A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **

News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Català_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement
{Info on A-Infos}

(pt) Editorial do El Libertario # 34 (Venezuela, Set.-Out. 2003)(ca)

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Mon, 20 Oct 2003 16:31:31 +0200 (CEST)


______________________________________________________
A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________

From "Nelson_Méndez"
Miguel Bakunin, gigante por seu tamanho e por suas idéias, afirmava no
recente ano de 1874 que através de sistemas centralistas e autoritários
era impossível realizar qualquer tipo de emancipação social. O pensador
russo, pilar do pensamento libertário, protagonizou uma decidida polêmica
contra as idéias de Carlos Marx. Apesar da coincidência na supressão das
desigualdades levando a luta contra o capitalismo até o final, o barbudo
anarquista rebatia que a única fonte de poder fora a propriedade privada,
tal como o afirmavam os marxistas. Bakuninchegou mais longe na compreensão da natureza humana ao introduzir
elementos sociais e psicológicos na luta revolucionária.
A instauração de formas de domínio não só se expressam na propriedade
privada dos meios produtivos, senão também, no monopólio da informação e
na estatização integral da vida social. Os marxistas propunham a
necessidade de um período de transição, a “ditadura do proletariado”, para
chegar a sua prometida sociedade ideal. Bakunin, adiantando-se décadas a
seus resultados nefastos afirmava taxativamente: “É uma mentira que
esconde o despotismo de uma minoria dirigente mais perigosa porque se
apresenta como a expressão da chamada vontade do povo. Mas esta minoria,
nos dizem os marxistas, será de trabalhadores. Sim, certamente, de
ex-trabalhadores que, apenas se convertem em governantes ou representantes
dos trabalhadores deixam de sê-lo e olham o mundo do trabalho manual desde
o alto do Estado; não representam já, desde aquele momento, ao povo senão
a si mesmos e suas pretensões de querer governar ao povo. Aquele que
duvide disto não conhece nada da natureza humana”. As “revoluções” levadas
á cabo sobre a influência destas idéias têm levado ao poder a uma nova
oligarquia que monopoliza as funções diretivas da vida social, graças ao
controle de recursos intelectuais e técnicos.
Os anarquistas estão convencidos que a luta contra as injustiças significa
o enfrentamento contra todo tipo de poder incontestável. O Estado não é um
produto da sociedade nem a conseqüência dos antagonismos de classe, senão
sua causa. Se si combate o Capital como centro do poder econômico, os
libertários combatem com igual força ao Estado como epicentro do monopólio
do político. “Aonde há Estado –citamos de novo a Bakunin- há
inevitavelmente dominação e, como conseqüência, escravidão; o Estado sem
escravidão, aberta ou mascarada, é inconcebível: por isso somos inimigos
do Estado”.
Portanto, ao final de cada processo eleitoral vemos a recomposição de uma
burocracia gestora que deixa intactos os suportes do Estado e as relações
econômicas injustas. O poder é o objetivo que perseguem aqueles que
difundem que “contar-se” é a solução mágica de uma crise cujasdimensões são sistêmicas e estruturais. Uma nova matriz política e
cultural não nasce espontaneamente nas urnas, deve trazer atrás de si um
projeto complexo e coerente de sociedade. A falta deste ocasionou que a
Quinta República tenha sido una cópia fiel da quarta. Que se vayantod@s: com seus populismos, exclusões, demagogias e cinismos. Ficamos
muitos, organizando vontades e afinidades desde abaixo para revolucionar
verdadeiramente ao nosso redor.
Como anarquistas apoiamos qualquer processo de participação e consulta da
gente. Mas, os intertícios do poder seriam um processo mais fecundo e
interessante se não tivessem as constrições do presente. Aqueles que
redigem as perguntas, limitam de antemão as possíveis respostas. O “Sim”
ou o “Não” não resolvem nada transcendental. Ambos grupos lhes interessamque a discussão desemboque só nestas pobres possibilidades. Estes grupos
não apresentam novas formas de pensar e de enfrentar os problemas sociais.
Na atualidade, a falta de verdades inquestionáveis abre um compasso no
qual todas as possíveis respostas (ecológicas, feministas,antimilitaristas, camponesas...) são necessárias para construir,desde
baixo e horizontalmente, um amanhã solidário e livre. Esta construção
depende em grande medida da destruição de velhos esquemas. Por hora, aqui
e em todo o mundo, devemos enfrentar as mentiras e chantagens de, como o
expressava Bakunin em uma de suas cartas, “a merda mas vil e temível de
nosso século: a burocracia vermelha”. Não pensamos melhor do que aqueles
que se situam no outro lado.
Que se vayan tod@s.

trad:florazul




*******
****** Serviço de Notícias A-Infos *****
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
******
INFO: http://ainfos.ca/org http://ainfos.ca/org/faq.html
AJUDA: a-infos-org@ainfos.ca
ASSINATURA: envie correio para lists@ainfos.ca com a frase no corpo
da mensagem "subscribe (ou unsubscribe) nome da lista seu@enderço".

Indicação completa de listas em:http://www.ainfos.ca/options.html


A-Infos Information Center