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(pt) El Libertario #34: Resposta conseqüente a perguntas repetidas (ca)

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Wed, 15 Oct 2003 21:57:43 +0200 (CEST)


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Pedro Pablo
Desde Alemanha nos chegou há pouco um e-mail do compa Wayne
<fau-FL@gmx.de>, militante da FAU, organização anarcosindicalista
germânica. Nos dizia: "Como já sabes há muita gente da esquerda na Europa
que apóia a Chávez e seu governo. Eu sei que os anarquistasvenezuelanos têm sido atacados até pouco pela oposição da direita, mas
quero saber se os Chavistas têm atacado ou têm ameaçado também aos
anarquistas. Necessito uns exemplos concretos do que Chávez têm feito, mal
ou bem. Conheço a teoria pela qual os anarquistas estãocontra ele, mas a teoria não é suficiente. Saúde e anarkía".

Em nome da Comisión de Relaciones Anarquistas (CRA) de Venezuela e do
periódico El Libertario, lhe remitimos esta resposta que fazemos pública
para divulgar-la entre tanta gente que - em muitas ocasiões e desde dentro
ou fora de Venezuela - nos têm feito recentementeinterrogações similares:

"Como ponto prévio, te informamos que nós anarquistas venezuelanos temos
produzido muitos documentos analisando a Chávez e o que representa na
política venezuelana. Se bem que publicamos folhetos e folhas
propagandísticas à respeito, nossas opiniões sobre o chavismo e a
conjuntura política nacional se têm expressado de modo mas detalhado e com
todas suas matizesem nosso periódico El Libertario, cujas 33 edições têm aparecido
regularmente á partir de novembro de 1996. Ademais, desde o # 10 ao # 28
se colocaram em Internet <http://samizdata.host.sk/LIB.html> os principais
textos incluídos em cada edição; e com o # 29 começou a funcionar o
website do El Libertario <www.nodo50.org/ellibertario>, que em várias de
suas seções contêm abundante informação sobre o tema, inclusive com uma
ampla seleção de documentos traduzidos ao idioma inglês.
Nossa posição de enfrentar sem concessões ao chavismo não é simples
resultado de aplicar mecanicamente a teoria anarquista, senão que é
principalmente conseqüência de nossas experiências na realidade social
venezuelana dos últimos anos, que nos têm permitido verificar com plena
claridade que o chavismo têm uma prática autoritária, militarista,
corrupta, demagógica e de submissão aos poderes transnacionais que
invalida por completo o discurso de aparência esquerdista e
anti-globalização com o qual ás vezes se apresenta, particularmente de
cara a ganhar apoios políticos internacionais. As evidências concretas
dessa prática farsante da chamada 'revolução bolivariana' se têm exposto
pontualmente em muitos trabalhos publicados no El Libertario, que poderás
localizar também nos 2 websites antes mencionados.
Como temos desmontado a trama pseudo-progressista do chavismo, os
partidários do governo remetem com todas as clássicas acusações que o
autoritarismo de esquerda dedica ao anarquismo nestes casos, por exemplo
dizendo que estamos favorecendo e fazendo o jogo de uma oposição que é
apresentada em bloco como 'de direita e fascista'. À respeito, também
basta revisar nossos pronunciamentos públicos, recolhidos pontualmente nos
números do El Libertario, para verificar que nos temos diferenciado com
absoluta nitidez tanto da direita golpista como dos social democratas, as
duas alas da oposição autoritária contra Chávez. Ainda assim, a
experiência aqui na Venezuela indica que os enfrentamentos entre os
autoritários que governam e osautoritários na oposição, têm muito pouco de luta entre projetos
político-sociais e muito de apropriar-se de cotas de poder que se exploram
em benefício pessoal e grupal, pelo que as únicas vias que consideramos e
promovemos como positivas são as que se diferenciem desses dois bandos em
repugnante pleito burocrático, nos esforçando em impulsionar as
iniciativas coletivas autônomas por construir liberdade e igualdade em
solidariedade.
Sobre as ameaças verbais que temos sofrido, têm vindo por igual de ambos
bandos. Assim, por apresentar apenas recentes exemplos ocorridos com
poucos dias de diferença, um conselheiro de um partido de direita
(Primeiro Justicia) berra estupidez contra o anarquismo em um diário
caraquenho, ainda que anônimos cibernautas chavistas sistematicamente
fazem circular descaradas mentiras e calúnias contra nós em Indymedia e
outros âmbitos alternativos da red.
Nos meios de difusão entre os porta-vozes que expressam a uns e a outros,
se seguem apresentando ao anarquismo como irracionalidade destrutiva e aos
anarquistas como potenciais terroristas, criando o ambiente para
justificar futuros embates repressivos. Temos ainda que esclarecer que
esse clima não traduziu em agressões diretas (violência física, prisões,
censura ou proibição de publicações e coisas parecidas), mas não seria
estranho que a crescente espiral de beligerância verbal derive para tais
feitos.
Estimamos haver ajudado a clarear tuas inquietudes, que não duvidamos
expressam preocupações similares por parte de outros companheiros
anarquistas ou afins em Europa, onde muitos ignoram o que nós anarquistas
venezuelanos temos vindo fazendo e expondo. Contra esse desconhecimento e
contra o engano que cria a propaganda do chavismo e seus seguidores (que
incluem desde oportunistas que satisfazem um gosto refinado tipo Attac ou
monsieur Ramonet até sobreviventes chabacanos do marxismo-leninismo),
confiamos que a gente libertária daquele continente denuncie a essência
das brigas oportunistas pelo poder estatal que se oculta atrás da
pantomima revolucionária que se encena hoje em Venezuela. ¡Saúde,alegria e
(A)!"
trad:florazul



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