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(pt) A BATALHA #199: SIMONE WEIL - EXAME CRÍTICO DAS IDEIAS DE REVOLUÇÃO E DE PROGRESSO

From jornalabatalha@hotmail.com
Date Wed, 16 Jul 2003 10:30:20 +0200 (CEST)


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EXAME CRÍTICO DAS IDEIAS DE REVOLUÇÃO E DE PROGRESSO
Uma palavra mágica parece hoje capaz de compensar todos os sofrimentos,
satisfazer todas as inquietações, vingar o passado, remediar as desgraças
do presente, resumir todas as possibilidades do futuro. É a palavra
revolução. Não data de ontem. Data de mais de século e meio. Um primeiro
ensaio, de 1789 a 1793, deu alguma coisa, mas não o que se esperava. Desde
então, cada geração de revolucionários julga-se, na juventude, destinada a
fazer a verdadeira revolução, depois envelhece pouco a pouco e morre
diferindo as suas esperanças para as gerações seguintes; como morre não
arrisca ser desmentida. Esta palavra suscitou dedicações tão puras, fez
correr tantas vezes sangue generoso, constituiu para tantos infelizes a
única fonte de coragem para viver que é quase sacrílego examiná-Ia; mas
tudo isso não impede que seja, talvez, vazia de sentido. Só para os padres
é que os mártires substituem as provas.Considerando o regime que se propõe abolir, nunca a palavra revolução
parece ter sido tão actual, porque, evidentemente, este regime está bem
doente. Mas olhando para os seus eventuais sucessores apercebemo-nos duma
situação paradoxal. Neste momento nenhum movimento organizado toma
realmente a revolução como palavra de ordem orientadora da acção ou de
propaganda. E todavia nunca se invocou tanto esta palavra de ordem; ela
afecta sobretudo individualmente todos aqueles que as actuais condições de
existência fazem sofrer na carne ou no espírito, todos os que são ou se
julgam vítimas, todos os que tomam generosamente a peito a sorte das
vítimas que os rodeiam e muitas outras mais. A palavra revolução contem a
solução de todos os problemas insolúveis. As devastações da última guerra,
os preparativos para uma guerra eventual pesam cada vez mais sobre os
povos, de modo esmagador; cada perturbação na circulação monetária e dos
produtos, no crédito, nos investimentos, repercute-se de maneira atroz; o
progresso técnico parece trazer ao povo mais cansaço e insegurança do que
bem estar; mas tudo isso desaparecerá no instante em que soar a hora da
revolução.O operário que na fábrica é obrigado a uma obediência passiva, a um
trabalho triste e monótono, para quem "o tempo nunca mais passa", que se
não julga feito para o trabalho manual, que é perseguido por um chefe, ou
sofre à saída por não poder satisfazer qualquer pequeno gosto oferecido
aos consumidores endinheirados, sonha com a revolução. O pequeno
comerciante infeliz, o rendeiro arruinado, voltam os olhos para a
revolução. O adolescente burguês em rebelião contra o meio familiar e a
coacção escolar, o intelectual desejoso de aventura e que se aborrece,
sonham com a revolução. O engenheiro atingido simultaneamente na
inteligência e no amor-próprio pelo predomínio de considerações
financeiras sobre as considerações técnicas, e que quer a técnica a reger
o universo, aspira à revolução. A maior parte dos que aspiram vivamente à
liberdade, à igualdade, ao bem estar geral, que sofrem à vista de misérias
e injustiças, esperam uma revolução. Se se tomasse um por um todos aqueles
que alguma vez pronunciaram com esperança a palavra revolução, se se
procurassem os motivos reais que orientaram cada um deles nesse sentido,
as alterações precisas, de ordem geral ou pessoal que realmente pretende,
ver-se-ia a extraordinária diversidade de ideias e de sentimentos que
podem abrigar-se à sombra dessa palavra. Perceber-se-ia que a revolução
para um homem nem sempre é a mesma que para o seu vizinho, longe disso, e
que muitas vezes são até incompatíveis. Ver-se-ia também que muitas vezes
não há qualquer relação entre todas as aspirações que esta palavra traduz
no pensamento dos homens que a pronunciam e as realidades a que é
susceptível de corresponder caso o futuro viesse efectivamente a
trazer-nos uma tal mudança social.No fundo, não se pensa hoje a revolução como solução para os problemas que
a actualidade nos coloca, mas como um milagre que dispensa resolver esses
problemas. A prova de que assim é, é que se espera que ela caia do céu;
espera-se que aconteça, ninguém se interroga sobre quem a fará. Poucas
pessoas são suficientemente ingénuas para contar com as grandes
organizações, sindicais ou políticas, que com maior ou menor convicção
persistem em reclamar-se dela. Nos seus estados-maiores, ainda que não
totalmente desprovidos de homens de valor, nem o olhar mais optimista
logrará descortinar o embrião duma equipa capaz de conduzir a bom termo
tarefa de tal envergadura. Os quadros de segundo plano, os jovens, não dão
qualquer sinal de possuir elementos para uma tal equipa. De resto estas
organizações reflectem boa parte das taras que denunciam na sociedade em
que se movem; encerram mesmo outras mais graves, em virtude da influência
que sobre elas exerce à distância certo regime totalitário pior que o
capitalista. Os pequenos grupos, de tendência extremista ou moderada, que
acusam as grandes organizações de nada fazerem e perseveram de modo tão
patético em anunciar a boa nova, vêem-se ainda mais embaraçados para
designar homens capazes de serem os parteiros duma nova ordem.Na verdade confia-se, ou finge-se confiar, na espontaneidade das massas.
Junho de 1936 deu um tocante exemplo dessa espontaneidade que se julgava
morta, em França, afogada no sangue da Comuna. Um grande ímpeto, saído das
entranhas da massa, ingovernável, fez desandar o tomo da coacção social,
tornou a atmosfera enfim respirável, mudou as opiniões em todos os
espíritos, fez admitir como evidentes coisas tidas por escandalosas seis
meses antes. Graças ao incomparável poder de persuasão que a força possui,
milhões de homens demonstraram – em primeiro lugar a si mesmos – que
compartilhavam dos direitos sagrados da humanidade, coisa de que nem as
inteligências mais perspicazes se haviam apercebido quando eles eram
fracos. Mas é tudo. Salvo o sentido duma viragem mais profunda, outra
coisa não podia haver. As massas não colocam nem solucionam problemas;
logo não organizam nem constroem. De resto estão, elas também,
impregnadas das taras do regime em que vivem, trabalham e sofrem. As suas
aspirações trazem a marca do regime. A sociedade capitalista reduz tudo a
dinheiro contado; as aspirações das massas exprimem-se também e
principalmente em dinheiro contado. O regime assenta na desigualdade; as
massas exprimem reivindicações desiguais. O regime assenta na coacção; as
massas, assim que têm direito à palavra, exercem nas suas próprias
fileiras uma coacção do mesmo género. Vê-se dificilmente como poderia
surgir das massas, espontaneamente, o contrário do regime que as formou,
ou melhor, deformou.Faz-se da revolução uma ideia estranha, ao examiná-Ia de perto. Aliás,
dizer a ideia que se faz é dizer demasiado. Em que é que os
revolucionários julgam poder reconhecer o momento da revolução? Nas
barricadas e tiroteio nas ruas? Na instalação de certa equipa de homens no
governo? Na violação da legalidade? Em certas nacionalizações? Na
emigração em massa dos burgueses? Na promulgação dum decreto abolindo a
propriedade privada? Nada disto é claro. Enfim, espera-se que a palavra
revolução se aplique quando os últimos forem os primeiros, quando os
valores negados ou desdenhados pelo regime actual surjam em primeiro
plano, quando os escravos, sem aliás abandonarem as suas tarefas, forem
eles os cidadãos, quando as funções sociais votadas hoje à submissão, à
obediência e ao silêncio forem as primeiras a ser ouvidas e a deliberar em
todos os assuntos de interesse público. Não se trata de profecias
religiosas. Apresenta-se um tal futuro como correspondendo ao curso normal
da história.Porque não se faz qualquer ideia segura do curso normal da história. Mas
quando se estudou história, permanece-se imbuído pela vaga recordação dos
manuais da escola primária e das cronologias.Dá-se como exemplo 1789. Dizem-nos que o que a burguesia fez à nobreza em
1789, será feito pelo proletariado à burguesia em ano por determinar.
Crê-se que em 1789, ou pelo menos de 1789 a 1793, uma camada social até aí
subalterna, a burguesia, expulsou e substituiu os que geriam a sociedade,
reis e nobres. Do mesmo modo que se crê que em certo momento, designado as
Grandes Invasões, os bárbaros invadiram o Império romano, quebraram os
seus quadros, reduziram os romanos a um estatuto subalterno e assumiram o
comando em toda a parte. Porque é que os proletários não farão outro
tanto, à sua maneira? Com efeito, é assim nos manuais. Nos manuais o
Império romano dura até ao momento em que principiam as Grandes Invasões;
segue-se novo capítulo. Nos manuais, o rei, a nobreza e o clero possuem a
França até ao dia da tomada da Bastilha; logo após é o Terceiro Estado.
Esta noção catastrófica da história, onde as catástrofes são marcadas pelo
fim ou início dos capítulos, foi por todos nós absorvida durante anos; não
nos conseguimos desembaraçar dela e regemos por ela a nossa atitude. A
divisão dos manuais de história em capítulos far-nos-á incorrer em erros
desastrosos.Esta divisão não corresponde em nada ao que se sabe do passado. Não houve
substituição violenta do Império romano pelas primeiras formas de
feudalismo. Ainda durante o Império os bárbaros tinham vindo a ocupar os
postos mais importantes, relegando pouco a pouco os romanos para lugares
meramente honoríficos ou subalternos, o exército deslocava-se em bandos
conduzidos por aventureiros, o colonato substituíra pouco a pouco a
escravatura, tudo isso muito antes das grandes invasões. Do mesmo modo, em
1789, há muito que a nobreza se achava reduzida a uma situação quase
parasitária. Um século antes, Luís XIV, tão orgulhoso para com as mais
altas personagens, mostrava-se deferente em face dum banqueiro. Os
burgueses ocupavam as mais altas funções do Estado, reinavam em nome do
rei, exerciam as magistraturas, dirigiam as empresas industriais e
comerciais, ilustravam-se nas ciências e na literatura e apenas deixavam
aos nobres um monopólio, o do oficialato superior das forças armadas.
Poderiam citar-se outros exemplos.A substituição dum regime por outro, só na aparência se deve a uma luta
sangrenta. Na realidade esta luta é apenas a consagração duma
transformação já em larga medida realizada, e conduz ao poder uma
categoria de homens que já em grande parte o detinha. Trata-se duma
iniludível necessidade. Como poderia haver ruptura de continuidade na vida
social se é necessário comer, vestir, produzir e permutar, mandar e
obedecer todos os dias, e que tal só se pode fazer hoje segundo formas
muito semelhantes às de ontem? É sob um regime na aparência estável que se
operam lentamente transformações na estrutura das relações sociais,
mudanças nas atribuições das diversas categorias sociais. As lutas
violentas, quando se produzem, e nem sempre se produzem, desempenham um
papel de balança; dão o poder aqueles que já o têm. É assim, para nos
mantermos nos dois exemplos anteriores, que as grandes invasões entregaram
o Império romano aos bárbaros, que já se haviam apoderado dele por dentro,
e que a tomada da Bastilha, com o que se lhe seguiu, consolidou o Estado
moderno, que os reis tinham constituído, e entregou o país aos burgueses,
que nele já faziam quase tudo. Se a revolução de Outubro, na Rússia,
parece ter criado algo de totalmente novo, é mera aparência; reforçou
somente os poderes que já eram os únicos reais sob o czarismo: a
burocracia, a polícia, o exército. Este género de acontecimentos suprime
privilégios que não correspondem a nenhuma função efectiva, mas não
perturba a repartição das funções e dos poderes que lhe estão ligados.
Hoje em dia pode acontecer que financeiros, especuladores, accionistas,
colecionadores de lugares de administrador, pequenos comerciantes,
rendeiros, todos esses pequenos ou grandes parasitas sejam um belo dia
varridos. Isso poderia acompanhar-se de acontecimentos violentos. Mas como
acreditar que aqueles que labutam como escravos nas fábricas e nas minas
se venham a tornar, de súbito, cidadãos numa nova economia? Outros que não
eles serão os beneficiários da operação.Os que pretendem sustentar com raciocínios, mesmo científicos, a sua
crença na revolução reclamam-se todos de Marx. O socialismo dito
científico criado por Marx passou ao estado de dogma, como de resto todos
os resultados estabelecidos pela ciência moderna, e aceitam-se de uma vez
por todas as conclusões sem nunca inquirir dos métodos e das
demonstrações. Prefere-se acreditar que Marx demonstrou a constituição
futura (e próxima) duma sociedade socialista em vez de procurar nas suas
obras se aí se pode encontrar a menor tentativa de. demonstração. Na
verdade, Marx analisou e desmontou com admirável clareza o mecanismo de
opressão capitalista; mas deu tão bem conta dele que se torna impossível
conceber como, com os mesmos rodízios, se pode um belo dia transformar o
mecanismo a ponto da opressão se desvanecer progressivamente...Simone Weil

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SIMONE WEIL

Faleceu há sessenta anos, em Londres, a 24 de Agosto de 1943, aquela de
quem Albert Camus disse que era «o único grande espírito do nosso tempo» e
que alguns dos seus amigos e conhecidos consideravam «uma santa». No
prefácio ao seu livro La Condition Ouvriere (póstumo como quase todos),
Albertine Thévenon declarava em 1950: «não sei se ela era uma santa, mas
muitos revolucionários – entre os melhores – têm este desapego dos bens
materiais e este desejo de fazer corpo com os mais infelizes".Simone Adolphine Weil nasceu em Paris a 3 de Fevereiro de 1909. O pai,
Bernard Weil era médico e a mãe Salomea só o não foi por recusa paterna.
Eram ambos judeus mas agnósticos, o que não impediria a filha de enveredar
mais tarde por um cristianismo sui generis.Simone, tal como irmão André, que viria a ser um matemático distinto,
recebeu uma educação esmerada. Frequentou os liceus Fénelon, Victor Duruy
e Henri IV, foi aluna de Alain e em 1928 foi a primeira classificada na
admissão à Escola Normal Superior, obtendo a agregação em Filosofia três
anos depois.A sua actividade docente, entre 1931 e 1938, sofreu várias interrupções.
Em 1932, após a sua nomeação como professora no liceu do Puy, ingressou no
grupo de militantes sindicalistas revolucionários de Saint-Étienne e
colaborou no jornal Révolution prolétarienne onde pontificavam Monatte e
Louzon. Militou no sindicato dos professores da região (sendo simpatizante
da corrente Escola Emancipada) e decidiu viver com montante equivalente ao
subsídio de desemprego doando o resto do seu ordenado à caixa de
solidariedade dos mineiros. Deslocou-se à Alemanha para ajudar os
trabalhadores na sua luta contra o partido nazi. Regressou a França, muito
pessimista, pouco antes da vitória eleitoral de Hitler.Em 1934 decidiu suspender funções docentes para, de maneira directa e
concreta, compreender vivendo-a condição operária. Experimentando as
mesmas condições de trabalho, de salário e habitação doutra qualquer
operária, ao longo de dois anos. Percebendo contudo que a sua experiência
era ainda assim significativamente diferente, por ser opcional e poder
cessar quando assim o entendesse, o que a poupava à frustração e desespero
das situações inelutáveis. Participou intensamente, mas com extrema
lucidez, nas jornadas de Junho de 1936 – greves com ocupação de fábricas –
que se seguiram à vitória da Frente Popular.Pouco depois principiou a guerra civil em Espanha. Simone Weil partiu para
Espanha ingressando na secção internacional da Coluna Durruti onde correu
os riscos dos demais mas preferindo não combater, ajudando na cozinha, no
tratamento de feridos e doentes e outras tarefas auxiliares.Regressou a França e pouco depois começou a II Guerra Mundial. Só
abandonou Paris depois da sua ocupação pelos alemães. Passará para a
França não ocupada, trabalhando como operária agrícola numa herdade do
sul. Colaborará com outros escritores franceses foragidos da zona de
ocupação nos Cahiers du Sud. De Marselha, passando por um campo de
internamento em Casablanca, emigrará para os Estados Unidos, onde se
encontrava a família, mas onde permaneceu pouco tempo. Seguiu para
Inglaterra a juntar-se a De Gaulle e outros franceses exilados do
movimento França Livre. Trabalhou para o Ministério do Interior no exílio
mas, decepcionada com o nacionalismo estreito aí vigente e gravemente
doente abandonou essas funções ao cabo de algum tempo. Embora tuberculosa,
e contrariando a opinião dos médicos, decidiu viver com a magra ração que
então vigorava na França ocupada, pedindo que o excedente fosse enviado
para a resistência no interior. A seu estado foi-se deteriorando
rapidamente, vindo a falecer em 1943, como atrás dissemos.Possuidora de inteligência brilhante, de grande capacidade de trabalho,
vastíssima cultura e uma consciência moral exacerbada – por assim dizer o
eixo unificador da sua existência – atravessará duas grandes fases na sua
vida: a de militantismo social entre1931-38 (podendo dizer-se que foi de
algum modo a precursora do movimento dos padres operários) e a fase
mística posterior. Na realidade em 1938 Simone converteu-se ao
cristianismo, recusando embora o baptismo oferecido pela Igreja católica.
A sua fé alimentava-se de materiais heterogéneos que incluíam o
maniqueísmo, o gnosticismo, o estoicismo, o taoísmo, o catarismo e outros.
A extrema exigência para consigo mesma dificilmente podia ser acompanhada
pelo comum dos mortais. Decepcionada com os homens voltou-se para Deus.A sua obra reflecte esta viragem. Aos textos de índole social e política
dos anos 30 sucedem-se os de natureza ético-religiosa do último lustro da
sua atribulada existência.A clareza, lucidez e objectividade das suas análises político-sociais
asseguram-lhes uma duradoura actualidade. Daí o termos decidido traduzir o
artigo junto, que lemos pela primeira vez há uns bons cinquenta anos, mas
que relemos por diversas vezes de então para cá.Luís Garcia e Silva




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