militância Social
A militância social surge e é baseada na sociedade de classes -
consequência do sistema capitalista -, e por isso deve estimular a
tomada de consciência de classe e da luta existente entre elas,
combater a ideologia burguesa e promover a participação popular no
processo de ruptura. Esta atuação possibilita colocar em prática
concepções políticas em instâncias sociais já instituídas, criar
outras instâncias que se pautem na autonomia, protagonismo popular
e ação direta, além de eventualmente estabelecer alianças pontuais
com outras entidades do movimento social. O militante (inclusive
aquele que tenha feito a opção por lutar pelas classes exploradas
da sociedade atual, independente de sua origem) não deve assumir
funções centralizadoras nos movimentos em que participe, garantindo
a efetiva participação da população. Como a atuação surge das
necessidades concretas da população, o trabalho do militante deve
pautar-se nas questões reivindicativas sem perder de vista o
projeto revolucionário, procurando aumentar o nível de conflito em
todas as frentes, para não cair no reformismo. Diferente do ativismo, a militância social exige responsabilidade,
regularidade constância, autodisciplina e a não separação entre
militantes que atuem na prática social e outros que atuem só no
nível político. Estes militantes, para melhor definir suas
estratégias de ação e construir bandeiras de luta, devem realizar
análises conjunturais, mapeamentos do meio e estabelecimento de
metas e prioridades a curto e médio prazo. Ainda, devem promover
formação política junto à militância social como complemento da
prática e, dentro das possibilidades resgatar conceitos do ponto de
vista anarquista deturpados por outras ideologias, tais como:
liberdade, transformação social, pedagogia libertária, autogestão,
massa, revolução entre outros.
Para finalizar, todos grupos de trabalho do FAO apontaram a
necessidade de dar continuidade às discussões criando estâncias
regionais que envolvam atividades práticas sociais e políticas
sendo que para isto podem ser organizadas agendas comuns. O FAO afirma que a prática anarquista tem seu ponto de partida na
luta de classes como prática revolucionária.
ANARQUISMO É LUTA!!!!

Presentes na Plenária do FAO: Luta Libertária (SP), União Popular
(Goiânia, Goiás), Federação Anarquista Gaúcha (Rio Grande do Sul),
Federação Anarquista Insurreição (Rio de Janeiro), Rede Libertária da
Baixada Santista (Santos, SP), AR-S26 (Mogi das Cruzes, SP), RNT-1936
(Guarulhos, SP), CRL (São Paulo), TEAR (SP), Utopia Socialista (SP), GARRA
(SP), CCMA (SP), CELMA (SP) e indivíduos.



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