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(pt) Resistência à Guerra Global (nl,en)

From eurodusnie <info@eurodusnie.nl>
Date Sat, 22 Mar 2003 09:03:01 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
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A guerra contra o iraque iniciou-se. A máquina de guerra está,
de novo, em movimento. Há seres humanos que são mortos e outros
que ficarão para sempre estropiados para o resto das suas vidas.
Outros irão morrer de fome ou de falta de medicamentos. Estamos
constantemente a ouvir nas notícias a inevitablidade da guerra.
Os Estados Unidos e a coalição 'voluntária' tentam persuadir-nos
que é uma guerra contra a tirania e pela paz e democracia.
Porém, a história é diferente e bem mais complicada. Vamos
tentar esclarecer esta história?

Porque é que a guerra acontece?
O controlo das áreas do petróleo foi sempre um assunto
importante e o iraque em particular e o Médio oriente em geral,
são ricos em petróleo. Há tantos interesses diferentes em
conflito e isto pode explicar parcialmente a situação.
Parece ser o caso desta guerra fazer parte da natureza do
sistema.
Após o 11 de Setembro e a 'guerra contra o terrorismo' os EUA
ameaçaram uma lista de países a atacar. O Afeganistão foi apenas
o princípio nesta nova série de guerras, com possivelmente o
irão e a Coreia do Norte como alvos seguintes. É nauseante ver
como a guerra estimula a economia. Os mercados de acções subiram
directamente após os EUA terem rebentado com o processo no
quadro da ONU e a última hipótese de uma solução pacífica.

Resultados da guerra!
Os resultados da guerra serão desastrosos. As vidas humanas que
serão sacrificadas e não deveríamos apenas pensar no número de
iraquianos que irão morrer. Também devemos pensar nos que
ficarão estropiados e as futuras crianças que nascerão com
doenças por causa do solo poluído, tal como aconteceu nos Balcãs
em que as pessoas ainda estão a sofrer as consequências dos
bombardeamentos da OTAN (NATO) de 1999. Devido á utilização de
urânio empobrecido a percentagem de pessoas que morrem de cancro
aumentou incrivelmente. A guerra não deixará de afectar o
ambiente. O ar, o mar e o solo estarão poluidos por causa das
novas armas que vão ser usadas e 'testadas'. Pode pensar-se, mas
isto acontece muito longe, como é que a minha vida pode ser
afectada? As nossas vidas, de todos, serão afectadas, e a
opressão e exploração vai sofrer uma escalada. Os governo s
europeus já usaram o 11 de Setembro em ordem a passarem mais
leis 'anti-terroristas' que se traduzem com frequência em leis
contra as liberdades cívicas, contra os direitos de manifestação
e de greve.

Serão os EUA maus e a UE boa?
Apesar das tentativas dos chefes europeus em convencer-nos do
oposto, é um facto que os países europeus participam na guerra
contra o iraque. As indústrias de guerra europeias venderam
armas ao Iraque e as suas companhias petrolíferas também estão
interessadas em controlar o petróleo da zona. O primeiro
ministro alemão Schroeder pode-se ter oposto inicialmente ao
cenário da guerra, mas também deixou claro que se a guerra
viesse a Europa iria apoiar a coalição chefiada pelos EUA. O
governo holandês afina pelo mesmo diapasão. Além disso, são
forças europeias que estão a substituir as americanas nos Balcãs
e no Afeganistão, para que as segundas se possam deslocar para a
área do Golfo. As forças britãnicas já foram enviadas para o
Golfo, os navios de guerra gregos e holandeses estão a patrulhar
a área. O governo espanhol declarou que muitos homens espanhois
poderiam ser enviados para a guerra visto o exército
porfissional estar com falta de quadros. O governo holandês
deixa os EUA usar o aeroporto de Schiphol, o porto de Rotterdam
e o comboio. Portanto é mais que óbvio que os europeus estão
participando na guerra apesar da amioria das pessoas que se
opõem á guerra.
Será isto uma guerra pela democracia?
Os EUA e a 'coalição voluntária' está tentando persuadir-nos que
a guerra contra o Iraque é justa. referem-se à lei
internacional, mas esta não é mais do que aquilo que os estados
capitalistas poderosos querem que seja. Falam sobre as nações
unidas, porém de novo isto não passa de uma arena para eles
resolverem como é que a guerra e a paz serão impostas, como o
'botim' será partilhado. Esta guerra torna mais claro do que
nunca que a política internacional é uma praça de mercado. Os
países ricos estão claraemnte a comprar apoios em vez de usar
argumentos. É esta a democracia que eles dizem defender?

Como podemos parar esta guerra?
Agora que esta guerra começou, que podemos fazer, para mudar a
maré em direção a um futuro de paz e sustentável? Sujerimos
acçõesdirectas, visto que as vias parlamentares obviamente não
servem e a democracia parlamentar se transformou numa fraude.
Existem já grupos corajosos e individuos aplicando acção directa
em bases militares, mas cada um de nós deveria fazer algo, todos
os dias e a todos os níveis. O que precisamos é de acções
directas envolvendo dezenas, centenas ou milhares de pessoas.
Claro, não podemos parssar os nossos dias a protestar, mas
podemos fazer realmente a diferença nas cidades e nos bairros
onde vivemos, nos locais de trabalho, nas universidades, nas
escolas, em toda a parte. Podemos sabotar a guerra
manifestando-nos e entrando em greve, mas também fazendo a
diferença ao sermos desobedientes politicamente e
organizarmos-nos autonomamente fora dos limites estabelecidos
pela democracia parlamentar. Não podemos parar a guerra apenas
com protestos, temos de organizar as nossas vidas sem a elite
política e económica, sem as instituições que criaram em ordem a
legitimar os seu podder. Portanto, devemos nos organizar para
uma alternativa de democracia directa no aqui e agora.Vamos para
as ruas para lutar contra a guerra mas também retomar as nossas
vidas durante o processo.

Grupo de trabalho global do colectivo de Eurodusnie
PO Box 2228, 2301 CE Leiden
na Holanda
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