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(pt) Israel-Palestina: Comunicado de Anarquistas contra o Muro

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Sat, 24 Jan 2004 19:38:26 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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[de pt.indymedia.org]
A resistência à política de extrema direita de Sharon e à construção do
Muro na Palestina não para de crescer. Segue abaixo o comunicado do grupo
Anarquistas contra o Muro que desenvolveu grandes acções de protesto e
acção directa no inicio deste ano.
Dia a dia avança a construção dum sistema de gradeamentos fossas e muros
de separação que rouba os camponeses e encerra as populações sem lhes
deixar os meios necessários à sua subsistência. Milhares de indivíduos são
excluídos das estruturas sanitárias, das escolas e das infra-estruturas
essenciais à vida forçando-os a escolher entre a expatriação voluntária ou
a morte. É nosso dever, enquanto seres humanos,lutar contra estes crimes.

Nós abrimos com a força dos nossos braços um gradeamento em Mas?Ha no muro
da vergonha e com as nossas acções propusemos uma alternativa vital à
política de apartheid do governo israelita. Nós, para quem o destino desta
terra é importante, consideramos o sistema de gradeamentos e muros como um
desastre imenso para o povo palestiniano e mesmo mais, uma ameaça directa
para nós e para todosaqueles que desejam viver em paz. Isto não é um muro
para a segurança é um muro racista de apartheid que será motivo para anos
de derramamento de sangue.
Nós que procuramos no nosso quotidiano viver as mudanças que queremos. Nós
que trabalhamos num espirito de cooperação e sem hierarquias. Nós que
tomamos as nossas decisões por consenso contribuindo cada um segundo as
suas capacidades. Nós acreditamos que podemos obter a Justiça e a
Igualdade no acordo livre entre as pessoas e pensamos que o Estado é
apenas um meio de agressão dos grupos dominantes étnicos ou de classe.
Nós somos realistas e é para nós claro que a abolição do Estado não será
para amanhã. Mas hoje mesmo, podemos viver sem governantes e governados,
sem mestres e escravos. A acção directa torna-se um acto democrático
quando a democracia deixa de funcionar. O Muro de Berlim foi desmantelado
não pelos governos e seus acordos mas pelos cidadãos que o derrubaram com
as suas próprias mãos.
Desde sempre eles lavaram-nos os cérebros com a vergonha e o medo dos
nossos vizinhos palestinianos. Não fazemos piqueniques nos campos sem uma
escolta armada... Eles dizem que lhes estendemos as mãos para fazer a paz
e que eles não responderam. No entanto essas mentiras foram desmascaradas
e agora estão à vista de todos os que colaboram nas acções contra a
ocupação. Nós dormimos juntos sob as oliveiras ( que eles depois
arrancaram), nós marchámos unidos até ao gradeamento e nós continuaremos a
lutar juntos - israelitas, palestinianos, tantas nacionalidades- pela
Justiça e Igualdade para todos.
Há anos, os bem pensantes, diziam que quando ocorresse o transbordo
forçado dos palestinianos eles deitar-se-iam diante dos camiões e
autocarros para impedir que tal crime pudesse ser cometido.Ora isso já
está a acontecer. Quando se tira aos indivíduos a possibilidade de aceder
aos meios de sobrevivência eles não escolhem mais.
As populações palestinianas abandonam já as suas aldeias para procurar
comida para as suas crianças. Está diante dos nossos olhos a segregação
étnica e nós temos apenas uma escolha: empregar os poucos direitos de que
gozamos ainda para combater as leis racistas e imorais. Sim, partir as
cadeias e os gradeamentos, bloquear os jeeps com os nossos corpos, entrar
nas zonas militares interditas, transformar o inimigo em amigo. A
resistência palestiniana e israelita continuará até ao fim da ocupação, a
fonte e infra-estrutura do terror.
5 de Janeiro de 2004

Anarquistas contra o Muro

Tradução de Agualva

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