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(pt) ANARQUISMO É LUTA! Uma avaliação sobre o 2º Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) 2003 – SP

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Tue, 10 Feb 2004 19:40:56 +0100 (CET)


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Há mais ou menos um mês aconteceu em São Paulo o 2º FAO. Nós do
Luta Libertária fomos um dos vários convocantes desta segunda
edição e além disso sediamos este último FAO, decidimos então
dedicar o nosso último boletim do ano, o número 30 do Combate
Anarquista, para uma avaliação do encontro. No início do ano, em Porto Alegre, vários anarquistas de diversas
partes do país aproveitaram a ocasião do Fórum Social Mundial, e as
facilidades de locomoção, para se encontrar, trocar idéias e se
articular melhor. Entre os vários eventos que pudemos realizar em
Porto Alegre estava a plenária entre os grupos, coletivos e
organizações que haviam participado do 1º FAO e outros que haviam
se interessado em tomar contato e participar dali para diante. Ali
avaliamos com muita modéstia e realismo os erros e acertos da
primeiro encontro. A partir das avaliações decidimos fazer do FAO
algo mais aberto, mais construtivo, certos de que somente
construiremos algo de forma verdadeiramente coletiva. Nosso grupo se propôs a sediar o 2º FAO e a partir daí investimos o
que foi possível de nossa parte em divulgação. Desde a escolha da
data, passando pelos eixos temáticos, pela pauta, dinâmica do
encontro, a montagem das várias comissões que ajudaram a garantir o
encontro, buscamos que este FAO fosse construído o máximo possível
de maneira coletiva. O Luta Libertária buscou ser fundamentalmente
um instigador dos debates, das relações entre os grupos que foram
aderindo e se somando à construção do FAO. Propostas nós sempre
tivemos, mas sempre propostas, nunca decisões prontas e acabadas. E
tudo que foi proposto pode ser discutido e questionado. Foi nesse sentido que, aqui em São Paulo, procuramos realizar
reuniões preparatórias que socializassem as discussões e
envolvessem a maior quantidade de grupos e indivíduos seriamente
comprometidos com o anarquismo e com os seus rumos. Dessas reuniões
surgiram idéias e propostas encaminhadas coletivamente e que, em
sua maior parte, foram postas em prática. A intenção era construir um encontro amplo, se possível de caráter
nacional, embora tivéssemos em mente as dificuldades de
deslocamento que possuem grupos e indivíduos de outros estados. Com
o passar do tempo a divulgação foi dando resultado, muita gente
perguntava, escrevia, mandava e-mail, etc. Depois começaram a
chegar inscrições e os comentários, para o bem e para o mal,
passaram a aumentar de intensidade. No final das contas tivemos
mais de 100 inscrições e uma participação efetiva que chegou a 80
pessoas. Alguns se inscreveram e não puderam vir, outros
compareceram em apenas parte do encontro, mas no final das contas o
FAO superou em muito nossas expectativas, uma vez que esperávamos
menos gente. O FAO sempre teve um objetivo muito claro: aglutinar os anarquistas
que buscam se organizar enquanto anarquistas e atuar socialmente.
Isso é muito simples, abarca muita gente no meio libertário, mas
não todos. E isso não estava em discussão, com aqueles que
questionam estes eixos podemos discutir em outros momentos e
espaços, não nesse encontro. Este Fórum sempre foi pensado como espaço para reunir aqueles que
já têm estes dois eixos no seu horizonte, para discutirmos a melhor
forma de transformá-los em prática. Por mais que possamos partir de
pontos diferentes, divergir quanto ao ritmo, o fundamental era
termos uma convergência quanto aos meios e não só aos fins, do
contrário estaríamos construindo uma proposta sintetista. Essa
intencionalidade comum garantiu um excelente clima entre os
participantes, o esforço para o entendimento e mesmo as críticas e
divergências que sempre surgem desta fizeram parte do esforço de se
chegar a um acordo e não foram um exercício de polêmica inútil e
desagregadora. Estávamos ali para construir, para se entender. O encontro também nunca foi e nunca se propôs a ser um fórum
dedicado à mera troca de idéias, nunca se propôs a ser mais um
estéril debate academicista, os objetivos e pré-requisitos eram
muito claros na convocatória. O Fórum também nunca se propôs a ser
o espaço de reunião de todos os anarquistas, até porque não
entendemos que seja possível construir uma organização com todos os
anarquistas, pois uma parte deles nem sequer pretendem se organizar
ou atuar socialmente. Portanto, não tínhamos a obrigação de aceitar
a participação de todo tipo de anarquista. Muito menos daqueles que
são francamente contrários aos propósitos do encontro. Talvez
alguns tenham entendido que no FAO se poderia polemizar sobre tudo,
mesmo que isso não levasse a lugar algum. Se enganaram. Para todos
eles respondemos diretamente, sem nenhum tipo de resposta
agressiva. Além do mais, alguns dos que não foram aceitos, tiveram
sua situação discutida também coletivamente nas reuniões
preparatórias, outros foram convidados dessas reuniões, mas nunca
comparecram. O FAO não é um espaço para todos aqueles que simplesmente se
auto-denominam anarquistas participem, é um espaço para os
anarquistas que querem fazer do anarquismo um meio, construir em
algum momento uma organização, que atue na luta de classes. E isso
não fomos nós que inventamos, nem é algo de novo no anarquismo, é
algo que fez parte do próprio nascimento do anarquismo, desde
Bakunin. Sabemos que alguns criticaram. Uns por ouvir coisas faladas por
outros sem mesmo conhecer os participantes do FAO, a estes
convidamos a nos conhecer melhor e tirar suas próprias conclusões.
Outros, felizmente em menor número, sempre foram contra o FAO e
talvez sempre sejam, vivem de fofocas e críticas feitas pelas
costas, na maioria das vezes feitas em casa, pela internet usando
nomes fictícios, não tem sequer a coragem de assinar o que escrevem
ou de sustentar críticas pessoalmente, quando convidados a
conversar pessoalmente conosco, a esclarecer as coisas, a tentar um
entendimento, sempre fogem do diálogo. Nem tudo no FAO funcionou perfeitamente. A divulgação poderia ter
sido melhor e alguns erros de organização podem ser corrigidos para
diante. Mas o saldo foi extremamente positivo. A repercussão do
encontro, o número de inscritos, o clima do encontro, o conteúdo
das discussões, os acordos a que chegamos representam pequenas
vitórias que devemos, todos os envolvidos no encontro, procurar
ampliar. É por isso o FAO não parou no encontro. Aqui em São Paulo
dezenas de pessoas já se reuniram novamente, traçaram um rumo daqui
para diante, se organizaram e não vão parar por aí.
Combate Anarquista - Boletim Mensal do Coletivo Luta Libertária - Ano III
nº 30 Dezembro de 2003



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