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(pt) Sim à Guerra! Social contra o capital!

From <a-infos-pt@ainfos.ca>
Date Mon, 3 Mar 2003 22:25:04 +0100 (CET)


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      A - I N F O S  S e r v i ç o  de  N o t í c i a s
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Folheto distribuido em Avignon pel@s "IncivilEs" aquando da
manif contra a guerra no Iraque, Sábado, 1º de Março
"A guerra é levada a cabo por cada groupo doirigente contra os
seus próprios sujeitos, e o objectivo da guerra não é fazer ou
impedir conquistas de territórios, mas manter intacta a
estrutura da sociedade"
 1984, George Orwell

AS CAUSAS DA GUERRA ? E DA PAZ.

A península arábica e a Turquia enchem-se cada dia mais de um
pouco mais de material e de combatentes americanos e ingleses e
a guerra parece hoje "inevitável". Volta girar o mesmo, é
verdade que há bem um ano que Buh não tinha feito das suas e que
não se tinha voltado a agitar as bandeirinhas. A peta de
apresentar Saddam Hussein como o grande mauzão estando quase
esgotada, a sua eliminação previsível e o seu espectáculo
correlativo e seus preliminares estão longe de atingir a
eficácia dos antecedentes célebres (Milosevic ou Ben Laden);
aliás, desta vez, as opiniões públicas não estão convencidas
desta guerra?
É verdade que a média francesa, que descobriram recentemente os
aspectos económicos e geo-estratégicos no Médio Oriente, revelam
sem dificuldade, sob os rudimentares pretextos jurídicos ou
morais, os objectivos dos EUA e do seu complexo
militar-petrolífero-militar? Mas esta pertinência tem os seus
limites, as da razão de estado, e da qual os jornalistas são
serventuários; a posição da França ( da Alemanha e da Rússia)é
então apresentada como a do direito, da razão e da paz. evoca-se
pouco o facto de que os antagonismos entre estados capitalistas
são muito menos apaziguados do que no inverno anterior: as
empresas francesas e russas, seriam, no caso de haver paz e
levantamento das sanções contra o Iraque, em lugar previlegiado
para arrebatar os negócios chorudos (exploração petrolífera,
reconstrução do país?) ; a intervenção americana iria
oferecê-las em prioridade às companhias anglo-saxónicas?
Se, como tudo nos leva a crer, os EUA invadem o iraque, os
nossos diplomatas, que tentam jogar de uma posição de força,
negociarão ao preço forte (em termos de contratos de exploração)
a adesão da França ao campo belicista; nem o destino das
crianças e dos proletários iraquianos, nem do seu ditador, nem
as manifestações pacifistas determinarão a sua escolha.

PACIFISMO DE CONVENIÊNCIA.

Os militantes pacifistas e as organisações que os enquadram
(alcançados pelos destroços da "esquerda plural" que geriram à
sua maneira os conflitos anteriores - Golfo, Kosovo,
Afeganistão- e são muito mais indignados pelas bombas e pelo
sangue quando se encontram na oposição) desfilam impantes pelas
ruas contra as carnificinas bushianas mais espectaculares.
Se durante a guerra do Kosovo um certo número de pacifistas e
mesmo de anti-militaristas encorajaram os bombardeamentos da
OTAN, aquando da intervenção americana contra o Afeganistão os
mesmos pediram que o massacre se faça sob a égide da ONU
("garante do direito internacional"). Ei-los de nome a fazerem
alarde de suas incoerências ao recusarem a guerra contra o
Iraque "quer se faça sob mandato da ONu ou não", mandando para
as urtigas o seu direito internacional querido (que já não lhes
convém mais); esperam no entanto o seu funcionamento correcto
quando pedem para a França utilizar o seu direito de veto?
Nota-se de passagem, que para alguns, se certas guerras são
horríveis outras podem ser "justas", legais, legítimas,
necessárias ou "humanitárias" (apenas as guerras más fazem
vítimas inocentres-civis!).
A função ideológica desta movida pacifista é de nos apresentar a
guerra como um disfuncionamento, como um desequilíbrio no
interior da formação económica e social instalada, desequilíbrio
que se trata de corrigir para voltar ao ponto de equilíbrio: a
democracia, a amizade-entre-os-povos,
o-respeito-da-pessoa-humana-e-de-seus-direitos.
Correcção destes deslizes realizável por um sobresalto dos
políticos, a negociação, a insauração da taxa Tobin, de uma taxa
sobre os armamentos, o controlo cidadão das instituições
internacionais, etc. Trata-se portanto de esconder/olvidar que a
guerra, pelo contrário, faz parte integral do desenvolvimento
capitalista, que é apenas uma das suas componentes, um momento
da vida do capital e que podemos apenas nos ver livres
definitivamente de toda e qualquer guerra apenas ao pôr fim à
opressão social, económica e política de que o capitalismo e o
Estado são provavelmente a mais alta síntese.

NEM GUERRA NO IRAQUE, NEM PAZ ENTRE AS CLASSES!

Manifestar e mobilizar para dizer "não à guerra" e pedir ao
Parlamento e às autoridades francesas para dizerem "não" é antes
de mais reconhecer a legitimidade destas instituições, do seu
funcionamento, do direito, é acreditar que a democracia pode
impedir a guerra (todas as guerras e massacres coloniais levados
a cabo pela França no século XX não o foram senão pelos governos
democráticos, de esquerda ou de direita, respeitadores das
nossas instituições, quer as opiniões públicas estivessem contra
ou a favor).
Mais do que nunca, é no interiror das engrenagens do capitalque
este pode ser ferido, ao colocar em causa a sua capacidade de
produção, de domínio, ao tornar caduca toda a valorização
capitalistica. É ao recusar marchar na formatura, pela
democracia e pelo mundo tal como é hoje, que o derrube e
inversão das relações sociais pode entrever-se.

O CAPITALISMO É A GUERRA

Contra o capitalismo há apenas uma luta real, a guerra social.


@s IncivilEs . Avignon, março 2003 incivils@freesurf.fr


sites recomendados pel@s IncivilEs :

http://www.ainfos.ca

http://traitsnoirs.lautre.net

http://abirato.free.fr/

http://www.geocities.com/demainlemonde/

http://www.geocities.com/paris/opera/3542/

http://internetdown.org/ (vários panfletos contra o capitalismo
e as guerras como os de l'Oiseau Tempête e o dos manos de Khaled
Kelkal).





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