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(pt) A BATALHA N. 198: DEVE SABER...Israel; Kodiak

From jornalabatalha@hotmail.com
Date Thu, 22 May 2003 23:10:26 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
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Israel - "O nascimento do Estado de Israel foi precedido de uma larga
campanha de terror perfeitamente organizada. Dois dos seus orquestradores
foram logo destacados líderes políticos da nova nação". É desta maneira
clara que a revista História nos apresenta o artigo "Begin e Shamir,
maestros do Terror". No ano de 1938, no mês de Julho, "Os terroristas judeus inauguraram
(...) uma terrível invenção que haveria de fazer escola: o assassinato
indiscriminado de civis à bomba". No espaço de 10 dias, nos mercados
árabes, tinham assassinado 92 palestinianos/árabes e ferido 152. Begin, era líder da organização Irgun e dirigiu a campanha terrorista
contra palestinianos e britânicos entre 1944-48. Na altura, Begin
aparece num cartaz com dez dos "terroristas mais procurados" pela
polícia britânica, havendo recompensa pela sua cabeça. Shamir foi chefe do grupo terrorista Stern, considerado o mais
sanguinário da Palestina. Em 1923, fundou-se uma organização sionista-fascista a Betar com o
slogan "A sangue e fogo, a Judeia há-de levantar-se". Esta organização
dará origem ao partido Herut, principal força do bloco Likud
(actualmente no poder com Sharon). Já muito sangue havia corrido para que a Judeia fascista se levantasse.
Correu sangue árabe, judeu e também de soldados e altos responsáveis
britânicos na Palestina, quando em 1947 a organização Haganá, unida à
Irgun e a homens da Stern puseram em marcha a "parte étnica" da Terra
Santa cuja estratégia era "aterrorizar os árabes, matando-os
indiscriminadamente por todo o território" e começaram o massacre dos
árabes. Em Abril, na aldeia de Deir Yassin, "Famílias inteiras morreram
sepultadas nos escombros das suas casas quando estas foram dinamitadas
pelos terroristas. Os que saíram com as mãos erguidas foram abatidos". Esta sinistra novidade inaugurada em 1938, "encontrou imitadores
árabes" e "converteu-se mais ou menos numa tradição" para o futuro. Em 1948, quando Begin visitou New York, o judeu Einstein escreveu na
imprensa: "Entre os fenómenos mais preocupantes do nosso tempo conta-se
a aparição no recém criado estado de Israel, do [partido Herut]
intimamente similar aos partidos nazis e fascistas (...). Foi formado
entre os membros e seguidores do antigo Irgun, organização terrorista,
direitista, chauvinista da Palestina (...) Eles predicam uma mescla de
ultranacionalismo, misticismo religioso e superioridade racial ... é
imperativo que a verdade sobre o senhor Begin e o seu movimento se
conheça ..." O Herut, deu origem ao Likud e à trágica história da Palestina ... a
cujos episódios ainda temos a infelicidade de assistir. (La
aventura da História, nº49)
Kodiak - Sugpiaq é o nome de um povo que foi povo até à 1ª metade do
século XIX, no arquipélago de Kodiak a sul do Alaska. Afinal um povo como
tantos outros ! Estes esquimós do Pacífico, que durante 7000 anos
constituíram uma civilização autóctone, diferente dos seus vizinhos, e que
deixou poucos traços culturais, à excepção das suas máscaras de madeira
rituais, "bastante heterogéneas nas formas e nas cores", "sombrias e
introvertidas", mesmo "atípicas", deixaram poucos traços da sua cultura.
As suas máscaras, retiradas do arquipélago no século XIX, são o principal
traço da sua cultura. Este povo deixou poucos traços porque a partir de 1750 a colonização
russa começou a destruir as suas instituições rituais e no século XIX
quando os EUA adquiriram o Alaska aos russos foram definitivamente
aculturados. Eram pescadores todo o ano, e tinham tempo livre suficiente para
organizar festivais de Inverno que duravam vários meses em abundância,
onde utilizavam as suas máscaras. No Verão a "confraria" dos únicos
baleeiros solitários na caça à baleia em kayak, celebrava os seus
heróis. Embora os antropólogos estejam fascinados com as máscaras atípicas dos
Sugpiaq e o seu espírito, o que elas mostram é um povo de 10 000 almas
livre/singular e farto numa grande ilha de 160 km, com tempo livre e
fartura para gozar e festejar durante meses. Estes homens sofreram
com a colonização ortodoxa russa e com o capitalismo do império do
Bem. E ... desapareceram! (La Recherche, nº358). J.
Augusto






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