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(pt) Brasil: POLÍCIA REPRIME SERVIDORES NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

From "Philipe Ribeiro" <philipe@inventati.org>
Date Tue, 29 Jul 2003 17:42:12 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
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Fato Comentado
Uma publicação do Manifesto Anarquista - Zine
Ano 1 Número 004 - 28 de Julho de 2003 - www.anarquista.cjb.net

Os servidores públicos que iam acompanhar a votação da reforma da
previdência, na comissão especial da Câmara dos Deputados, foram
impedidos de entrar e ainda agredidos por policiais e seguranças sob o
comando do presidente da mesa, o deputado João Paulo Cunha (PT), que
chegou a acionar a tropa de choque.

De acordo com o regimento interno da casa, o acesso à galeria da câmara
dos deputados é garantido, sendo este defendido com unhas e dentes como
um direito democrático. A presidência da Câmara alegou problemas de
segurança, entretanto tinham seguranças e policiais suficientes para
prender um servidor da FASUBRA e agredir tantos outros.

O mais interessante é que os noticiários de televisão e os jornais de
grande circulação deste país com nome de pau, enfatizaram justamente o
fato do presidente da Câmara dos Deputados ter permitido que a tropa de
choque interferisse na situação, pois ele é de um partido de esquerda que
está atualmente no poder.

Muitas pessoas se chocaram com este fato, pois nenhum presidente da
câmara tinha permitido a entrada da polícia no local e logo o primeiro a
ocupar este cargo, vindo de um partido de esquerda, conseguiu em tão
pouco tempo esta façanha memorável.

Ao meu ver não há diferença nenhuma se um político é de esquerda ou de
direita, se ele é um político, este já é autoritário por excelência, pois
acredita na democracia representativa.

A população acreditou que se um metalúrgico assumisse a presidência deste
país, iria mudar alguma coisa por ter vindo das camadas populares. Sem
dúvida um metalúrgico pensa nas camadas populares e luta por elas,
entretanto ele pára de lutar a partir do momento que deixa de ser
metalúrgico.

O grande problema do partido do Governo é que ele ainda não enxergou
isso, pelo menos a cúpula não viu que eles deixaram há muito tempo de
lado justamente àqueles que os chamava de "companheiros". Isso é
absolutamente normal. Acontece em todos os partidos políticos e
organizações
representativas que usam do princípio da hierarquia para se organizar.

Não há porque criticar o deputado João Paulo Cunha por ter permitido a
polícia entrar na câmara pelo fato dele ser de um partido de esquerda,
não há porque criticar o presidente da república por ele estar negociando
com George W. Bush a implementação da ALCA; a democracia representativa é
assim mesmo, não há porque se iludir, não importa se é de direita ou
esquerda, se você está no poder, é inevitável que aconteça um
distanciamento das camadas populares.

E como manter um discurso em prol das camadas populares onde não exista
contradição com a prática? Simples! Basta que a forma de organização seja
horizontal através da democracia direta, onde todos têm o mesmo valor,
independente da raça, cor, nacionalidade, dos costumes e das crenças.
Assim, sem partidos nem patrão, estaremos estabelecendo uma sociedade
mais justa, humana e igualitária.

Philipe Ribeiro, em 28 de Julho de 2003.

(c) Copyleft 2003 - É autorizada a reprodução deste artigo para fins não
comerciais desde que o autor e a fonte
sejam citados e esta nota seja incluída.

Expediente:
Fato Comentado nº 004 - 28 de Julho de 2003
Editor: Fletcher Jones
Diagramação/Projeto Visual: Editora Faça Você Mesmo
Impressão e Distribuição: Editora Faça Você Mesmo
(sem sede fixa e sem direitos autoriais reservados.)
Tiragem: 200 exemplares
(o resto é por sua conta... e risco!)

Esse texto tem a intenção de interpretar os fatos que acontecem no
dia-a-dia e colocá-los em discussão. Como o espaço físico do Fato
Comentado é muito pequeno, nenhuma abordagem pode ser feita amplamente,
necessitando sempre de colocações futuras. Pensando nisso é que colocamos
o e-mail
anarquista@riseup.net disponível para todos(as) aqueles(as) que queiram
discutir o tema abordado.




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