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(pt) Boletim Mensal do Coletivo Luta Libertária - Ano II nº 21

From <a-infos-pt@ainfos.ca>
Date Mon, 24 Mar 2003 16:22:24 +0100 (CET)


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Março de 2003
e-mail: lutalibertaria@hotmail.com Cx. Postal 11639 Lapa, São
Paulo/SP Cep 05049-970

A guerra do bem contra o mal:o cavaleiro Bush vs Saddan o
bárbaro.


Os Estados Unidos novamente manifesta seu poderio militar,
querendo a todo custo atacar e invadir o Iraque, usando o
argumento de que necessita desarmar e acabar com a ditadura de
Saddan Hussein, para isso os Estados Unidos investiram milhões
de dólares em armamentos soldados e acordos com países
estrategicamente localizados próximos ao Iraque, como Turquia,
Kuait entre outros.
Esta guerra, apesar das alegações estadunidenses, de
supostamente ser contra as armas de destruição em massa que o
ditador Saddan esconderia, na verdade têm motivos econômicos e
vai atingir o povo iraquiano que, além de sofrer bombardeios vai
ver a pouca infra-estrutura restante da Guerra do Golfo (1991)
ser destruída; e como os EUA já se declararam predispostos a
“ajudar” na reconstrução é provável que, muito
“humanitariamente”, esta tarefa fique a cargo de empresas
norte-americanas. É, eles não dão ponto sem nó.
No jogo sujo dos interesses do capital o que vemos é uma
mobilização mundial mais interessada com a divisão do “bolo’ do
que com à dita ‘paz mundial’, neste jogo de interesses surge um
bloco ironicamente chamado de “bloco pacifista”, composto por
países que na verdade fizeram muito pouco para receberem o
epíteto de “pacifistas”, como por exemplo a França que durante a
guerra da Bósnia omitiu ajuda e até atacou a população em
alguns momentos. Neste bloco também encontra-se a Rússia que
atualmente tem atacado o povo checheno duramente; e por ultimo
não menos pior a Alemanha que sendo um dos países economicamente
mais fortes na União Européia, também almeja estar entre os
“reis da cocada preta” no mundo capitalista. Este Bloco então,
longe de qualquer sentimento “humanitário”, também tem lá seus
interesses econômicos e geopolíticos no Iraque. Trocando em
miúdos, este não é um filme de faroeste no qual contracenam
bandidos e mocinhos, só tem bandido mesmo!
Um outro fator que nos faz por em xeque os argumentos
estadunidenses para atacar o Iraque é histórico. Saddam Hussein
no final dos anos 70 recebeu sólido apoio dos EUA para fazer uma
guerra contra o Irã, país que então acabara de passar pelo
processo que levou os Aiatolás ao poder, derrubando um antigo
aliado do Ocidente o Xá (monarca iraniano). Portanto, o próprio
Saddan já foi um aliado dos EUA e se hoje seu governo possui
armas químicas ou de destruição em massa, certamente comprou dos
EUA.
Não nos esquecemos daquele que tem perdido um pouco de seu Ibope
no Jornal Nacional parra Saddan Hussein, Osama Bin Laden, também
um antigo aliado que passou para o papel de vilão. Fica evidente
com tudo isso, que Bush não está simplesmente preocupado com a
ditadura de Sadam e o desarmamento do Iraque. O Euro e o
petróleo são uma questão chave para entender toda esta celeuma.
Alguns dados a mais têm que ser ressaltados para refletirmos,
por exemplo, o dólar já há algum tempo passa por uma
desvalorização de 20% perante o Euro, a moeda unificada da
Europa; e o Iraque em suas poucas transações internacionais tem
usado a moeda européia. Outro grande problema é o dos
reservatórios de petróleo; os EUA não possuem auto-suficiência
neste aspecto, sendo este um dos pontos de fraqueza de sua
economia, a qual, já tem algum tempo, não tem ido muito bem das
pernas. Bem... o Iraque é um dos paises a possuir grandes
reservas de petróleo em seu território, controla-las é um fator
estratégico para a economia do Tio Sam.
Não podemos esquecer a função “salutar” que a guerra desempenha
no capitalismo, já que estimula a indústria, queima capital,
enfim reaquece as turbinas do capitalismo. A posição dos Estados
Unidos neste aspecto é clara, o país possui a maior indústria
bélica do mundo, Bush contou com o apoio decisivo desta
indústria na sua eleição.
Em um contexto de crise, que impõe à economia dos EUA uma série
de barreiras a sua expansão, fazer uma guerrinha, tendo nas mãos
o maior poderio militar do mundo é quase uma obrigação. E quando
falamos em obrigação não significa que apoiamos ou que aceitamos
a guerra, mas sim que reconhecemos que o capitalismo não vive
sem guerras e que isto implica para nós que, se queremos ser
contra a guerra, temos que ir além do discurso pacifista e
humanitário e nos colocarmos de um ponto de vista crítico mais
amplo. Somos contra o capitalismo, por isso somos contra a
guerra!
Diante de tudo isso nossa avaliação é a de que, enquanto os
interesses do capital estiverem acima das verdadeiras demandas
populares, estes conflitos tendem aumentar cada vez mais,
populações de diversas regiões do mundo já estão sofrendo
atrocidades, são levadas ao genocídio ou vão sofrer as
conseqüências da guerra. Para nós a única solução é através da
luta massiva contra o capitalismo, somente com o fim da
burguesia e por tanto do capitalismo e a instituição do poder
popular, que a morte e a flagelação de povos inocentes acabará.




Notas

Repressão e Perseguição Política no México

No dia 4 de Março Raul Gatica, militante do Conselho Indígena
Popular de Oaxaca “Ricardo Flores Magón”, sofreu uma tentativa
de prisão e agressão. O acontecimento se deu quando Gatica
acabava de fazer uma denúncia contra os paramilitares de San
Miguel Aloapam na Procuradoria General de Justicia, a tentativa
foi orquestrada por policiais federais mexicanos. Raul Gatica
esteve recentemente no Brasil e participou do Encontro de
Organizações Populares Autônomas, realizado paralelamente ao FSM
III, em Porto Alegre.
A perseguição aos movimentos populares e aos magonistas no
México não é novidade, o CIPO-RFM vem sofrendo com essa situação
desde sua fundação em 18 de Novembro de 1997, segundo o próprio
CIPO-RFM até o momento são 212 detidos dos quais, 195 são homens
e 17 mulheres; 47 seqüestros; 22 casos de tortura e 277 feridos,
além de 500 ordens de prisão. Por não se calar diante disto é
que Raul Gatica foi agredido.
Além da repressão das polícias do próprio Estado, a ação de
grupos paramilitares também tem sido denunciada, pois já
ocorreram tentativas de homicídios invasões armadas de
municípios magonistas. Pra pressionar os órgãos oficiais do
México podem ser enviados, faxes e e-mails para os seguintes
endereços:


Gubernatura José Murat Gobernador 51-65966/ 51-60677/ fax:
51-63737/ cel:
0449515470377 gobernador@oaxaca.gob.mx


Presidente de Mexico Vicente Fox Quezada:
(55)151794radio@presidencia.gob.mx,
webadmon@op.presidencia.gob.mx



Mais um Lançamento à Vista!

Depois de um longo tempo de preparação sai do prelo este mês
mais um livro editado por nosso coletivo; desta vez trazendo
para o deleite do leitor dois importantes militantes históricos
do anarquismo, Luigi Fabbri e Errico Malatesta. O livro se
intitula O Anarco Comunismo Italiano, seu conteúdo está composto
de textos já conhecidos de Errico Malatesta, tratando de temas
como organização, sindicalismo e anarquismo, violência e etc..
Na parte que cabe a Luigi Fabbri os textos são inéditos no
Brasil, e tratam de temas como organização, concepção de
revolução e o papel dos anarquistas em uma revolução; a maior
parte dos textos de Fabbri foram tirados do livro Dictadura y
Revolución, também inédito no Brasil. Nosso coletivo também
publicou no livro textos próprios de contextualização histórica
dos autores, além de um texto final de debate. Na próxima edição
do Combate Anarquista estaremos dando informes mais detalhados
sobre preços e data de lançamento, aguardem.
Além deste novo lançamento, o coletivo continua trabalhando com
suas duas edições anteriores, Nestor Makhno. Anarquia e
Organização e Mikhail Bakunin. Socialismo e Liberdade. Os novos
preços para estes livros são os seguintes, R$12,00 para o livro
do Makhno e R$15,00 para o do Bakunin, os interessados devem
entrar em contato conosco por e-mail ou Cx. Postal ou ainda
fazendo um depósito na conta abaixo e mandando o comprovante:
BRADESCO:
Agência 1416-8
Conta Poupança 1000233-8 em nome de Alex

Nos avise do depósito pelos endereços que constam neste boletim,
colocando dia, hora, e valor do depósito, assim como o endereço
para o qual devemos enviar os livros. É sempre bom lembrar, no
caso de envio por carta, mande em carta registrada, pois o
Coletivo não tem como se responsabilizar por extravios ou
acidentes no transporte das cartas pelo correio. E para
finalizar queremos colocar que tanto o livro do Makhno quanto o
do Bakunin já estão se esgotando, portanto os interessados devem
se apressar!




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