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(pt) A PLEBE nº34/ 1ºde Maio de 2.004

From "profosp" <profosp@bol.com.br>
Date Tue, 27 Apr 2004 19:35:45 +0200 (CEST)


______________________________________________________
A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
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A PLEBE nº34/ 1ºde Maio de 2.004 (profosp@bol.com.br)
ACAT
Órgão de divulgação do núcleo pró-Federação Operária de
São Paulo/Confederação Operária Brasileira (Fundada em
1915)
@ Ligada à associação internacional dos trabalhadores
(a.i.t.) @

Os mártires de Chicago: Parsons, Fischer, Engel,
Spies e Ling (Os operários enforcados) Shwab e Fielden
(prisão perpétua); e Neebe (15 anos de prisão)

DE 1886 A 2004:
118 ANOS DE LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO!
CONTRA O CAPITALISMO SUAS GUERRAS E O GENOCÍDIO
SOCIAL:................BOICOTE, GREVE GERAL E REVOLUÇÃO
SOCIAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O 1º de maio é um símbolo de luta contra a opressão e a
exploração. A celebração universal desta data relembra
os crimes perpetrados pelos patrões defensores do
liberalismo no mundo capitalista.

Histórico: 118 anos da “Greve Geral Até a Conquista das
8h de Trabalho’

A declaração da Associação Internacional dos
Trabalhadores (AIT) em seu primeiro Congresso (Suíça
1866) de que “a redução das horas de trabalho é o
primeiro passo da emancipação operária”, e a decisão do
quarto Congresso da Federação de Agrupamentos do
Comércio e Uniões dos Trabalhadores dos EUA (Chicago,
1884), de “proclamar uma greve geral até a conquista
das 8h de trabalho” para o 1º de maio de 1886 foram os
marcos da primeira etapa pela revolução social.
Reivindicavam melhores condições de vida, através da
redução da jornada de trabalho, inicialmente das 16h
para as 8h diárias (48 semanais) que continua até hoje
quando se luta pelas: 6h diárias (30 semanais) sem
redução salarial e por melhores condições de trabalho
entre elas as férias pagas em dobro (30 dias); a
conquista do salário mínimo real a necessidade das
famílias; a meia jornada para os estudantes; o direito
do acesso a educação pública e gratuita; a luta pela
aposentadoria com salário integral, a creche nas
empresas, a assistência médica e hospitalar gratuita; a
igualdade de direitos e a justiça para todos os
trabalhadores sejam homens, mulheres ou crianças (o
trabalho infantil proibido que os patrões utilizavam
para aumentar seus lucros).

Naquela data 340 mil trabalhadores revoltados com a
exploração dos patrões decidiram recuperar através da
AÇÃO DIRETA, o que lhes pertencia. No quarto dia de
paralisação pacífica, durante uma manifestação, na
praça Haymarket, a polícia foi acionada. Atacou a
multidão com armas, bombas e cassetetes, mais de 100
mortos e feridos. Oito militantes da organização
sindicalista revolucionária, que utilizavam a palavra
no ato foram presos, sem provas, culpados e
setenciados. Os militantes operários anarkistas:
Parsons, Fischer, Engel e Spies foram enforcados
publicamente; Ling (enforcado na cela); Shwab e Fielden
(prisão perpétua); e Neebe (15 anos de prisão). Anos
mais tarde os três que escaparam a execução foram
libertados e declarados inocentes, tal como os cinco
enforcados.

Mesmo perante tanta truculência, a insistência das
reivindicações dos sindicatos, somada a pressão e ao
clamor popular mundial e local, levaram os patrões a
ceder. Foi a primeira grande vitória dos trabalhadores
na conquista dos seus direitos. Essa conquista deu-se
primeiro na Europa e nos Estados Unidos, chegando à
América Latina no início do século passado. No Brasil
se deu através da luta dos sindicatos livres e
Federações Operárias, filiados a Confederação Operária
Brasileira (COB), e de uma série de greves, boicotes e
manifestações que culminaram com uma “Greve Geral Até a
Conquista” que possibilitou alcançar a jornada de 8 hs
e os direitos trabalhistas no ano de 1917.

HOJE: PATRÕES NEOLIBERAIS DESTROEM NOSSAS CONQUISTAS

As guerras de hegemonia do capitalismo, financiadas
pelo genocídio social dos povos e dos trabalhadores do
mundo através das políticas do Banco Mundial e do FMI -
precedidas pela destruição dos movimentos e
organizações sindicalistas revolucionárias
e apoiadas pelos partidos políticos - levaram a um
crescimento dos índices de mortalidade associados a:
miséria; o fechamento de empresas por fusões,
privatizações e a perda dos direitos trabalhistas. A
pesar de gerar lucros fabulosos para as grandes
corporações capitalistas isso só aumentou o abismo
entre ricos e pobres. Aumentaram a mobilidade dos
investidores e a terceirização do trabalho no mundo
inteiro com uma ausência absoluta de obrigações para
com a natureza, os empregados, os velhos, os doentes,
os desempregados, os jovens e as comunidades.

No Brasil, um partido que se diz dos trabalhadores,
agora no Poder, faz o jogo dessa política internacional
promovendo o fim dos direitos trabalhistas. Através da
privatização da saúde com o sucateamento dos serviços
públicos, agora acenam com a privatização da
previdência e a ”reforma” da legislação trabalhista,
nome dado à destruição das conquistas proletárias e
sociais. Enquanto isso nós, os trabalhadores,
PRODUTORES DE TODA A RIQUEZA SOCIAL, vemos nossos
irmãos de classe sendo jogados na sarjeta, no
desemprego, apenas para que se mantenham as taxas de
lucro absurdas da burguesia, especialmente as
multinacionais. E por que não reagimos? Por que ficamos
a mercê dos opressores graças a esses falsos
sindicatos, burocráticos, verticais, corporativos,
partidarizados e sob controle do Estado – hoje todos na
mão dos petistas, funcionando como correia-de-
transmissão do partido e das políticas governamentais,
que eles tentam nos convencer de que são de
interesse ‘do povo’, mas o único’povo’ que ganha com
isso são os banqueiros, a rede Globo, os políticos
profissionais, etc. Precisamos romper com as amarras
com que os poderosos tentam nos prender: só com
sindicatos de verdade, livres e organizados de baixo-
para-cima, desde os locais de trabalho (oficinas,
escolas, lojas, repartições, etc.) e também de moradia,
de forma a unir toda a classe trabalhadora para
realizar uma grande GREVE GERAL contra o desemprego, o
arrocho salarial e a carestia da vida.

É neste contexto de enfrentamento anti-neoliberal
que a AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores)
tem como princípio construir sua organização através da
Ação Direta, do Federalismo e da Solidariedade
Internacional do proletariado. É por isso que luta
pela coletivização dos meios de produção e pela
distribuição da riqueza social, contra o Estado, o
capitalismo e a farsa partidária, e contra todos os
preconceitos raciais, sociais, sexuais e ou religiosos.

- NÃO AO SINDICALISMO ATRELADO AO ESTADO! NÃO AO
IMPOSTO SINDICAL!
- CONTRA O DESEMPREGO! PELO DIREITO AO TRABALHO!
- PELA JORNADA DAS 6 HORAS DE TRABALHO, 30 hs SEMANAIS,
SEM REDUÇÃO SALARIAL!
- PELA REFORMA AGRÁRIA RADICAL E IMEDIATA! (Com a
COLETIVIZAÇÃO do Solo e da Produção)!
- SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 1500,00 – U$500,00!
(Baseado na definição dada pela Constituição de acordo
com cálculos do DIEESE)!
- PELA APOSENTADORIA INTEGRAL (NÃO A PRIVATIZAÇÃO DA
PREVIDÈNCIA)!
- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA QUESTÃO SOCIAL!
(Contra a perseguição aos ativistas do MCC e Pela
imediata libertação de Claudemir e Cícero e por um novo
julgamento no caso do Massacre de Corumbiara, em 1995,
e de Paraopebas, em 1998!)
- PELO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!
- PELA REATIVAÇÃO DA CONFEDERAÇÃO OPERÁRIA BRASILEIRA
(COB)!
- PELA REATIVAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO CONTINENTAL AMERICANA
DE TRABALHADORES (A.C.A.T.)!
- CONTRA A FARSA ELEITORAL:
VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS!

Façamos deste 1º de maio um manifesto contra tudo que
nos oprime. Protestemos contra todas as misérias, o
arrocho salarial e as pretendidas reformas. Precisamos
unir nossas forças boicotando todas as farsas, para
protestar e lutarmos juntos por nosso direito de viver
numa sociedade de iguais e livres, sem opressão ou
exploração!.

MOVIMENTO DE REATIVAÇÃO DA CONFEDERAÇÃO OPERÁRIA
BRASILEIRA (COB-ACAT-AIT) & MOVIMENTO LIBERTÁRIO
BRASILEIRO (MLB)
SINDIVÁRIOS (POA), NÚCLEO SINDICAL FORGS/COB-ACAT/AIT,
NÚCLEO SINDICAL PROFOSP/COB-ACAT/AIT

Apoio: FEDERAÇÃO ANARKISTA DO RIO GRANDE DO SUL, O
COLETIVO LIBERTÁRIO/SP, UÍVO/Zine-Sta Rita /RGS,
COLETIVO ANOMIA-Sta.Cruz/RGS, ICONOCLASTA/SC, LIGA
LIBERTÁRIA-Presidente Prudente/SP, Amigos da COB/AIT
do Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Santa Catarina,
Mato Grosso do Sul e Brasília.




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