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(pt) GREVE CONTRA A REFORMA - Notícias de São Paulo

From "profosp" <profosp@bol.com.br>
Date Wed, 16 Jul 2003 22:09:32 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
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Saudações anarcossindicalistas.

No mesmo dia 8 de julho aconteceu também em São
Paulo a greve do funcionalismo com ações de rua como
passeatas e um ATO PÙBLICO em frente a Secretaria da
Fazenda do Estado, nas proximidades da Praça da Sé. No
momento de pico, com cerca de mil manifestantes, foi
fechada uma das pistas da Av. Rangel Pestana. Não havia
representates do PT ou da sua central sindical, a CUT -
que não apoiou o movimento grevista.
No carro de som entidades do funcionalismo, algumas
com um histórico de peleguismo como o CPP (Centro do
Professorado Paulista), falavam contra o absurdo da
política de Lula/PT que traia o funcionalismo e a classe
trabalhadora.
Também se pronunciaram outras organizações que
prestaram solidariedade ao movimento dos funcionários,
como um diretor do Sindicato dos Metroviários de SP -
que falou da campanha salarial de sua categoria que
terminou com om julgamento favorável da Justiça do
Trabalho, que obrigou a direção do Metro a pagar o
aumento de 18,13%, divididos em 3 parcelas, e isso
graças a greve da categoria; e o camarada Renato da
Coordenação do Núcleo PROFOSP/COB-ACAT/AIT - que lembrou
que há 20 anos atrás, em 1983, os funcionários em
campanha salarial unificada de todos os setores, haviam
conseguido paralizar pela primeira vez na história a
Secretaria da Fazenda e o Tribunal de Contas, com um
piquete montado e sustentado por fundionários da Saúde e
Educação, que foi o que possibilitou a realização da
primeira assembleía dos fazendários, levando a
organização da Associação/Sindicato local. Falou que
essa lembrança serve para que nos preparemos para uma
longa luta em defesa dos interesses da classe
trabalhadora preparando uma greve geral de todos os
trabalhadores, em defesa dos nossos direitos históricos,
onde um novo piquete com paralização da Secretaria da
Fazenda estavam colocados na ordem do dia.
Por fim destacou que falava em nome do Movimento
Pela Reconstrução da COB/AIT, que foi a primeira grande
organização sindical nacional fundada em 1906, numa
época em que existiam sindicatos livres, autonomos
frente ao Estado, aos patrões e aos partidos políticos e
que essa era uma lição para o movimento sindical que se
faz hoje, quando partidos políticos dominam as direções
dos aparelhos de Estado a que chamam sindicatos e depois
que tomam o poder dão as costas aos trabalhadores, como
Lula e o PT fazem hoje, traindo tudo o que afirmava há
um ano atrás. Lembrando que a CUT/PT nem sequer estava
presente nem apoiava o movimento, já que a CUT só quer
que o governo abra a negociação, e que isto também era
traição, pois DIREITOS SOCIAIS SÃO INEGOCIÁVEIS! E que
ex-presidentes da APEOESP/CUT, como Gumercindo Milhomem
e o Prof. Luisinho - ex-integrantes do MEP/RESISTÊNCIA-,
agora deputados federais, defendiam desavergonhadamente
a proposta do governo como ela estava sendo apresentada
na PEC40, tendo inclusive votado favoravelmente a ela na
Comissão de Justiça da Camara dos Deputados.
Terminou sua falação sendo bastante aplaudido
enquanto puxava a palavra-de-ordem: PALLOCI E LULA
PRESTEM ATENÇÃO: FAZER ESSA REFORMA É PURA TRAIÇÃO! VIVA
A LUTA DOS TRABALHADORES!

A LUTA CONTINUA!
SAÚDE E ANARQUIA!
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
> Ato contra Reforma da Previdência reúne mil em
Rib.Preto-SP
> Por Diego Cruz 08/07/2003 às 18:14
>
>
> A manifestação pública que marcou o início da greve do
funcionalismo federal reuniu cerca de mil pessoas na
explanada do teatro Pedro II, centro de Ribeirão Preto.
Além de sindicatos representando servidores federais,
como a Associação dos Servidores do Poder Judiciário e o
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita
Federal, estiveram presentes sindicalistas ligados ao
funcionalismo público estadual, como a Apeoesp, e demais
entidades contrárias às reformas.
>
> A greve, por tempo indeterminado, foi deliberada em
assembléia da Confederação Nacional dos Servidores
Públicos Federais, em 14 de junho. A principal
reivindicação é a retirada da Proposta de Emenda
Constitucional 40, que institui o fim da aposentadoria
integral e a criação de um fundo previdenciário
complementar. A Cnespf calcula que cerca de 50% do
funcionalismo público federal deve entrar em
paralisação.
>
>
>
> Entrevista
> "Se você diz que há déficit da previdência, você está
enganando a sociedade"
>
> Francisco César de Oliveira Santos, Unafisco,
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita
Federal
>
>
> Pergunta: Como esta reforma vai afetar concretamente a
vida dos trabalhadores?
>
> Resp.: Segundo a ótica dos servidores públicos
federais, em geral, e especial os auditores da receita,
a reforma da previdência nada mais é que a continuidade
desta década de neoliberalismo, que transfere recursos
da sociedade, dos trabalhadores, para o pagamento dos
juros das dívidas interna e externa. Um exemplo, a
receita federal vai arrecada provavelmente em torno de
R$270 bilhões e o pagamento de juros da dívida interna e
externa vão consumir R$110 ou R$120 desta arrecadação.
Não existe déficit da previdência. Em 1988, com a
aprovação da constituição, os constituintes deliberaram
que várias categorias de trabalhadores, dentre eles os
trabalhadores rurais que não tinham nenhuma previdência,
receberiam a partir daquele ano um salário mínimo, sem
nunca terem contribuído. Não somos contra isso. Se eles
não recebiam é porque até bem pouco tempo atrás viviam
em regime de semi-escravidão, situação que se perpetua
até hoje em alguns latifúndios. Na constituição de 88,
tais trabalhadores passaram para o campo da assistência,
que está dentro de um conjunto chamado Seguridade
Social. Seguridade envolve assistência, auxílio funeral,
pensão. A reforma da previdência colocado pelo governo
Lula, através da PEC 40, diz que há déficit no sistema
previdência. O que deveria ser colocado em foco é o que
se arrecada com a previdência e o que se gasta com a
previdência. Se você diz que há déficit da previdência,
você está enganando a sociedade.
>
> Pergunta -o governo vem realizando uma massiva
campanha em favor das reformas. Além disso, a CUT,
apesar de declarar apoio verbal, não se mobiliza a favor
da greve. Como será a greve nesta situação?
>
> Resp.: Existe um problema muito sério com a CUT. Parte
de sua diretoria executiva nacional, majoritária,
apresentou propostas de emendar a PEC 40. Não adianta
colocar emendas num projeto cujo principal objetivo é
transferir recursos para o pagamento das dívidas e para
o Fundo Monetário Internacional. Um dos itens da reforma
é a privatização, com a criação de um fundo de pensão
privado. Tem inclusive diretores da CUT que possuem
participação em fundos de pensão. Se nós não temos o
apoio da CUT é porque parte de sua diretoria resolveu
apoiar alguns tópicas da emenda constitucional
apresentada pelo governo. Mas o pano de fundo disso tudo
é a privatização da previdência.





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