A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **

News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement
First few lines of all posts of last 24 hours || of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004

Syndication Of A-Infos - including RDF | How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
{Info on A-Infos}

(pt) [Londres] Wombles - Temas dos Espaços Autónomos

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Wed, 25 Aug 2004 08:25:22 +0200 (CEST)


______________________________________________________
A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________

[de pt.indymedia.org]
Os temas que os Wombles gostariam de ver discutidos nos espaços autónomos
que se organizam paralelamente ao Fórum Social Europeu de Londres1.Trabalho precário
Desde que as indústrias de 'trabalhos manuais' voaram da Europa e da
América do Norte, relocalizando-se em partes do mundo com terra e trabalho
mais baratos, locais onde os trabalhadores são mais pobres, mais
desesperados e impossibilitados de se organizarem, onde os governos fecham
os olhos aos abusos do trabalho infantil e ao assassinato dos que se
atrevem a formar sindicatos, ... desde essa altura que nós, ocidentais,
estamos intrinsecamente ligados a este espectro de exploração através de
um sistema de capitalismo global que assegura que compremos e vendamos os
produtos do seu trabalho.Com o desaparecimento dessas indústrias, apareceu a indústria dos
serviços, alterando a natureza do trabalho, da venda do nosso tempo para a
produção em massa durante oito horas por dia, parav a venda de algo muito
menos tangível: as nossas personalidades e ideias. Quando trabalhamos numa
loja ou num bar ou num call center, a nossa empatia, os nossos sorrisos,
palavras e 'tenha um bom dia' transformam-se em mercadorias, trabalho
emocional.
Numa sociedade onde a maior parte do trabalho é caracterizado pela
insegurança e pela precaridade, pelo isolamento e pelo tédio, pela sua
natureza temporária e pela sua cada vez maior inutilidade, ... numa
sociedade assim, como conseguiremos novos terrenos para as nossas novas
batalhas? Como resistiremos ao trabalho-salário e ao sermos robots? Como
lutar colectivamente dentro de uma força de trabalho caracterizada pela
fragmentação? E como é que aqueles de entre nós que se recusam a trabalhar
estendem a mão da solidariedade para aqueles que se mantêm a lutar por
dentro?
Londres, a metrópole global da precaridade, com as suas chiques agências
de emprego, é um grande desafio para a intervenção em terrenos
sócio-políticos.
2.Centros Sociais
Os Centros Sociais são locais onde pessoas se organizam para criar novos
mundos, novas possibilidades e alternativas sociais ao trabalho-salário e
ao poder centralizado e hierárquico. Locais onde não se é julgado pelas
capacidades de produzir ou consumir, onde há lugar para a discussão
diversa e estimulante e a actividade auto-organizada.Há, neste momento, oito espaços desses em Londres, onde se criaram
comunidades, onde trazemos para a realidade toda a nossa criatividade,
onde ouvimos música, vemos filmes, discutimos e intervimos em lutas
sociais.
Esperamos resistir às tentativas de despejo ao mesmo tempo que expandimos
estes projectos e o impacto nas comunidades onde existem.
Mais informações sobre estes centros sociais em
http://www.wombles.org.uk/scn/socialcentres.php
3.Sem Fronteiras
AO mesmo tempo que o capital e o negócio atravessam fronteiras com toda a
liberdade, a de circulação de pessoas também deveria significar a
possibilidade de cada pessoa ficar onde quiser, assim como a de viajar e
se estabelecer. A maior parte dos emigrantes procuram refúgio porque as
suas vidas foram ameaçadas por guerras por causa de fronteiras ou
petróleo. Ou porque o legado do colonialismo, dos planos de ajustamento
estrutural do FMI/BM, ou dos 'acordos de comércio livre' destruíram as
suas formas de vida ou os afastaram das suas terras. As fronteiras são
celas, fortalecidas pela necessidade do capital de dominar e utilizar
todos os recursos e espaços comuns. É por causa destas celas que as
pessoas perdem as suas casas e isto acontece em todo o lado.
Os trabalhadores que vêm para a cidade vivem entre os pobres, cercados de
portões, pessoal de segurança privada e vigilância constante ligada a
secretárias de controlo policial. Estas são as fronteiras diárias em que o
capitalismo se constrói, a exclusão e a inclusão, a separação e a
fragmentação das nossas vidas. A nossa solidariedade é com os imigrantes,
mas também com todos os que estão prisioneiros, como nós, mental e
fisicamente, dentro das fronteiras do capital.
Comunidade Humana Global: A 'guerra ao terrorismo' apertou e extendeu as
fronteiras, com os imigrantes a dar de caras com um racismo muito
pronunciado. Também potencia as fronteiras sociais internas de classe e
controlo social sob o mito da 'unidade nacional'. Joga com os medos e as
inseguranças das pessoas. Mas o que é uma nação? Apenas um nome para um
bocado de terra? Um governo? Uma equipa de futebol? Agindo contra todas as
fronteiras, podemos pretender libertar o mundo de todas as divisões de
nações e estados. Começamos por trabalhar em conjunto para além de
fronteiras nacionais. Vamos opor-nos às fronteiras onde quer que apareçam,
deitar yodas as jaulas abaixo e começar a construir as fundações duma
comunidade humana global baseada na liberdade e na cooperação.
Europa Fortaleza: A expansão das fronteiras externas patrulhadas por
polícia fronteiriça unificada para manter os 'indesejáveis' do lado de
fora (os requerentes de asilo, os migrantes) aumenta as estatísticas das
mortes dos desesperados que tentam entra na Europa de forma ilegal. Um
novo exército europeu unificado vai de mão dada com as pretensões
imperialistas, que apenas podem significar mais guerras e mais lutas pelo
poder sobre os recursos mundiais. A UE significa a utilização de novas
tecnologias, como o Sistema de Informações de Schengen (SIS) para vigiar,
controlar e prevenir qualquer tipo de resistência.
Para os capitalistas, a UE é um agente na globalização neo-liberal,
expandindo os seus mercados e diminuindo os custos do trabalho, criando a
competição entre trabalhadores ocidentais e de leste, entre 'legais' e
'ilegais'. Nós estamos do lado dos explorados independentemente do país,
com todos os que lutaram e continuam a lutar contra a criminalidade do
poder.
4.Controlo
Londres é uma das cidades capitalistas mais avançadas, criando uma
indústria de serviços brutal e uma base para a maior capital financeira. A
grande metrópole, habitada por oito milhões de pessoas é monitorizada por
mais de 300.000 câmaras de vigilância e conta com mais de 34.000 polícias.
O stress da cidade, o sentimento de isolamento e a pobreza económica e
mental que estes regimes produzem, criou uma população dócil, afastada de
qualquer tipo de envolvimento político. Tal como qualquer outra grande
capital, há uma grande disparidade entre ricos e pobres. O governo utiliza
métodos cada vez mais avançados de controlo e de moderação de
comportamentos.
5.Zapatismo
O EZLN desenvolveu projectos sociais e políticos: construindo de baixo
para cima uma sociedade onde o povo maia pode usufruir da autonomia,
salvaguardando o seu idioma e a sua cultura.
Para nós, zapatismo significa: o corte com a história; o corte com a
ideologia morta e repisada que diz que é preciso haver 'condições
materiais' antes de algo poder mudar, que diz que deves aceitar o teu
papel de carne para canhão sob o peso da marcha linear do tempo.
“Começa quando decides agir, quando o repetes depois de te dizerem que
não, quando dizes 'nós' e sabes a quem te referes e a cada dia que passa
te referes a mais um.”
6.G8 Escócia 2005
Os chefes de estado dos 8 países mais ricos do mundo irão reunir-se em
Gleneagles, na Escócia, entre os dias 6 e 8 de Julho de 2005. Há um apelo
para tentar impedir a relaização da conferência.
A DISSENT é uma rede criada para construir a mobilização contra o G8. A
rede baseia-se nos princípios da PGA.
Os seus objectivos são:
Contruir uma rede entre os diferentes grupos interessados numa mudança
social radical.Forjar ligações com movimentos sociais noutros países.
Reconhecer que resistir ao G8 não se esgota num protesto e passa também
pela forma como o vamos fazer.



*******
****** Serviço de Notícias A-Infos *****
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
******
INFO: http://ainfos.ca/org http://ainfos.ca/org/faq.html
AJUDA: a-infos-org@ainfos.ca
ASSINATURA: envie correio para lists@ainfos.ca com a frase no corpo
da mensagem "subscribe (ou unsubscribe) nome da lista seu@enderço".

Indicação completa de listas em:http://www.ainfos.ca/options.html


A-Infos Information Center