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(pt) Quando tivermos abolido o capitalismo e o salariato! (fr)

From CLAAAC G8 <claaacg8@claaacg8.org>
Date Sat, 24 May 2003 08:57:59 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
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Quando tivermos abolido o capitalismo e o salariato!

Reconstruiremos uma sociedade igualitária onde cada qual (1) traz o seu
contributo e do qual cada um retira as satisfações dela esperadas. Um
modo de organização social tal que cada um participe nas decisões em
função da sua implicação nas usas consequências; em de cada um receba a
educação de que necessita e partilhe os conhecimentos comuns. Seguindo
uma ética onde cada um tem consciência de que a liberdade dos outros é o
garante das sua própria liberdade. Um modo de produção, de repartição e
de consumo onde cada um recebe aquilo de que necessita, e cada qual
participa na produção e consome, em função das suas capacidades, das suas
necessidades e de sua própria vontade.

Tornou-se claro que o sistema económico actual baseado sobre a
propriedade privada dos meios de produção, dadas as desigualdades
geradoras de classes sociais que ele implica, deve ser banida. Para se
construir um, totalmente novo, a partir dos nossos ideais. Com uma
economia baseada na igualdade social, a liberdade, a solidariedade e a
auto-organização de cada um em associação com todos.
No domínio da produção, devemos redefinir os papeis sociais da cada
contributor / contributora. Cada um, tendo acesso à educação e aos
conhecimentos comuns, poderá assumir as decisões que lhe digam respeito
com pleno conhecimento de causa. Cada um, em função das suas
necessidades e dos desejos dos outros, da contribuição que traz para
levar a cabo o seu papel de produtor e aquilo de que está à espera em
quanto consumidor. O meu papel de contributor/a na produção poderá
incluir restrições não desejadas que eu aceitarei na medida em que eu as
partilhe em igualdade com todas e todos os outros e que eu os considere
necessários para suprir as necessidades de cada um.
Uma tal reorganização da produção, do consumo e da repartição dos bens
vai trazer um novo modo de avaliar os bens produzidos. Em vez de tomar
como base a oferta e a procura, a lei do mercado, poderia tomar-se em
linha de conta o esforço fornecido para a sua produção assim como o
impacto que causa tal produção sobre aquelas e aqueles que a realizam e
sobre o ambiente.Cada qual terá desejos e necessidades diferentes e nem todos terão
vontade de tomar o mesmo contributo ao bem estar de todos e de si
próprio. Se a organização da sociedade não é capaz de satisfazer todos
os desejos de cada um, será necessário encontrar um novo sistema de
repartição coerente e igualitário. Alguns pensarão que mais vale
restringir os seus desejos, consumir menos e produzir menos; outros
estarão dispostos a um esforço maior de produção para poderem satisfazer
mais os seus desejos.
Algumas das necessidades, partilhadas por um grande número, senão mesmo
pela totalidade das pessoas, terão de ser satisfeitas para o bom
funcionamento da sociedade no seu conjunto. Será incumbência das
associações de habitantes, de consumidores/as e de produtores/as,
determinar as necessidades que será preciso satisfazer para que todos/as
possam viver de maneira confortável.É o caso do fornecimento de água e de
energia das habitações e dos locais de produção, das infra-estruturas de
saúde, dos serviços de educação, das instituições de investigação
científica, dos meios e infra-estruturas de transportes colectivos e de
comunicações, e – em certa medida – de alguns géneros alimentícios e
outros bens de consumo corrente. Se queremos construir uma sociedade
igualitária, estes bens e serviços devem ser colocados à disposição de
todas e de todos, sem mais restrição além da sua disponibilidade, cada um
contribuindo para a sua viabilização.
Quanto aos desejos individuais, poderia ser igualitário que cada qual
consuma à medida dos esforços que está disposto a fornecer. Ainda aqui
temos de redefinir o modo de avaliação do esforço fornecido por cada um.
Comefeito, actualmente a remuneração do trabalho está baseada mais uma
vez na oferta e na procura, sobre as capacidades físicas e intelectuais
de cada um, sobre o acesso ao saber e á educação e/ou em função da
quantidade produzida. Este sistema é gerador de classes sociais. Os que
partilham a educação e os conhecimentos com os que detêm o capital,
dominam os outros. O tempo de trabalho não parece também ser um bom meio
de avaliar, havendo alguns que preferem trabalhar mais intensamente e
menos tempo, outros, pelo contrário preferem repartir os seus esforços no
tempo. Não há necessidade de regras gerais para avaliar o esforço, também
aqui serão as associações de produtores/as federados a avaliar o esforço
de cada um, por consultas mútuas.
Actualmente vivemos num sistema onde o trabalho muscular está
frequentemente separado do trabalho intelectual e onde este último
é sobre avaliado. O sistema de organização social vigente mantém
uma desigualdade no acesso à educação e ao saber. Aqueles e aquelas que
desenvolveram, através da educação, as suas capacidades intelectuais e
assim conseguiram maior acesso ao saber, aproveitam-se dessa vantagem
para obterem um lugar melhor na sociedade e libertarem-se do trabalho
manual penoso. Numa sociedade igualitária, as tarefas manuais e
intelectuais deverão estar melhor distribuídas.
A planificação da produção, do consumo, da repartição e da contribuição
de cada um serão elaboradas na base, por cada associação de produtores,
de consumidores e de habitantes, com um entendimento com as outras
associações federadas, e decididas em última instância pelas associações
de base. Uma vez que cada um participa em igualdade nas tarefas
consideradas necessárias à produção, os meios de mecanização e de
automatização das tarefas penosas irá desenvolver-se, a parte da vida de
cada um que é dedicada ao bem estar geral será mais reduzida,
comparativamente à parte que lhe é dedicada actualmente; isto deixaria
cada um com mais possibilidades de se realizar individual e
colectivamente. Teremos mais tempo para fazer a festa.
(1). Neste texto, o/a leitor/a deve tomar «cada um» como tendo género
neutro.

Texto traduzido do jornal:
Claaac n°2
mai 2003 - 1 euro - 8 pag.

Convergence des luttes antiautoritaire et anticapitaliste contre le G8

CLAAAC G8
c/o La plume noire,
19, rue Pierre Blanc
F - 69001 Lyon

site internet : http://www.claaacg8.org
mail : claaacg8@claaacg8.org

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