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(pt) Movimento Libertário Cubano: Bolívia -A explosão popular contra a exploração capitalista (ca)

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Date Fri, 24 Oct 2003 19:26:46 +0200 (CEST)


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Nem um passo atrás até a Revolução Social!
Uma vez mais, a sociedade mercantil e o Estado burguês se mostraram
incapazes de garantir as condições mínimas de vida para a maioria da
Humanidade. O Capital, por lógica própria , necessita manter em condições
miseráveis de vida um número cada vez maior d@s proletari@s do mundo.
Frente a ele, @s explorad@s na Bolivia, novamente, tomaram as ruas,
aceitando, abertamente, sua contraposição com a propriedade privada e
enfrentaram as estruturas do Estado. A situação pela que atravessam @s
explorad@s da Bolívia, não é diferente da do resto dos países. São os
estertores do capitalismo mundial que desde sua agonia, continuam
assassinando a milhões de explorad@s ao longo do planeta. A raiva das
classes exploradas neste empobrecido país do altiplano americano, tão
pouco se diferencia da de seus irmãos e irmãs de miséria ao redor do
mundo; por isso, se canalizou, de maneira autogestionária, em protestos
populares contra o projeto neoliberal que entrega o principal recurso do
país a empresas multinacionais.Bolívia, têm a segunda reserva de gás do continente. O povo boliviano se
nega á exportação do combustível aos Estados Unidos e ao México, através
do Peru e Chile, se antes não se garantir um preço acessível para os mais
necessitados, e que a exportação do combustível gere benefícios concretos
e não o enriquecimento de uns poucos. O plano de exportação do gás
boliviano, destinado a produzir a eletricidade que demanda o estado da
Califórnia, se encontra nas mãos de um consórcio de multinacionais, entre
as que se destacam a Pacific LGP e, a espanhola REPSOL.As políticas neoliberais, impostas á sangue e fogo pelos governos
latino-americanos, têm gerado na região maiores desigualdades sociais e o
incremento da discriminação sobre @s habitantes originais deste
continente. Mas, também têm aumentado as contradições de classe, mesmas
que se traduzem no rechaço ás privatizações dos recursos e á inversão do
Capital.Nos dias passados, trabalhadores industriais, do campo e mineiros,
realizaram muitas marchas nas principais cidades bolivianas; centenas de
milhares de estudantes, professores e habitantes dos bairros marginais da
cidade de La Paz, se declaram em rebeldia e, com greves e enfrentamentos,
provocaram a renúncia do genocida Sánchez Lozada, que só contava com o
respaldo dos milicos, do Departamento de Estado Norte-americano, da
Organização dos Estados Americanos (OEA) e, do insosso “Pacto Andino”. As
cúpulas das “organizações de massas” como a Central Obrera Boliviana, o
Movimento ao Socialismo e, também, o Movimento Pahacuti, trataram, a todo
custo, de impedir “ o desbordamento” do movimento real d@s explorad@s
durante a batalha do gás, fazendo um chamado á “greve de fome” contrapondo
a ação direta espontânea coordenada autogestionariamente por setores
conscientes do movimento real d@s explorad@s em luta. Agora, eles apostam
na “mudança institucional” e propõem a aceitação de sua santíssima
trindade: Assembléia Constituinte, Referendum sobre o Gás e Modificação da
Lei de Hidrocarbonetos, dentro de sua lógica de poder, continuando com a
tradição estalinista e social-democrata de “mudar para que nada mude”.O governo “entrante” do neoliberal Carlos Mesa, pretende ficar,
desgastando a mobilização e se for necessário, recorrer á repressão contra
aquel@s “radicais” que atentam contra a legalidade e o desempenho das
instituições; preservando assim os privilégios da oligarquia. Em seu
lugar, @s anarquistas cuban@s, solidários com a luta d@s explorad@s de
Bolívia, propomos a auto-organização assembleária e a propagação da guerra
social até construir, entre tod@s @s excluíd@s, @s ignorad@s e explorad@s,
um presente de democracia direta, autogestionária, que depare o futuro
anelado de justiça e dignidade, em uma sociedade sem classes.@s explorad@s bolivian@s têm sabido dizer NÃO á exploração e a opressão do
Capital-Estado. Hoje são a parte visível da luta que deverá extender-se
como o fogo na pradaria até consumir em cinzas esta sociedade. Como diz
seu grito de luta: “Fuerza, fuerza compañeros, que la lucha es dura, pero
vencer venceremos”SOLIDARIEDADE COM A LUTA DO POVO BOLIVIANO
PELA ABOLIÇÃO DO CAPITAL E A DESTRUIÇÃO DO ESTADO
PELO COMUNISMO LIBERTÁRIO
¡SAÚDE E ANARQUIA!

Movimento Libertário Cubano.
movimientolibertariocubano@yahoo.com.mx
Outubro, 2003

trad: florazul
[original em:
http://www.alasbarricadas.org/modules.php?name=news&file=article&sid=2849
]


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