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(pt) MANIFESTO_ANTI-GUERRA_IMPERIALISTA proposta_para_discussão_e_adesões

From "profosp" <profosp@bol.com.br>
Date Tue, 8 Apr 2003 13:01:36 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
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MANIFESTO ANTI-GUERRA IMPERIALISTA_

Os americanos mentem descaradamente nas notícias
da frente de guerra, nos seus bombardeios que não
atingem civis, nas desculpas para a invasão. O fato é
que se morre as centenas, de lado a lado; nenhuma cidade
importante foi tomada; os invasores dominam 80 % do
território iraquiano, mas até agora não acharam nenhuma
arma de destruição em massa; a invasão imperialista
enfrenta uma resistência maior a cada dia, o rechaço
popular mundialmente cresce e se radicaliza e a luz
ainda não é vista no fim do túnel. O mito da democracia
americana cai por terra com seu presidente eleito, por
via indireta, com o apoio de menos de 25% do eleitorado,
com sua guerra nazi-preventiva apoiada pela maioria
silenciosa dos brancos puros e rascistas que acham que
tem o direito de impor a sua “liberdade” a outros povos,
sob ameaça de armas – inclusive nucleares...

E QUEM ELES QUEREM ENGANAR?

O seu próprio povo, para não perder o apoio
interno; os muçulmanos, de quem esperam conseguir apoio;
aos povos do mundo, a quem quer impressionar com seu
poderio e intimidar par que o exemplo desse genocídio
seja suficiente para inibir resistências futuras, na
recessão em que o mundo vai afundar para pagar os custos
dessa invasão.

NO BRASIL A DIFERENÇA ENTRE O QUE SE FALA E O QUE SE FAZ

Ouvindo os noticiários dos meios de comunicação
de massa ficamos sabendo que o governo petista,
especialmente o presidente Luiz Ignácio, condena
completamente a guerra dos Estados Unidos contra o
Iraque. Para tanto tem o apoio unânime de todos os
partidos políticos representados no parlamento e de
amplos setores da burguesia nacional, inclusive
confirmado em fóruns empresariais. Até parece que é por
acaso que os índices econômicos, controlados pelos
imperialistas – FMI, BM, BID, etc... – só estejam
apontando resultados positivos para a economia
brasileira, a ponto do FMI parabenizar o governo Lula e
o ministro Palloci festeja o saldo comercial de
fevereiro.

Na verdade é o apoio brasileiro ao esforço de
guerra anglo-americano que se encontra no fundo dessa
contradição: o Brasil fornece às tropas invasoras botas
especiais para os combates no deserto, e uniformes para
as tropas de combate de elite; o religioso pagamento dos
juros mensais da dívida externa é um fator de
estabilidade mundial pró-império; por orientação do
Itamarati se toma cuidado nas críticas formais à guerra
para não criar obstáculos para as negociações sobre a
implantação da ALCA, dentro dos prazos previstos; a
entrega da “Base de Alcântara” para a Força Aérea Norte-
Americana prossegue sem questionamentos; o governo
liberou a comercialização de soja transgênica, em sua
primeira safra cultivada no país; os meios de
comunicação de massa, posando de pacifistas, faz
propaganda pró-imperialista ao não assumir as críticas
mais radicai(chamam o evento de guerra quando o que há é
uma invasão e um genocídio; chamam a resistência popular
muçulmana de organização para-militar ou terrorista; dão
as informações de fonte americana como fatos e as de
outras fontes como informação não confirmada ou mesmo
como contra-informação, buscando justificar as
contradições nos informes da mídia americana, a quem não
esclarecem que está sob censura militar – fato
comprovado pela RTP no início dos bombardeios a Bagdá).

O FATO É QUE...

Saddam Hussein não é flor que se cheire, seu
partido político, o socialista “BAATH”, está no poder há
mais de 25 anos, tendo promovido guerra contra os xiitas
e os curdos, contra quem usou as armas que lhes eram
vendidas pelos EUA e pela URSS, e que agora os
americanos lhes acusam de ter. O governo de Saddam, com
sua burocracia e militarismo, só fez aprofundar a
miséria de seu próprio povo acobertado pelo discurso
místico e religioso.

O povo que luta hoje contra os invasores o faz
por suas vidas, suas famílias e filhos, o governo de
Saddam busca capitalizar esse sentimento. Da mesma forma
George Bosta faz, jogando com o nacionalismo e o
patriotismo norte-americano, de quem extrai agora mais
apoio do que jamais teve. Vemos então em todo o mundo um
aprofundamento da questão nacionalista, com todos os
riscos decorrentes da disputa de mercados dentro de um
quadro recessivo mundial. O que nos coloca de frente com
o risco de uma deflagração mundial, independente do
resultado final da invasão do Iraque. No final de março
a Síria e o Irã já foram diretamente ameaçadas de ataque
por parte do ministro da defesa yanque Runsfield.

Os governos que se tem manifestado contra o
ataque norte-americano (França, Alemanha e Rússia) o
fazem principalmente por seus interesses econômicos,
diretamente afetados com a possibilidade de domínio
norte-americano na região. De certa maneira a invasão
americana é um golpe contra a Comunidade Européia e o
Euro, visando manter a hegemonia do Dólar, fazendo parte
do que se convencionou chamar de “doutrina Bush”, que
prevê o domínio norte-americano de todo o planeta. De
toda forma nenhum governo, exceto o do próprio Iraque,
os de países árabes, assume a incumbência de exigir o
IMEDIATO FIM DOS ATAQUES E A RETIRADA DAS TROPAS
INVASORAS.

@ A SOCIEDADE, OS TRABALHADORES E @
O MOVIMENTO MUNDIAL CONTRA A GUERRA IMPERIALISTA

As manifestações de massa em todo o mundo
contrárias a guerra não tem sido capazes de parar a
agressão imperialista, ainda que tenham conseguido
retardar o início do confronto e o isolamento dos
agressores. As pressões sobre os governos nacionais tem
conseguido fechar espaços aéreos para ataques ao Iraque
e manter governos que apóiam os EUA na defensiva, como
acontece com Berlusconi e Aznar – na Itália e Espanha,
respectivamente. Mas permanecendo dentro dos limites de
um pacifismo básico tornam-se armas nas mãos dos
políticos profissionais, a ponto de se ter no escroque
Jacques Chirac o glande herói e porta-voz do movimento
pacifista. Da mesma forma, no mundo árabe, a canalha
militarista liderada pela dinastia dos Hussein se
transforma em símbolo da resistência islâmica.
De uma forma ou de outra, de um lado e de outro,
o povo trabalhador e sofrido é utilizado como bucha-de-
canhão para defender os interesses das elites no poder,
que serão as únicas a lucrar com tudo isso. E o
genocídio do povo iraquiano não é contabilizado como
perda nas cifras de guerra.

Tudo isso só vem reforçar o fato de que estamos
passando do momento dos protestos para o momento de
ações mais efetivas! Bloqueios nas indústrias que
participam do esforço bélico, buscando interromper o
fornecimento de combustíveis, armamentos e munições; o
estímulo à deserção por parte de convocados e soldados
regulares das tropas invasoras; o boicote ativo contra
os produtos e empresas dos países envolvidos, ou que
apóiem o esforço de guerra; etc... Mas principalmente
temos que recuperar a iniciativa no terreno da luta de
classes enquanto trabalhadores, produtores de toda a
riqueza social e lançar aos quatro cantos o nosso grito
de PAZ ENTRE NÓS, GUERRA AOS SENHORES!

Nesse ponto temos o exemplo vigoroso dos
trabalhadores italianos e espanhóis que, estimulados
pelas Seções da AIT em seus países (a USI-AIT e a CNT-
AIT), realizaram e prometem repetir Greves Gerais de
Trabalhadores Contra a Guerra Imperialista e em Defesa
da Conquistas Históricas da Classe Trabalhadora – que
vem sendo igualmente atacadas em todo o mundo pela
globalização capitalista, versão atualizada do velho
imperialismo – do qual o Iraque é sua nova vítima.

Assim nós, trabalhadores unidos no Movimento Pela
Reconstrução da Confederação Operária Brasileira (COB),
aderida a Associação Internacional dos Trabalhadores
(AIT), não fugimos a nossa responsabilidade histórica,
que cremos ser de todos os cidadãos, todos os
trabalhadores, todos os seres humanos –
independentemente de vinculação política ou religiosa.
Para isso lançamos a todos a discussão em torno da
proposta de realização de uma GREVE GERAL MUNDIAL, ativa
e revolucionária pelo fim imediato da agressão
imperialista, com um caráter claramente anti-
capitalista.

Para isso propomos o seguinte cronograma de atividades:

- que as manifestações de “1º de MAIO” assumam o caráter
de ASSEMBLÉIAS GERAIS DE TRABALHADORES, com caráter
indicativo para todos os trabalhadores do mundo e para a
discussão nos locais de trabalho e moradia, para a
proposta de realização de uma GREVE GERAL MUNDIAL para
uma data acordada mundialmente na primeira quinzena de
maio;

- que essa greve tenha um caráter de defesa das
conquistas do movimento dos trabalhadores, especialmente
quanto a seguridade social, bem como ampliação desses
direitos, com;
1) AUMENTO SALARIAL EMERGENCIAL de 54%, visando
recuperar as perdas salariais de 2.002, baseadas na
variação do dólar no período;
2) IMEDIATO ESTABELECIMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO REAL,
calculado pelo DIEESE, para um patamar de U$ 400,00
(cerca de R$ 1.400,00);
3) REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 30 HORAS
SEMANAIS, sem redução salarial, como forma de combate ao
desemprego e instrumento de divisão de renda;
4) PELA LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL e contra a
ingerência do Estado na organização dos trabalhadores.

@CONTRA A GUERRA IMPERIAL, GREVE GERAL E LUTA SOCIAL!!@


Movimento Pela Reorganização da COB-ACAT/AIT
– Seção da A.I.T. no Brasil:
SINDIVÁRIOS-POA/RGS @ FORGS/COB-ACAT/AIT @PROFOSP/COB-
ACAT/AIT @ Amigos da PROFOSP/Oeste SP @ Amigos da
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APOIO:
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@ Pró- Federação Anarkista/RGS




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