A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **

News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Català_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement
First few lines of all posts of last 24 hours || of past 30 days | of 2002 | of 2003

Syndication Of A-Infos - including RDF | How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
{Info on A-Infos}

(pt) «A Rebelião de Kronstadt» por ALEXANDER BERKMAN

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Tue, 11 Nov 2003 20:52:03 +0100 (CET)


______________________________________________________
A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________

I. Agitações Trabalhistas em Petrogrado

Era começo de 1921. Longos anos de guerra, revolução e luta civil
sangraram a Rússia à exaustão e trouxeram sua população prestes ao
desespero. Mas a guerra civil estava finalmente no termo; os inúmeros
frontes foram liqüidados, e Wrangel -- a última esperança de intervenção
da Entente e da Contra-Revolução Russa -- foi derrotado e suas atividades
militares na Rússia terminadas. O povo agora confiantemente aguardava o
atenuamento do severo Regime Bolchevique. Era esperado que com o fim da
guerra civil os Comunistas abrandassem a opressão, abolissem as restrições
dos tempos de guerra, introduzissem algumas liberdades fundamentais, e
iniciassem a organização de uma vida mais normal. Apesar de não ser nem de
longe popular, o Governo Bolchevique teve o apoio dos trabalhadores em
seus freqüentemente anunciados planos de reconstruir a economia do país
assim que cessassem as operações militares. O povo estava disposto a
cooperar, a dispor seus esforços criativos e sua iniciativa à terra
arruinada.Infelizmente tais expectativas foram destroçadas em desapontamento. O
Estado Comunista não demonstrou qualquer intenção de amenizar o jugo. As
mesmas políticas continuaram, com a militarização no trabalho escravizando
ainda mais o povo, amargurando-o com maior opressão e tirania, e por
conseqüência, paralisando qualquer possibilidade de revitalização
industrial. A última esperança do proletariado definhava: a convicção
aumentava de que o Partido Comunista estava mais interessado em manter seu
poder político do que em salvar a Revolução.Os elementos mais revolucionários da Rússia, os trabalhadores de
Petrogrado, foram os primeiros a denunciar. Eles acusavam que, por traz de
outras causas, a centralização bolchevista, a burocracia, e atitude
autocrática sobre os camponeses e operários eram diretamente responsáveis
pela maior parte da miséria e sofrimento do povo. Muitas fábricas e usinas
de Petrogrado haviam sido fechadas, e os trabalhadores estavam
literalmente morrendo de fome. Eles convocaram reuniões para discutir a
situação. As reuniões foram reprimidas pelo Governo. O proletariado de
Petrogrado, que dera a luz às lutas revolucionárias e cujo grande
sacrifício e heroísmo somente já salvara a Petrogrado de Yudenitch,
ressentia a ação do Governo. Os sentimentos contra os métodos empregados
pelos bolchevistas continuavam a aumentar. Mais reuniões foram convocadas,
com o mesmo resultado. Os Comunistas não fariam qualquer concessão ao
proletariado, enquanto ao mesmo tempo comprometiam-se com os capitalistas
da Europa e da América. Os trabalhadores estavam indignados -- incitados.
Para forçar o Governo a considerar suas demandas, greves foram convocadas
nas oficinas da Patronny, de munição, nas usinas Trubotchni e Baltiyski, e
na fábrica Laferm.Ao invés de dialogar com os trabalhadores insatisfeitos o "Governo
Operário e Camponês" criou um comitê de guerra, o Comitê de Defesa,
Komitet Oborony, com Zinoviev, o homem mais odiado de Petrogrado,
presidindo. O propósito confesso do Comitê era reprimir o movimento de
greve.A 24 de fevereiro a greve foi declarada. No mesmo dia os bolchevistas
mandaram os kursanti, estudantes Comunistas da academia militar (oficiais
em treinamento do Exército e da Marinha), para dispersar os trabalhadores
que estavam concentrados em Vassilevski Ostrov, o bairro operário de
Petrogrado. No dia seguinte, 25 de fevereiro, os grevistas indignados de
Vassilevski Ostrov visitaram as oficinas da Admiralty e as docas de
Galernaya, e induziram os trabalhadores a juntarem-se ao protesto contra a
atitude autocrática do Governo. A tentativa de manifestação dos grevistas
foi dispersada pela soldadesca armada.A 26 de fevereiro o Soviete de Petrogrado teve uma sessão em que o
proeminente Comunista Lashevitch, membro do Comitê de Defesa e do Soviete
Militar Revolucionário da República, denunciou o movimento de greve em
termos mais afiados. Acusou os trabalhadores da Trubotchni de incitar
insatisfação, de serem "sanguessugas oportunistas e shkurniki
contra-revolucionários", e propôs que a Trubotchni fosse fechada. O Comitê
Executivo do Soviete de Petrogrado, com Zinoviev na presidência, acatou a
proposta. Os grevistas da Trubotchni foram "trancados do lado de fora" e
automaticamente privados de suas rações.Os métodos do Governo Bolchevista serviram ainda mais para enfurecer e
antagonizar os trabalhadores.As proclamações grevistas agora começaram a aparecer nas ruas de
Petrogrado. Algumas delas assumiam um caráter distintamente político; as
mais significativas, postas nos muros a 27 de fevereiro, diziam:
"Uma mudança completa é necessária nas políticas do governo. Antes de
tudo, os operários e camponeses necessitam de liberdade. Eles não querem
viver por decreto dos bolchevistas: eles querem controlar seus próprios
destinos.
Camaradas, preservem uma ordem revolucionária! Determinadamente e de uma
maneira organizada exijam:
- Libertação de todos os trabalhadores, tanto socialistas como
não-partidários, presos;
- Abolição da lei marcial; liberdade de expressão, imprensa e assembléia
para todos os que trabalham;
- Eleição livre para os Comitês de Fábrica e Oficina, zahvkomi, dos
sindicatos e representantes nos Sovietes.
Convoquem reuniões, passem resoluções, mandem seus delegados às
autoridades e trabalhem pela concretização de suas demandas."
O governo respondeu às exigências dos grevistas com numerosas prisões e
suprimindo muitas das organizações trabalhistas. A ação resultou num ainda
mais crescente sentimento anti-bolchevista; mesmo slogans reacionários
começavam a ser ouvidos. Então a 28 de fevereiro apareceu uma proclamação
dos "Trabalhadores Socialistas do Bairro de Nevski", que concluía com uma
convocatória pela Assembléia Constituinte:"Nós sabemos quem teme a Assembléia Constituinte. São eles que não mais
poderão roubar o povo. Ao invés disso terão que responder perante os
representantes do povo por sua fraude, seus roubos, e seus crimes.
Abaixo os Comunistas odiados!
Abaixo o Governo Soviético!
Viva a Assembléia Constituinte!"

Enquanto isso os bolchevistas concentravam em Petrogrado massivas forças
militares das províncias e também direcionavam para a cidade os regimentos
Comunistas mais confiáveis do fronte. Petrogrado foi posta sob "lei
marcial extraordinária". Os grevistas foram surpreendidos, e a agitação
trabalhista esmagada com mãos de ferro.[ler a continuação do texto integral em:
http://www.brasil.indymedia.org/pt/blue/2003/11/267810.shtml ]



*******
****** Serviço de Notícias A-Infos *****
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
******
INFO: http://ainfos.ca/org http://ainfos.ca/org/faq.html
AJUDA: a-infos-org@ainfos.ca
ASSINATURA: envie correio para lists@ainfos.ca com a frase no corpo
da mensagem "subscribe (ou unsubscribe) nome da lista seu@enderço".

Indicação completa de listas em:http://www.ainfos.ca/options.html


A-Infos Information Center