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(pt) PROGRAMA DAS JORNADAS LIBERTÁRI@S NA EDUCAÇÃO + texto

From jornalabatalha@hotmail.com
Date Thu, 29 May 2003 04:29:16 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
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"A BATALHA" organiza na sua sede[1](rua Marquês de Ponte
de Lima, 37- 2º dto, 1100-337 Lisboa)debates em torno das
questões que se colocam aos/as libertári@s enquanto
intervenientes no sector da Educação.


====PROGRAMA====

*dia 29 (5ªf.) 21h:

«Pedagogias não-autoritárias no contexto da sala de aula»

Moderadora: Eduarda Sá-Andresen
(escola infantil e de adolescentes inadaptados, Alemanha)

*dia 30 (6ªf.) 21h:

«Formação de professores; como, o quê e para quê?»

Moderador: José Reis Bento (ESE de Lisboa)

*dia 31(Sáb.) 10h:

«Intervenção libertária em lutas dos docentes.
Caso das lutas dos professores contratados (precários) e desempregados»

Moderador: Paulo Ambrósio (comissão de desempregados do SPGL)

*dia 31 (Sáb) 15h.: Discussão geral e conclusões das jornadas

----------
contactos:
Jornal "A BATALHA": jornalabatalha@hotmail.com
Manuel Baptista: banet@netcabo.pt

[1] A sede do Jornal A BATALHA está situada na Mouraria. A forma mais
simples de ir lá ter a pé, é a seguinte:
- Desces no Metro Martim Moniz; sais na boca de metro do centro comercial
da Mouraria.
- Tomas a Rua dos Cavaleiros e sobes a rua algumas centenas de metros
-Viras à tua direita, na primeira rua, que é a Rua Marquês Ponte de Lima
(esta rua é comprida e sobe ao longo da encosta do Castelo, na diagonal)
- Ao cimo da referida rua encontras o nº37 (isto é uma dependência do
"Palácio Rosa", cujo corpo principal dá para um largo onde se encontra um
busto do Afonso Lopes Vieira)

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Paulo Ambrósio (comissão de desempregados do SPGL):

«O surgimento dos "professores provisórios", na segunda metade da década
de 70, fruto de variados condicionalismos históricos, introduziu uma
problemática até então desconhecida na nossa classe e no meio escolar: a
precariedade docente, que se traduz na contratação anual de um
significativo número de colegas - sem vínculo de alguma espécie aos
quadros - pelo ministério, situação que dura até hoje. Estes docentes, na
década de oitenta passaram a ser genéricamente designados por "professores
contratados".
A partir da segunda metade da década de oitenta começa a delinear-se, com
dimensão nacional, um novo vector resultante do anterior: o desemprego,
que atinge ciclicamente largos milhares de professores legalmente
habilitados. Na década de noventa, em determinados grupos, este desemprego
antes sazonal, passa a ser de média duração ou mesmo definitivo.
As organizações sindicais tradicionais mostram-se desde o primeira hora
incapazes de lidar com o fenómeno, embuídas do conservadorismo/elitismo
dos professores efectivos, e a que também não será estranho o
anquilosamento etário, pessoal, social e político das cliques dirigentes
que se têm auto-reproduzido durante décadas nos seus orgãos de topo, e que
"mandam" verdadeiramente nos sindicatos docentes.Antes de mais há que constantar que - à partida - os interesses de classe
dos precários não são os mesmos que os dos efectivos, numa "classe"
docente com um leque salarial constituído por 31(!) patamares.
Perante esta situação, o que fazer? Ou o que tem sido feito até aqui? Em
1996 surgem as primeiras comissões de contratados ad-hoc. Os sindicatos,
amedrontados, reagem de imediato, criando comissões "institucionais", sob
a sua asa. Todavia estas, por via da sua genuína génese democrática
(eleição de braço no ar, em plenário), cedo começam a fugir a controles
estranhos aos seus interesses e a tomar posições progressivamente mais
radicais quanto a objectivos e formas de luta.A partir daqui, os dados estão lançados, o confronto inevitável, à medida
que alastra a consciência nos precários de que para combater eficazmente a
entidade patronal (ME) há forçosamente que enfrentar o "inimigo interno",
ou seja, quem por palavras os incentiva, mas por actos os tenta umas
vezes, reprimir e outras, amordaçar; outras ainda, entreter e desviar do
seu objectivo estratégico: a VINCULAÇÃO aos quadros.
Durante este processo - que atingiu o auge em 1999/2000, com ocupações e
acampamentos pelo subsídio de desemprego - forjou-se um segmento de
activistas que pensa que a luta vitoriosa só pode travar-se com total
independência e democracia, sem tutelas estranhas aos próprios precários.
Que deve ser enquadrada em moldes totalmente novos numa organização à
escala nacional, intersectorial e solidária com os demais trabalhadores
precários em Portugal, que percentualmente representarão num futuro não
muito longínquo talvez a grande maioria da mão-de-obra disponível nas
sociedades capitalistas europeias.É este o debate que, para já, está lançado. Convidamos-te a nele
participar activamente. »



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