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(pt) [Brasil] I Encontro de estudantes libertários-RJ

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Thu, 2 Dec 2004 22:02:33 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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por Comissão pró-MEL
UMA ESPERANÇA EM TEMPOS SOMBRIOS
Dominado e fortemente enfraquecido pelas táticas sujas e oportunistas dos
partidos políticos que buscam controlar as entidades e dirigir as lutas
para seus próprios fins e interesses , assim como pela lógica
concorrencial do sistema capitalista que transforma as pessoas em seres
humanos egoístas e individualistas que pensam apenas nos seus interesses
pessoais, o movimento estudantil hoje enfrenta enormes problemas e
barreiras que tentam retirar o seu caráter combativo e de resistência ,
alienando assim o seu real sentido .
O Brasil , seguindo as necessidades de reestruturação do sistema e
obedecendo à risca as ordens das fundações multilaterais como o FMI e o
Banco Mundial , vem aprofundando o projeto neoliberal , o sucateamento da
educação pública e a privatização do ensino . Foi assim durante a década
de 90 inteira e está sendo intensificada agora pelo governo Lula , que
aplica as reformas que FHC não conseguiu concluir , como a reforma
universitária . Diante disso , qual a grande manifestação estudantil que
tivemos ? Que grande resistência tivemos contra a reforma privatizante do
governo ? Nenhuma , pois como as entidades e as lutas hoje servem a
interesses partidários , elas não refletem os reais interesses dos
estudantes e não servem como instrumento autônomo de luta .Os grandes
exemplos deste aparelhamento são as entidades gerais dos estudantes como a
UNE e a UBES , que refletem apenas os interesses do PCdoB e do governo , e
a luta contra a reforma universitária , que virou um campo de batalha
entre o PSTU e o PSOL na disputa pela direção do movimento e por novos
militantes , tratando os estudantes como meros objetos de conquista para
seus partidos .
Dentro desse quadro de lutas políticas e partidárias , e entendendo o
movimento estudantil ainda como um meio de luta e transformação social ,
buscamos novas formas de atuação e de organização , que ampliem a
participação e o poder de decisão dos estudantes , tendo como princípio as
decisões pela base e a gestão e ação direta dos estudantes , organizados
num modelo autogestionário de democracia direta e de base .Entendemos que
, por vivermos em uma sociedade hierárquica e autoritária , qualquer
modelo de organização descentralizada que se baseie na liberdade e no
apoio mútuo , que fuja dos tradicionais modelos com diretorias
centralizadoras e autoritárias , é logo “satanizado” , posto como bagunça
, desordem e como um mal a ser combatido , principalmente pelos partidos
políticos que utilizam das direções para se autoconstruirem e vêem a
autogestão como um meio de perderem o controle das entidades .
No entanto , para nós a única chance do movimento estudantil se fortalecer
neste momento é , justamente , essa “desordem” que permite a todos falar e
agir livremente , e que pode levar a uma certa forma de auto-organização e
uma maior mobilização .Os partidos fazem de tudo para impedir que as
pessoas se auto-organizem , pois com a auto-organização eles perdem o seu
real sentido , que é o de conquistar o poder para dirigir e governar as
pessoas , e a autogestão busca justamente acabar com isso , com o governo
de um ser humano pelo outro.
Acreditamos que nós não devemos nos opor à sociedade capitalista imitando
todos os seus esquemas de organização , reproduzindo tudo que combatemos e
queremos destruir . Por isso estamos buscando construir um movimento
diferente e que tenha como objetivo a reforma total da universidade e da
escola , das suas estruturas , de seus espíritos , de suas finalidades , e
a transformação radical da sociedade capitalista . Rejeitamos essa forma
de movimento estudantil que se limita a questões meramente estudantis e
acadêmicas , pois as instituições de ensino , por serem instituições
sociais , só sofrerão mudanças profundas se a sociedade for radicalmente
transformada , e ela não será pela exclusiva mobilização dos estudantes e
de suas reivindicações .
Nós não abandonamos as questões puramente estudantis , mas o melhor meio
de por em jogo o sistema educacional é intensificar o movimento social e a
união com a classe trabalhadora . Daí a possibilidade de se desenvolver um
movimento que permita a tomada de consciência dos estudantes e da
população em conjunto .Através do poder estudantil queremos introduzir a
contestação permanente , levando a crítica a toda estrutura social e a
todo o modelo educacional , desde as salas de aulas onde prevalecem o
autoritarismo do professor e dos métodos de aprovação , às grandes lutas
de rua que envolvem todo o movimento social .A mudança que nos interessa é
a que atinja toda a sociedade, e como estamos dentro da universidade e da
escola , é nela que combatemos , mas sabemos que tudo está vinculado entre
si , daí a necessidade que temos de expandir a nossa ação .
Abandonamos a teoria da “vanguarda dirigente” , para adotar uma outra
–muito mais simples e muito mais honesta – da minoria ativa , que
desempenha o papel de um fermento permanente , empurrando à ação , sem
pretender dirigir , sem procurar canalizar , e sem utilizar em seu
proveito a ação desencadeada . Com as ações de uma minoria ativa ajudando
– a espontaneidade reencontra seu lugar no movimento social , e é ela que
permite um empurrão para frente , e não as palavras de ordem de um grupo
dirigente .
Não querendo mais ser instrumentos passivos nas mãos dos velhos dirigentes
, e vendo que a única forma de reverter esse quadro de partidarização e
passividade é se organizando , convidamos todos os estudantes que ainda
acreditam no movimento estudantil e que queiram construir uma alternativa
a essa escola para futuros políticos a qual foi transformado o movimento ,
a comparecer na nossa primeira reunião que acontecerá no dia 02 de
dezembro de 2004 às 18h no pátio do IFCS (no largo de São Francisco) . e
ajudar a construir uma nova organização , sem hierarquia , composta por
estudantes livres e ativos que acreditam na luta como caminho para
transformações e mudanças .
Comissão pró-Movimento Estudantil Libertário







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