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(pt) [Declaração da FAG, Brasil] 1º DE MAIO: Braço estendido aos companheiros de luta, Punho fechado contra os inimigos de classe.

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Date Mon, 26 Apr 2004 23:07:07 +0200 (CEST)


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A política do cenário pós-eleitoral não teve vocação de mudança como
esperavam os eleitores da larga base dos pobres da cidade e do campo.
Entre esses eleitores, encontram-se os distintos movimentos que formam a
classe trabalhadora. O governo Lula, o turno do PT na administração do
Estado brasileiro, experimenta a crise de identidade mais aguda da
história dessa organização política. Agora articulado com PTB, PP e PMDB
comanda seu rolo compressor no Congresso Nacional, escapa de frituras e
CPIs, preserva o todo-poderoso primeiro ministro José Dirceu e discute se
baixa ou não em ridículos 0, 25% a taxa de juros. É duvidoso explicar os
últimos acontecimentos por traição dos seus dirigentes, como muitas vozes
de base acusam. O processo que levou até a conquista do posto mais
pretendido da política brasileira já anunciava esta acomodação na
estrutura de dominação que investe contra os oprimidos.Não é exagero afirmar mais uma vez que a estratégia eleitoralista aplicada
pela “esquerda” é a arte de fazer concessões para escalar o governo sem
prejuízos dos poderes de fato que detém as classe dominantes. A ideologia
de justiça e liberdade, os valores operários e a luta de classes
(antagonismo fundamental na definição da categoria de esquerda) cedem
espaço ao imaginário burguês. Suas instituições navegam na correnteza das
forças conservadoras e reprodutoras do sistema de dominação. A esquerda
fica menos que reformista, se confunde com a direita, maneja discursos
aproximados ou equivalentes, pratica o tolerado, permitindo o recomendado
por aquele sujeito historicamente representado como inimigo.Como variável administrativa do mesmo modelo neoliberal, a política de
Lula dá golpes de mídia e se apresenta aberta ao diálogo, fala uma língua
sensível ao povo, sem no entanto empregar medidas concretas e progressivas
de mudança social. Se em oito anos de FHC o Brasil foi governado por uma
pavão metido à príncipe, agora é um ex-peão que gerencia a “estabilidade”
da periferia e se ajoelha ao FMI, Banco Mundial e OMC.Todos sabemos que apesar de suas riquezas, nosso país não resolve a
pobreza e a miséria que nos dá abraços de morte. De cada 2 brasileiros, 1
vive na pobreza ou miséria; 10% das famílias mais ricas do país detêm 75%
da economia. Em 2003, fechamos o ano com mais de 40% de superávit
primário, o que quer dizer que muito recurso foi sugado pelos vampiros que
controlam a dívida pública. Ou seja, de cada 1 real que produzimos, 0, 40
centavos vão para o bolso dos especuladores.Os dias nos aproximam o 1º de maio, essa data símbolo da classe
trabalhadora, e 2004 já representa uma conjuntura distinta do início do
governo Lula, ao menos para a relação de forças com os movimentos
populares. O MST, por exemplo, lançou sua ofensiva com novas ocupações em
todo o Território Nacional. O MPA faz sua luta. Trabalhadores dos serviços
públicos federais praticam movimento de greve. Povos indígenas abrem
conflito. Entram em cena algumas lutas sociais urbanas.No cenário gaúcho também é disparada a luta popular. Temos participado
desde a inserção no Movimento Nacional dos Catadores de Materiais
Recicláveis e nos Comitês de Resistência Popular. Ambos movimentos que
aliados com o MTD, estão envolvidos no processo de mobilização pela
conquista de frentes emergenciais de trabalho. Os pobres da periferia
urbana, as categoria dos trabalhadores precarizados e os desempregados,
formam uma realidade que vai gerando expressões de classe organizada.
Nesta tarefa estamos dando nossa força militante, procurando responder com
ação direta, solidariedade e autogestão. Reclamamos salário de emergência,
formação e crédito subsidiado para projetos produtivos com gestão direta
dos trabalhadores. Enquanto isso, o governo Rigotto acusa crise financeira
e oferece grana aos ricos. Foram concedidos mais de 2 bilhões de reais em
benefícios fiscais para corporações como a Gerdau, Souza Cruz e Kaizer. Os
trabalhadores da educação conhecem essas manobras e deflagram sua greve.
Rigotto em pouco tempo afundou o seu marketing: o “coraçãozinho” não é
mais tolerante, ele está cheio de raiva e manda a polícia bater.Valorizamos esses acontecimentos, sobretudo os que marcam formas
combativas com independência do governo e dos patrões. Mas reconhecemos
que a resistência ao sistema e suas políticas neoliberais tem duração de
longo prazo e será vitoriosa quanto maior for a unidade construída.
Unidade que defendemos com conteúdo programático para cancelar o pagamento
da dívida pública (interna e externa), romper a ALCA, expulsar o FMI e
fazer a reforma agrária e urbana. Uma frente de classes oprimidas é então
o projeto militante para esta etapa, para ombro a ombro resolvermos nossas
urgências sociais e econômicas, e ir criando poder popular.Nosso intento deve entender que pela estratégia eleitoralista podemos
galgar no máximo o posto de operador de uma engrenagem que repete
mecanicamente o seu funcionamento para um só fim: a dominação de classe.
Mudar realmente, combater a fome, a miséria brutal que nos violenta, o
desemprego em massa, a carestia de vida, a opressiva dependência externa é
tarefa impraticável sem projeto de ruptura, ação revolucionária em todos
os níveis para destruir as estruturas fundamentais do capitalismo. Quem
participa da vontade de mudança radical que o Brasil precisa, deve
desconfiar das regras que dita o poder burguês inimigo, o suficiente para
saber que “manda quem comprou a bola, escolheu o juiz e é o dono do
campinho”.
- Viva o 1º de maio, homenageamos com luta os nosso mártires.
- Em memória aos operários anarquistas de Chicago.
- Recordamos solidários aos companheiros assassinados em Carajás.
- Todo apoio ao MST, a greve dos Trabalhadores da Educação, a luta por
Frentes de Trabalho.- Por uma frente dos oprimidos para derrotar o neoliberalismo






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