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(pt) agência de notícias anarquistas-ana : "Anarquistas Contra o Muro"

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Fri, 24 Dec 2004 12:50:20 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Livro. A Federação de Comunistas Anarquistas (FdCA), Itália, lançou um
livro de 70 páginas que fala da luta contra o Muro da Vergonha na
Palestina. Baixe em: http://www.fdca.it/wall/media/wall_english.zip
CD-Rom. “Anarchici Contro il Muro”, é o título do cd-rom que trás vídeo,
documentos e entrevistas com anarquistas israelenses. Edizione Zero in
Condotta: www.federazioneanarchica.org/zic/
Anarco-sindicalismo. No último Congresso da AIT (Associação Internacional
dos Trabalhadores), que ocorreu de 3 a 6 de dezembro deste ano, em
Granada, Espanha, foi aceito a “Iniciativa Anarco-Sindicalista”, um grupo
de israelenses e palestinos, como organização amiga da AIT.
Anarquistas levados ao tribunal. Em 18 de outubro, 11 ativistas do grupo
"Anarquistas Contra o Muro", se apresentaram no tribunal de Tel Aviv, para
serem julgados das acusações de terem participado de uma manifestação não
autorizada, impedir a ação de oficiais públicos e danos a propriedades
imobiliárias (pichações). Todas essas acusações fazem referência a um
único fato, de 10 minutos de duração que se passou na tarde do dia 25 de
fevereiro de 2004, dia em que a Corte Internacional de Haya iniciou a
deliberação contra o Estado de Israel pela construção do Muro que divide a
Palestina.
Os anarquistas haviam fixado esse dia para realizar uma manifestação
conjunta com os habitantes de um povoado que perdera maior parte de suas
terras pela construção do Muro.
A polícia e o exército israelense interceptaram o grupo enquanto cruzava a
fronteira com a Cisjordânia, obrigando-os a regressar a Tel Aviv, após
esse problema o grupo se dirigiu ao ministério de Defesa de Tel Aviv, onde
o grupo de ativistas sentou-se na rua diante das portas do edifico
estatal. Rapidamente foram atacados pela polícia. Um ativista foi golpeado
fortemente, perdendo a consciência, e outro foi levado ao hospital. Treze
pessoas passaram a noite na delegacia.
Na manhã do dia seguinte, a polícia pediu ao juiz que concedesse aos
detidos prisão domiciliar. O juiz não admitiu a proposta e os 13 detidos
foram soltos sob fiança.
No tribunal, acompanhados por 45 membros e simpatizantes (entre eles
alguns artistas e atores famosos) de "Anarquistas Contra o Muro", os
jovens acusados, homens e mulheres, se apresentaram com camisetas que
diziam "não nos silenciarão", e com a boca coberta com uma fita adesiva
preta. Imediatamente os guardas entraram em ação, gritando "nada de
manifestação no tribunal", e empurrando os ativistas para dentro de uma
sala vazia onde obrigaram todos a tirarem suas camisetas. Depois de um
tempo os ativistas entraram na sala do juiz, cuja seção pública estava
abarrotada de pessoas.
O advogado de defesa dos anarquistas pediu a corte para arquivar as
acusações. Expôs um largo discurso sobre o Muro e como aquilo interferia
na vida cotidiana dos palestinos, citando muitos textos de varias
organizações de direitos humanos. O advogado fez menção especial aos
habitantes da chamada "Seam Zone", onde os acusados tentavam se
manifestar. Depois de muita discussão, o juiz suspendeu o julgamento.
Apesar das acusações serem sem muita importância, a mídia compareceu em
peso no tribunal, alguns de forma favorável. Uma nota extensa ocupou o
principal programa de tevê de notícia do país, que transmitiu a pequena
manifestação na frente do tribunal, e como os guardas colocaram fim a
manifestação, assim como algumas entrevistas com os réus e simpatizantes.
Dia internacional de solidariedade anarquista com o povo palestino. Essa
foi a chamada da jornada realizada no dia 22 de outubro em diversas partes
do mundo, como San Jose (Costa Rica), Lima (Peru), várias cidades da
Itália, São Francisco (EUA), várias cidades na Grécia, Ottawa e Montreal
(Canadá), Monterrey (México), São Paulo (Brasil), Varsóvia (Polônia),
Córdoba (Argentina), Melbourne (Austrália), Berlim (Alemanha), Istambul
(Turquia), Tel Aviv (Israel) e Malta.
Na Espanha, em Madrid, ocorreu o maior ato, com quase 1000 pessoas, com
atividades em frente das embaixadas dos EUA e Israel. Na Polônia cerca de
50 pessoas se concentraram em frente da embaixada de Israel em Varsóvia, e
subseqüentemente exibiram um filme documentário sobre a primeira Intifada
num local anarquista. Em Montreal (Canadá) "Anarquista Contra o Muro"
realizaram uma passeata até o consulado de Israel. Na Itália a Federeção
de Comunistas Anarquistas (FdCA) organizou diversos eventos: postos de
informação e distribuição de propaganda em Gênova, Fano e Palermo, assim
como conferências em Florença e Cremona. Em Lisboa (Portugal), foram
distribuídos comunicados na parte velha da cidade. Em Malta, o "Movimento
de Grafiteiros" (grupo anticapitalista e antiautoritário de Malta) colocou
um muro simbólico na universidade e distribuíram propaganda.
Em Istambul (Turquia), o grupo turco "Anarquistas Contra o Muro"
convocaram uma passeata silenciosa que finalizou em Besiktas, onde, entre
bandeiras rubro-negras, foi lido um comunicado que acabou ao grito de
"suas fronteiras e seus muros serão destruídos". O lema da passeata foi
“sou israelense, sou palestino, eu estou contra o muro". Ainda durante a
noite do dia 22 de outubro um grupo de anarquistas realizou pichações nas
paredes de Avc-Lar, como, "todos os Estados são assassinos” e "liberdade
para os prisioneiros.
Em Israel "Anarquistas Contra o Muro” promoveram uma manifestação (sem
autorização) com cerca de 70 pessoas. Saíram de Jaffa, uma fração de Tel
Aviv com população mista Palestino-Judia. Na manifestação portavam
cartazes e faixas contra a brutalidade da polícia e contra o Muro. A
polícia acompanhou em todo momento a manifestação obrigando-os que fossem
pela calçada. Depois de uma hora de passeata pelas ruas principais
chegaram num comissariado de Israel, onde foi distribuído um folheto
bilíngüe em hebraico e árabe descrevendo a brutalidade e perseguição da
polícia contra os trabalhadores e jovens imigrantes palestinos (100.000
humilhados nos últimos três anos e 15 israelenses árabes foram
assassinados pela polícia nos últimos quatro anos).
agência de notícias anarquistas-ana




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