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(pt) [Portugal] Corpo da intervenção em peso em protesto* de professores

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Sun, 25 Apr 2004 09:56:46 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
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Pequeno protesto de professores leva dezenas de agentes do corpo de
intervenção da GNR a Fronteira por ocasião da inauguração de uma escola
pelo ministro da educação
O ministro da educação David Justino foi inaugurar a nova Escola Básica
Integrada de Fronteira, distrito de Portalegre. O SPZS (Sindicato dos
Professores da Zona Sul, da Fenprof) fez um protesto simbólico elaborando
um folheto dirigido ao ministro, para ser distribuído a todos quantos
estivessem presentes, levaram-se faixas, bandeiras, cravos vermelhos e uma
pequena aparelhagem de som com megafones em cima de um carro.A surpresa à chegada foi grande porque os GNR’s do corpo de intervenção
estavam lá em peso o que não acontece nas manifestações no Alentejo, muito
menos numa manifestação de professores. O comandante da GNR foi logo falar
com o coordenador do SPZS de Portalegre, José Pinheiro, perguntando se
tinham autorização para fazer uma manifestação. Foi-lhe respondido que
aquilo não era uma manifestação, estavam ali só para entregar um
comunicado. O comandante ficou perplexo (deve ter pensado «se não é uma
manifestação o que é isto?»). Com um ar autoritário disse que não podíamos
ficar na estrada e tínhamos que ficar para trás das fitas que iam colocar.
Um pequeno aparte: a figura legal que designa essa acção é a de
«manifestação espontânea», que é legal mas não pode perturbar a
circulação. Quando se apercebeu que se estava a montar os megafones no
tejadilho do carro o comandante disse que não podíamos usar qualquer
aparelhagem sonora porque não tínhamos autorização. Ainda tentámos
argumentar mas eles eram muitos, altos, espadaúdos, musculados e munidos
de revólveres e bastões muito compridos. Já que não podíamos usar
amplificação iríamos usar as vozes porque essas não as podiam calar.Quando a hora de chegada dos VIP’s se aproximou, dirigimo-nos para junto
do portão da escola, o comandante disse que não podíamos perturbar a
passagem dos carros e que tínhamos que ir para o passeio. Eu ia à frente e
disse que podíamos ir para o outro lado da rua, mesmo em frente ao portão.
O comandante disse que tínhamos que ficar fora do alcatrão, e as pessoas
lá tiveram que descer e pôr os pés na terra, mas aos poucos já estávamos
todos no alcatrão.À chegada da comitiva a imagem era a da violência armado a guardar os
manifestantes: para vinte e dois manifestantes estavam nove GNR’s do corpo
de intervenção e estavam mais num autocarro afastado dali. Estavam tantos
elementos da polícia de choque como em manifestações de milhares de
pessoas da CGTP em Lisboa. Com isto fica demonstrada a insegurança que o
poder sente.O ministro quando saiu do carro ouviu as reivindicações e recebeu o
comunicado do SPZS, que se centravam essencialmente nos problemas dos
contratados e desempregados, nomeadamente na proposta de alteração da
portaria 367/98 que regula os contratos. Se as propostas do governo se
concretizarem a situação dos professores contratados e desempregados
ficará ainda mais precária: o tempo mínimo de contrato é de um mês e
querem diminuir para cinco dias; um professor em substituição se estiver
em serviço até 31 de Maio tem contrato até 31 de Agosto, mesmo que
regresse o outro professor, o que é uma garantia de se receber os 3 meses
do fim do ano lectivo. Com esta última medida pode voltar-se à situação de
antes do 25 de Abril, em que os professores contratados não recebiam
salário durante as férias.Os jornalistas fizeram entrevistas ao coordenador distrital do SPZS e
foi-lhes comunicado o descontentamento com o comportamento da GNRContinuámos à porta da escola gritando palavras de ordem como «Com Justino
só temos mau ensino», «O governo do Durão dá cabo da educação», «25 de
Abril sempre, fascismo nunca mais» até que o ministro saiu e se foi
embora.
[http://www.pt.indymedia.org/ler.php?numero=37029&cidade=1]

[*Nota do editor de a-infos-pt: nestes protestos têm participado comp@s
anti-autoritári@s, auto-organizad@s em comissões de docentes precári@s e
desempregad@s]


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