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(pt) BATALHA Nº 205: DESFAÇATEZ por Ernesto de Vasconcelos

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Date Sat, 21 Aug 2004 23:01:59 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Contrariando a máxima "se uma mentira for suficientemente repetida, será
eventualmente tida como verdade", o castigo terá funcionado com Aznar
devido a factor tempo, natureza do impacto e exploração astuta do
adversário interno. Em contrapartida, a meio ano das eleições, o patarata,
com melhor apoio – o voto do forte "jewish lobby", sobretudo – gere em
conformidade aquilo que na América, no sentido popular, chamam "blazer"
(grande mentira).Na intrigalhada do 11 de Setembro, ele e Cheney depuseram sem juramento
nem gravação, o que é natural. Que vale a palavra deles? Por outro lado, e
segundo Bob Woodward (o do Watergate), "há grande cumplicidade entre a
família Bush e os sauditas para influenciar as presidenciais – aumentando
a produção, os preços dos combustíveis descerão rapidamente". Embora Noam
Chomsky seja mais contundente: "as eleições nos EUA são compradas". Quanto
à campanha desta timocracia, veio à tona que ele terá servido na Guarda
Nacional para evitar ser mobilizado para o Vietnam. O que também não
espanta. São os hipócritas deste jaez que, com maior facilidade e
desfaçatez, mandam os outros. Compare-se declarações marciais de hoje com
habilidades exibidas no tempo da guerra do Vietnam, então "filho de boa
família"...Por estas e outras, o radialista AI Franken foi homem de conclusão: "os
republicanos tornaram o termo 'liberal' numa palavra pejorativa".
Na América, a guerra sempre foi endeusada. A Academia Militar forma elites
automatizadas e fabianos confraternizam para utilizar armas de todos os
tipos. Na carência de emprego, bónus de milhares de dólares vai
alimentando recrutamento de guerreiros. Há 700 bases no exterior e 6000 no
interior, determinando mais de um milhão de militares. No fim de Março, a
guerra no Iraque já custara (oficialmente) 70 mil milhões de dólares. E o
desprezo das convenções nunca mais acaba.No programado "rebuilding" do Iraque, ou aproveitamento dos despojos do
mesmo, para investir a curto prazo e sair com mais valias substanciais, a
empresa Halliburton, por exemplo, tem mais de cem mil inscrições para
contratos, livres de impostos, que podem chegar aos 120 mil dólares. A
seguir ao petróleo, o "job enrichment"...Ao passo que o capelão de Guantánamo – amplificada e com réplica no
Afeganistão –, concebido para asalvação indiscriminada das almas, defende, acima de tudo, os cidadãos
americanos e a moral das tropas, os guardas prisionais entrevistados, na
presença do chefe, consideram os prisioneiros "numbers", "its", "his"... E
a retorsão. CBS foi impedida pelo Pentágono, durante semanas, da emissão
de reportagem sobre a avania nas prisões do Iraque, além das mortes
suspeitas de civis. Alegaram que A ou B sabiam dos abusos muito antes da
sua divulgação, o que também é natural, pois foram eles, entre outros, que
os implementaram. Mas o general responsável (?) é que pagou
publicitariamente as favas, sendo implicados sargentos e praças. Por ter
sido badalado, claro. "Indignação" de Bush foi mais uma cabotinada. Meios
de comunicação, porém, apressaram-se a transmitir: "as palavras do
presidente foram ouvidas com atenção no mundo árabe", enquanto Gore, o
real vencedor das eleições de 2000, exigia três demissões – secretário da
Defesa, conselheira de segurança e director da CIA.Procurando inviabilizar Estado palestiniano, o "crooked" texano concordou
com a manutenção de colonatos na Cisjordânia e reiterou a velha táctica:
(conquista-se e depois) "há que ter em conta as novas realidades no
terreno". E se o alvejado não tem "oil" nem é estratégico, invade-se,
dispõe-se as coisas à maneira e compele-se a ONU a enviar "força de paz".
Cereja no bolo: volta e meia sai a lume a intenção de um "ataque
terrorista previsível e iminente em solo americano" para regular o "status
quo".
Os princípios do liberalismo capitalista vêm do século XVIII, ao
antagonismo imperial sucedeu o civilizacional e a globalização não foi uma
afirmação de verdade mas uma imposição. Como se lavagem ao cérebro fosse
suficiente, "decretaram" fim das ideologias. Para, espantados pelo
malogro, resolverem manter os símbolos, embora vazios ou adulterados. Na
verdade, conforme professor de história contemporânea, "globalização
interrompeu mais de cinquenta anos de paz e crescimento".Acusam o terrorismo de "pretender eliminar o modelo de vida ocidental"
(leia-se americano), pretendendo americanizar o modelo de vida oriental.
Como no Japão. Como se o terrorismo de Estado, qual legitimação da
violência, pudesse impingir a todos o progresso e a democracia de alguns.
A "democratização" em cadeia dos regimes políticos autoritários não passa
de manobra grosseira. É como fechar os olhos à transgressão do compixa.
Director de investigação alerta: "No início do século XX, as vítimas da
guerra incluíam 10 por cento de civis. No fim do século essa relação
inverteu-se: as vítimas civis são 80 a 90 por cento". Em África foram 4
milhões. A verberação "nunca mais!" não passa de nariz de cera... A UE
chegou à porta da Rússia, com empresários alemães e franceses a tirar o
maior proveito da adesão das antigas repúblicas soviéticas. Na ilha de
Chipre há um novo muro. Entretanto, e consoante o comissário europeu para
o Alargamento, "estamos, enfim na Europa sem fronteiras, com paz e
prosperidade para todos!Cáspite!

Em Abril estavam no Iraque, oficialmente, 135 mil militares americanos.
Mesquitas são bombardeadas e os restos dinamitados. Imaginamos a reacção
se fosse, por exemplo, a capela de Fort Hood, no Texas... Civis iraquianos
agradecem aos invasores a esmola de água. Outro iraquiano, desta feita
licenciado na Universidade de Vale e inscrito na Ordem dos Advogados
americana, é indigitado para administrar "julgamento" de Saddam. Em
harmonia com o repórter Urban Hamid, "os jornalistas ocidentais deturpam
tudo e retratam-nos como terroristas, enquanto os soldados americanos
assassinam as nossas crianças".Em Israel, à semelhança do hitlerismo, talvez por complexo, vigora o
sistema concentracionário. Se alguém fizesse a palestinianos o que
Aristides fez a judeus, naturalmente seria encendrado. Sharon age
consoante o aval de Bush. Depois de matar inúmeras crianças, e após
operação que não vitimou crianças, Sharon disse que há preocupação de não
matar crianças. Em continente atacaram manifestantes inermes, incluindo
crianças, com mísseis e obuses. E volta e meia, para variar, lançam
mísseis sobre o Líbano, enquanto os americanos endurecem sanções
económicas à Síria.Na produção saudita do petróleo laboram dezenas de milhares de americanos.
A segurança pessoal do rei Fahd é também americana.Qual varinha de condão, Kadhafi virou promotor da paz e excomungador das
armas de destruição maciça. Ou seja: mudou de circo. Depois houve
"suspense": "as petrolíferas americanas preparam-se para entrar na
Líbia"... "as petrolíferas americanas já podem comprar ou investir'...À imitação dos israelitas, americanos saqueiam e destroem habitações no
Afeganistão e brutalizam mulheres e crianças. A resistência abate aviões
espiões não tripulados. O primeiro da Sérvia insurge-se contra candidatura
às presidenciais estabelecida, por desagradar aos americanos. Por sua vez,
estes procuram reproduzir na Arménia o estratagema da Geórgia que vem do
fim da Segunda Guerra Mundial – táctica do soviete assimilada pelo
"Iooby". E a propósito de Geórgia, recordemos que a iminência da guerra
civil com Ajária se deve à base militar em Batumi, de importância vital
para o encaminhamento do petróleo.Num requinte de desenvolvimento o partido de Suharto – das execuções de
meio milhão em 1965 – reocupou o poder, ao passo que o general Wiranto –
genocida de Timor – se candidata à presidência. Outro sadista (Ali Alatas)
é tido em conta pelo desempenho nas então inevitáveis negociações que
permitiram o referendo timorense, não pelo destaque na invasão de Timor –
a fotografia de confraternização com o homólogo australiano correu mundo.
"Contradictio in adjecto".Na Rússia desenvolve-se o astroso, pessoal e numericamente, enquanto
disparam as fortunas dos magnatas e as fraudes fiscais.ONU foi acusada de desatender ao massacre no Sudão. Na Argélia, onde há
vasta violação dos direitos humanos e metade da população vive abaixo do
limiar da pobreza, o "eleito", com 85 por cento dos votos, ficou aquém do
normal – 100 por cento. E após eleições, Guiné encontrava-se com 14 meses
de salário em atraso na função pública. Por seu turno, num vácuo
democrático, o governo de Angola prorrogou direitos de exploração de
petróleo aos EUA até 2030.A fim de, estatisticamente, reduzir a pobreza, a administração de
Fujimori, cognominado "Chino Bueno", engendrou plano, financiado pela
USAID (EUA): pessoas, consideradas insignificantes, dos sectores mais
pobres, foram arrebanhadas – através de chantagem, ameaça, oferta de
alimentos e recusa de apoio –, ou forçadas – nos centros de saúde, em
consultas de rotina –, a esterilização e vasectomia, que originaram doença
e depressão.No Brasil, dos 417 milhões de reais previstos para a Fome Zero, apenas 1,1
por cento foi usado. E os americanos mandaram a ONU inspeccionar fábrica
de enriquecimento de urânio. Quando o ex-presidente peronista Carlo Menem
fugia para o Chile, temendo "passar o resto da sua vida na prisão",
presidente de Câmara e vereador peruanos, acusados do desvio de verbas da
autarquia, foram linchados.
A pêlo de asseverações cubanas, México e Peru manifestaram "não tolerar em
nenhuma circunstancia, que qualquer governo estrangeiro interfira nas suas
decisões". Os sublinhados são nossos, para destacar a excepção do costume.No prolongamento da pressão a que está sujeita, Venezuela acusou EUA de,
através da CNN, incitar uma sedição contra o seu regime e financiar os
meios de comunicação venezuelanos. E vem a propósito. Desde que os UA
alteraram a fiscalização do Panamá, pobreza, corrupção e desespero
precipitaram-se.Apoio de Aznar a Bush valeu-lhe lugar de professor associado na
Universidade Georgtown, sendo tornado público que... não sabe inglês!
Quanto ao sucessor, a receptividade bancária e empresarial desfez teimosas
ilusões, posto que suspendesse a absurda nota escolar em religião,
resquício do franquismo.No tempo em que a apresentadora do Telediário encetou namoro com o
príncipe, o director-geral do canal "recebeu ordens para dar um empurrão
profissional". Actualização "sui generis" de uma "elevação do nascimento".
Depois, telespectadores criticaram a contenção dos nubentes no beijo à
varanda, como se tratasse de um guião cinematográfico. E se uma família
real traz a público não gostar de ser exposta porque se expõe?O primeiro-ministro francês define operário – da aprendizagem à
qualificação, inclusivamente – como simples "inteligência da mão",
dispensando a cultura geral da escola. Sociólogo comenta: "Os preconceitos
nada explicam. Na prática, do ser humano, do cidadão e do trabalhador,
apenas restará este último". Globalmente, actividade ocupacional em vez de
emprego, horários extensivos, sem remuneração, em vez das horas
extraordinárias, remuneradas... Num país acusado de armar os autores do
genocídio ruandês.Na Alemanha, em Abril, dois milhões de "Ossies" (do leste) mais o dobro do
outro lado encontravam-se no desemprego. Quando foi dado à estampa que o
presidente do banco central – supervisor dos bancos comerciais do país,
como é cógnito – comemorou a passagem de ano, com a família, num hotel de
Berlim. Qual a admiração? É que a estada, que custou 7660 euros, foi paga
pelo banco central...A despeito de não ter o apoio da população – 20 por cento de desempregados
e 170 euros como ordenado mínimo, além do subemprego –, a Polónia anunciou
não retirar do Iraque sem consulta prévia a Washington. No que deu a
"Solidarnosc"...Até a rica Suíça já foi atingida pela economia global. 10 por cento vivem
abaixo do limiar da pobreza.Ernesto de Vasconcelos










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