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(pt) Boletim Mensal do Coletivo Luta Libertária - Ano II nº 20

From <a-infos-pt@ainfos.ca>
Date Mon, 24 Mar 2003 16:21:02 +0100 (CET)


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Fevereiro de 2003
e-mail: lutalibertaria@hotmail.com Cx. Postal 11639 Lapa, São
Paulo/SP Cep 05049-970

JORNADAS ANARQUISTAS 2003


Como ano passado, em Porto Alegre, durante o Fórum Social
Mundial (FSM), este ano, houve também a reedição das Jornadas
Anarquistas durante os dias 24 e 27 de janeiro.
Mais do que simplesmente se firmar como um contraponto ao FSM,
que ganhou peso após a vitória eleitoral da esquerda
direitizada, e as utópicas alternativas reformistas que giram em
torno da proposta de se humanizar o capitalismo e teóricamente
viabilizar uma sociedade de classes harmoniosa onde
trabalhadores e capitalistas possam coexistir desenvolvendo suas
respectivas “funções sociais” sem conflitos de interesses, as
Jornadas Anarquistas tiveram como proposta principal propiciar
uma maior troca de experiências, debate e articulação entre
organizações anarquistas rumo ao estabelecimento do anarquismo
como força política organizada e, o que é de suma importância,
atuante no meio social.
No primeiro dia, após a abertura do encontro feita pelos
anfitriões da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) houve uma breve
atividade cultural, e também uma exposição com o tema: “América
Latina: Quando os de baixo se movem, os de cima caem”, por
companheiros da FAU (Federação Anarquista Uruguaia) e do
Conselho Indígena de Oaxaca/México “Ricardo Flores Magon”. No
segundo dia de atividades o tema central foi: “10 anos de
neo-liberalismo e agora, José? A nova configuração conjuntural e
as alternativas de luta dos oprimidos no Brasil” com exposição
de militantes da FAG e do Luta Libertária.
Em ambos os dias, após as explanações, houve abertura para
debates que, conforme as expectativas, foram de um nível muito
bom e interessante, tornando possível a realização plena das
principais propostas das Jornadas. O auditório do Museu do
Trabalho esteve cheio nos dois dias, não só por anarquistas, mas
também por indivíduos e organizações ligadas a outras correntes
do socialismo que, desacreditados dos meios da social democracia
e do dito socialismo real, procuram uma nova forma de fazer
política, distante dos gabinetes, através das organizações
populares promover uma verdadeira ruptura com o sistema vigente.
Por esses motivos julgamos positivo o resultado final das
Jornadas Anarquistas e esperamos que futuros encontros
anarquistas sejam concebidos com a mesma seriedade, elevando o
nível de debate, contribuindo para incentivo para o avanço das
propostas libertárias no âmbito das lutas sociais.

Fórum do Anarquismo Organizado
Está marcado para o segundo semestre deste ano o Fórum do
Anarquismo Organizado (FAO) em Santos, SP.
O FAO é um espaço de discussão que se abriu no meio libertário
em 2002 e que tem como objetivo aproximar aqueles que buscam se
organizar enquanto anarquistas e atuar socialmente. E
acreditamos que existe muita gente com esta intenção no meio
libertário. Se você ou seu grupo tem esta intenção sinta-se
convidado desde já a entrar em contato conosco para construirmos
juntos este Fórum.
A primeira edição do FAO aconteceu em Belém do Pará, mas devido
a grande distância e o alto custo para muitos indivíduos e
grupos o encontro não alcançou os objetivos esperados. Em Porto
Alegre, neste mês de janeiro, paralelamente as Jornadas
Anarquistas, indivíduos, grupos e organizações anarquistas de
várias partes do Brasil se reuniram, avaliaram a primeira edição
do FAO em seus erros e acertos e decidiram coletivamente
convocar uma nova edição do Fórum do Anarquismo Organizado para
2003, no final do ano em Santos, SP.
O Coletivo Luta Libertária ficou encarregado de organizar a
infra-estrutura do encontro. Estaremos definindo uma data
brevemente. Como não existem feriados no segundo semestre
pedimos aos companheiros que dêem sugestões de data. Até março
fecharemos a data e passaremos a divulgar o FAO. A proposta é,
construirmos juntos uma pauta neste primeiro semestre.
Uma vez mais deixamos claro que todos aqueles que desejam se
organizar como anarquistas e atuar, ter práticas sociais,
colocar o anarquismo realmente na luta estão abertamente
convidados a participar. Nós do LUTA LIBERTÁRIA nos
comprometemos a trabalhar para que este Fórum seja um grande
evento anarquista em todos os sentidos. Quem quiser saber mais
ou tiver alguma dúvida sobre o FAO basta nos escrever que
responderemos a todos.
ANARQUISMO É LUTA!



NOSSO PROJECTO EDITORIAL

Bom, como todos os que já acompanham nosso trabalho sabem, o
Luta Libertária começou como um coletivo editorial. O trabalho
editorial para nós nunca foi um fim em si mesmo, nem o trabalho
principal. Afinal de contas o que muda as coisas são as práticas
e não as idéias. Isso não quer dizer que renunciamos a qualquer
trabalho no campo das idéias, pelo contrário. Sentimos que
existe uma grande carência de formação política e até mesmo de
simples informação nos meios militantes, um reflexo da própria
situação educacional do Brasil e de uma desvalorização da
formação política na esquerda de uma maneira geral.
Obviamente sustentar a edição de livros implica em custos
enquanto vivermos neste mundo capitalista. Mas a nossa intenção
sempre foi a divulgação e nunca um objetivo comercial. Os livros
são produzidos por pessoas do próprio Luta Libertária e por
apoiadores que nos ajudam em várias coisas.
O processo começa na escolha do tema ou autor, segue com a
pesquisa e seleção de textos e as traduções necessárias,
continua com a leitura e discussão coletiva. Desta discussão
coletiva acabam saindo textos do Luta Libertária que também
compõe o livro. Com os textos escolhidos segue-se a digitação,
uma primeira revisão, a editoração, uma revisão final e
finalmente o livro chega à gráfica.
Em todo este caminho muita gente participa direta e
indiretamente, gente que dedica seu tempo e energia para
pesquisar, traduzir, escrever, digitar, revisar, diagramar, etc.
Se você tem algum interesse neste projeto e possui alguma
habilitação pode nos ajudar se quiser. Gente que traduz, digita,
editora, revisa, etc., é bem vinda, não apenas para ajudar de
forma prática em algum ponto, mas para discutir conosco o
projeto editorial e político do Luta Libertária.
A única parte do processo que temos que pagar é a gráfica, aí
não temos como fugir, pelo menos por enquanto. Além disso, o
projeto não visa lucro, mas apenas a auto-sustentação. É desse
jeito o custo do nosso livro consegue ser barateado em relação a
edições comerciais do mesmo porte e qualidade gráfica. Mas a
coisa não acaba por aí, é preciso distribuir e vender para que
continuemos editando livros, e aí é um outro trabalho, sempre
limitado pelo monopólio comercial de distribuidoras e grandes
redes de livraria.
Os temas que temos publicado são referentes ao anarquismo, que
sempre foi algo desconhecido e deturpado. E quando se tornou
conhecido elegeram certos aspectos e omitiram outros. O que nós
temos publicado são textos, alguns quase totalmente
desconhecidos, e outros sem tradução no Brasil. São textos que
julgamos interessantes, que em muitos aspectos refletem nossas
posições e são referências para o Luta Libertária. Mas não
publicamos somente aqueles textos com os quais concordamos.
Temos críticas a vários aspectos dos textos publicados e
manifestamos isso claramente nos livros. O critério fundamental
para seleção é o de publicar textos importantes para a
discussão, tenhamos acordo total, parcial ou desacordo com eles.
Até o momento o LL lançou dois livros, Nestor Makhno. Anarquia e
Organização e Mikhail Bakunin. Socialismo e Liberdade. O
primeiro é uma coleção de textos, que inclui um histórico da
Insurreição makhnovista e textos produzidos por Makhno e seu
grupo no exílio, entre os quais está a “polêmica” Plataforma de
Organização. O segundo é um recorte temático da obra de Bakunin,
enfatizando a questão organizacional entre a Aliança
(organização fundada por Bakunin) e a Internacional, incluindo o
debate com Marx.
E finalmente, neste momento, temos dois livros a ser editados em
andamento, um já está na gráfica e chama-se O Anarco-comunismo
Italiano, que traz textos de Malatesta e Luigi Fabbri, assim
como uma reflexão sobre um período importante da história do
anarquismo e sobre as diferentes correntes do pensamento
anarquista. O outro livro é Os Anarquistas Expropriadores, de
autoria de um dos mais relevantes historiadores argentinos,
Oswaldo Bayer, este livro esta em fase de tradução.
Bem, com este texto quisemos tratar um pouco do projeto
editorial do Luta Libertária e também colocar que estamos sempre
dispostos ao diálogo com outros grupos, inclusive para possíveis
parcerias. Aguardem, em março o lançamento de O Anarco-comunismo
Italiano!





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