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(pt) A BATALHA #202: Sindicalismo não é isto...

From jornalabatalha@hotmail.com
Date Sat, 17 Jan 2004 22:01:04 +0100 (CET)


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O sindicalismo praticado pela FENPROF : auto-proclamados
"dirigentes" decretam do alto as reivindicações, não discutindo
as propostas vindas do próprio interior do seu sindicato.
Depois, fingem que se indignam com a indiferença geral dos
professores...
Não, os senhores burocratas que estão nas direcções sindicais,
estão muito gratos pela indiferença geral; é isso que os mantém
no poder, numa situação de "impunidade", pois eles conseguem
perpetuar o controlo administrativo do sindicato. Não é por
terem o apoio dos profs que estão na direcção: é porque
instituiram mecanismos de contingentação (tantos candidatos
deste sector, tantos desta região geográfica, etc... para todos
os sectores e àreas abrangidas, num total superior a 200
candidatos!!!) para apresentação de listas. Ou seja, na prática,
apenas uma grande organização política ou coligação poderá
apresentar-se a eleições sindicais.

Em relação à FNE: não é mais do que um lobby que pretende
influenciar os governos de turno, quer sejam PS ou PSD; os seus
dirigentes são destacados militantes, dirigentes ou deputados
mesmo dos referidos partidos.

Os sindicatos mais pequenos apenas resultam de uma visão
corporatista (ainda mais acentuada que os dois "grandes":
FENPROF e FNE) e elitista da docência, sem nenhuma perspectiva
de solidariedade para com as lutas dos restantes trabalhadores
(Sindicato pró-Ordem, Sind. dos Profs. Licenciados, e outros).

Em quaisquer dos casos, os sindicatos actuais são completamente
ineficazes como instrumentos de luta dos trabalhadores; estão
"castrados" pela sua dependência enorme à política partidária.

[Não que alguém deva renunciar às suas convicções políticas
quando entra para cargos sindicais. Mas antes de se candidatar a
um cargo deve suspender toda a actividade militante em partido
ou organização de que seja membro. Por outro lado, um membro
activo de uma organização política pode ter filiação sindical,
mas não exercer cargos, mandatos, ser eleito para uma direcção,
etc.
Isto é o consenso de um século do sindicalismo 'mainstream' que
foi posto de parte pela utilização dos sindicatos como arena de
lutas interpartidárias em Portugal, logo após o 25 de Abril.]

Não é com os senhores que sempre defenderam o controlo dos
sindicatos pelos partidos que se poderá regenerar a luta
sindical.

Apesar de tudo vale a pena tentar fazer algo no interior dos
sindicatos que temos; aconselho as pessoas que tenham o mesmo
ponto de vista que eu a pronunciarem-se sem receio, nas escolas.

Manuel Baptista



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