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(pt) Jornal A Ressurgência - Jornal Anarquista Sindicalista . No.2, março de 2004

From farj@riseup.net
Date Fri, 2 Apr 2004 14:36:44 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Editorial:

Apesar de Lula, em favor da Luta... triunfa a ANISTIA!!!

Os trabalhadores da Petrobrás podem comemorar mais uma vitória
conquistada na luta. Já desde o mês passado, fevereiro de 2004, listas
divulgadas através do Diário Oficial, trazem os nomes de companheiros
demitidos, desde 1994, por participação em greves e movimentos
reivindicatórios. Estas listas, que passaram pela comissão
interministerial criada para dialogar com a FUP e sindicatos petroleiros,
traduzem na prática o resultado concreto de uma campanha que vinha, no
decorrer dos últimos anos, lutando pela reintegração dos trabalhadores
injustamente demitidos e perseguidos.
Tal movimento possuía razão incontestável e apresentava um vigor poucas
vezes assistido em organizações dessa natureza. Independente de siglas
partidárias, muitas vezes apesar delas, o movimento pela ANISTIA cresceu
e ganhou legitimidade nas bases petroleiras e nas manifestações. Assim,
pela importância desta organização, acreditamos ser fundamental uma
pequena retrospectiva do vitorioso movimento da ANISTIA e da necessidade
de sua continuidade.
Para não recuarmos em demasia no tempo, falaremos sobre os eventos
acontecidos apenas na última década. Neste período uma grande quantidade
de trabalhadores foi punida ou demitida pelos governos Collor e FHC. Na
Petrobrás foram mais de 11.000 punidos. Com a chegada de Lula a
presidência da Republica e Dutra à presidência da Petrobrás, os
petroleiros, a despeito das previsões otimistas dos socialdemocratas e
militantes sinceramente socialistas, viram as coisas ainda piores. Os
trabalhos do Comitê dos Punidos Políticos da Petrobrás, em Brasília,
sustentado pelo Fundo de Greve do Sindipetro AL/SE, foram ainda mais
prejudicados pela entrada em cena do Partido dos Trabalhadores. A lei de
ANISTIA, que tinha autoria do atual presidente da Petrobrás, perdeu seu
titular que, uma vez tomada à posse do cargo, tornou-se insensível ao seu
próprio projeto.
Assim, a chegada de Lula ao poder, atrasou a ANISTIA dos petroleiros
demitidos em mais de um ano. O PT, que deveria adiantar o expediente
político que entravava a aplicação da ANISTIA, muito ao contrário,
deslocou o parlamentar responsável pelo projeto para tornar, este, seu
maior obstrutor. Ironia do destino, ou simples conseqüência da estratégia
dos partidos de esquerda para chegar ao poder?
Vejamos:
Em 1994, foi imposta, através da greve, uma ANISTIA, ao governo Itamar e,
como conseqüência dessa ação, muitos demitidos em anos anteriores
retornariam a empresa, com alguns direitos prejudicados. No mesmo ano, de
1994, e, em 1995, duas outras greves, ocasionariam mais demissões e, mais
“listas negras”, retirariam de seus postos de trabalho profissionais
capazes e conscientes; situação que promoveu uma grande desmobilização no
meio petroleiro e explicitou, ainda mais, o grau de burocratização pelo
qual vinha passando a Central Única dos Trabalhadores. Durante os 10 anos
que nos separam destas demissões, os membros do movimento pela ANISTIA
foram incansáveis nas suas manifestações, negociações e manutenção de
relações com as bases. Tal atitude foi a grande responsável pelo sucesso
obtido recentemente com o retorno dos companheiros de Minas Gerais e
Bahia, da greve de 1994, e, após 9 anos, dos demitidos da greve de 1995.
Entretanto, muitos trabalhadores, embora não demitidos, ficaram
prejudicados, como “reflexo de greve”, nos seus direitos trabalhistas,
nas suas promoções e no desconto dos dias parados, durante as
paralisações. Estes trabalhadores, embora nem todos saibam, compõem o
grupo denominado de “punidos”. Tal grupo esteve, durante todo o tempo das
negociações e ações da ANISTIA, juntamente com os demitidos, no centro
das preocupações dos ativistas desse movimento. Acreditam os militantes
da ANISTIA, e, em particular, o seu segmento libertário, que a tarefa
levada a efeito, e por hora vitoriosa, só pode considerar-se completa com
o fim das punições e reflexos destas na vida funcional dos trabalhadores
petroleiros.
Dessa forma, como em outros momentos de crise, é necessário que os
companheiros se organizem e, reforçando a solidariedade na luta,
preencham os formulários de requerimento disponíveis nos sindicatos e
outros escritórios da empresa, e entreguem no EDISE, até o dia 7 de
abril, último prazo para se protocolar a reivindicação de ANISTIA, para
as punições levadas a efeito nas últimas greves na Petrobrás.
Acreditam os anarquistas que a luta pela ANISTIA, e seus resultados
concretos, frutos do empenho e combatividade da categoria petroleira, são
a expressão nítida da possibilidade de se alcançar resultados positivos,
no caminho da Revolução Social, prescindindo de Partidos Políticos,
lideranças autoritárias e métodos sindicais burocráticos. A participação
dos anarquistas, em particular nos últimos dois anos, organizando
acampamentos e atuando nas várias iniciativas do movimento da ANISTIA,
foi coroada de êxito e comprovou, a partir dos resultados práticos, a
eficiência da Ação Direta no movimento operário. Sem intermediários e
buscando sempre as alternativas mais radicais, os libertários, em
colaboração com os demais companheiros de luta, provaram que o futuro do
movimento operário revolucionário depende única e exclusivamente da
autonomia deste em relação a governos, patrões e vanguardas
pseudo-iluminadas.
Saúde e Anarquia!!!

Jornal A Ressurgência - Jornal Anarquista Sindicalista .No.2, março de
2004 aressurgencia@hotmail.com
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