A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists
**
News in all languages
Last 30 posts (Homepage)
Last two
weeks' posts
The last 100 posts, according
to language
Castellano_
Català_
Deutsch_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
All_other_languages
{Info on A-Infos}
(pt) Notícias sobre o desenrolar da luta no México
From
Emilio Gennari <emiliogennari@osite.com.br>
Date
Sat, 28 Sep 2002 02:05:55 -0400 (EDT)
______________________________________________________
A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________
Emilio Gennari (Trad.) em 2002-09-28
---
Exigirão que se cumpram os três sinais reivindicados pelo EZLN
Rosa Rojas e Jesus Saavedra. La Jornada 14/09/2002.
Chilpancingo, Guerreiro, 13 de setembro. O Encontro Nacional dos Povos
Indígenas, que reuniu cerca de 200 delegados de organizações de 13
estados do país, decidiu empreender uma jornada de mobilizações no dia
12 de outubro com marchas no Distrito Federal, Guerrero, Oaxaca, Morelos
e Michoacán, e bloqueios de rodovias em Veracruz, Yucatán e Campeche,
para lutar pelo cumprimento dos três sinais exigidos pelo Exército
Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) para retomar o diálogo e pelo
reconhecimento constitucional dos acordos de San Andrés, bem como em
repúdio ao Plano Puebla-Panamá, ao Acordo de Livre Comércio das Américas
e à privatização do setor elétrico.
Para lançar a rearticulação do movimento indígena nacional, se acordou
enviar uma comissão, neste sábado, a San Pedro Atlapulco, estado do
México, para entregar as resoluções deste encontro à comissão de
acompanhamento do Congresso Nacional Indígena (CNI), com um convite a
caminhar juntos pelo reconhecimento dos direitos indígenas. Outras
comissões se encarregarão de contatar organizações e povos indígenas,
incluído o EZLN.
Na Declaração de Chilpancingo, assinada pelas 36 organizações
representadas no ato, sublinha-se que é inadequado centrar a crítica na
Suprema Corte de Justiça da Nação por ela ter rejeitado os pedidos de
inconstitucionalidade contra a reforma indígena. Dita decisão, diz, é só
mais uma expressão da vontade do Estado de sujeitar e excluir os
indígenas. Acrescenta: "A responsabilidade pela grave situação de falta
de reconhecimento dos direitos de nossos povos é do Estado e de todos os
seus poderes".
O documento enfatiza que os povos indígenas se reservam o direito de
instaurar autonomias "e exercer nossos direitos pela via da ação
direta". "A luta dispersa - prossegue - deve ser superada. Convocamos
todos os povos a enfrentar a ofensiva discriminatória e excludente do
Estado mexicano. Para isso, faz-se necessário que construamos um
movimento indígena nacional que impulsione as formas de coordenação
desta luta".
Insta a construir uma grande força dos setores democráticos e
pluralistas "para enfrentar o projeto da direita, que entrega nossa
soberania ao grande capital local e transnacional, dá as costas aos
interesses das maiorias e deseja manter a homogeneização da nação".
Chama as organizações civis a somar forças para construir uma nova nação
pluralista e democrática, proteger o patrimônio nacional, promover o
desenvolvimento social do campo e da cidade, a educação para todos, os
direitos humanos e fundamentais de todos os cidadãos, o combate à
pobreza e, sobretudo, a participação cidadã nas grandes questões
nacionais, sob um princípio de democracia cidadã direta.
A coordenação foi integrada por dois representantes de cada organização
presente no encontro. Pretende-se que o mesmo lance as pontes para o
entendimento e a organização de um congresso nacional, do qual participe
o maior número de organizações, povos e comunidades indígenas, para
discutir o rumo do movimento indígena.
Sublinhou-se que a luta deste movimento nacional não tem uma única
frente. As organizações que puderem devem apresentar suas
inconformidades pela violação dos direitos dos povos indígenas diante da
Organização Internacional do Trabalho e da Corte Interamericana de
Direitos Humanos.
Médicos tradicionalistas adotam os acordos de San Andrés como
Constituição indígena
Rosa Rojas. La Jornada, 15/09/2002.
San Pedro Atlapulco, Ocoyoacac, México, 14 de setembro. Na abertura do
Terceiro Foro Nacional em Defesa da Medicina Tradicional, cerca de 500
participantes de 29 povos indígenas de 20 estados do país desconheceram
a reforma constitucional "indigenista" de 28 de abril de 2001 e
declararam que, "diante da quebra do estado de direito", reconhecem como
"única constituição em matéria indígena a que é contida nos Acordos de
San Andrés".
Na chamada Primeira Declaração de M'enhuani (nome de Atlapulco em
ñahñu), reiteraram a sua exigência de que se cumpram os três sinais
colocados pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) ao
governo federal para restabelecer o diálogo de paz, bem como sua
determinação em defender com a vida seus territórios, recursos naturais,
autonomia e organização própria.
Na que alguns participantes consideraram uma resposta indireta à
colocação vinda do Encontro Nacional Indígena - realizado por 36
organizações em Chilpancingo, nos dias 12 e 13 de setembro-, de procurar
rearticular o movimento indígena nacional, na declaração, com cuja
aprovação se deu início ao Foro, se afirma: "Convocamos todos os povos,
comunidades e organizações indígenas deste país para que continuemos
consolidando o Congresso Nacional Indígena (CNI) como o espaço de
confluência de nossos povos em toda a nação".
Na cerimônia inaugural, Pedro de Haro, marakame wirrárica, referiu-se à
urgência que todos os grupos indígenas do país têm de unificar-se para
defender seus direitos e a terra - "já que despedaçaram a reforma
agrária" - e apagar a discriminação "diante do nosso governo, no qual
não vejo diretriz para levar-nos ao futuro".
Teresa Zurian, indígena zoque, e Francisco Pérez, Tzotzil, ambos médicos
tradicionais de Chiapas, bem como Antonio Hernández, sublinharam que se
deve evitar que as empresas transnacionais, aproveitando-se da miséria
das pessoas, continuem roubando a sabedoria dos povos indígenas no uso
curativo das plantas em troca de mixarias. Dona Teresa, que estava
presente durante a assinatura dos Acordos de San Andrés, afirmou que o
governo "quer apagá-los com um dedo e não consultou os indígenas para
impor-lhes o Plano Puebla-Panamá".
Hernández López sublinhou que os povos indígenas se opõem a que as
companhias transnacionais patenteiem os conhecimentos indígenas para
beneficiar-se, pois esta sabedoria, que inclui a "cura das doenças da
alma", deve ser patrimônio da humanidade.
Em defesa da terra.
Mario Flores, presidente do comissariado de bens comunais de Atlapulco,
destacou que o propósito do Foro é acordar a defesa da terra e dos
recursos naturais dos povos indígenas, e discutir estratégias que
permitam a proteção do conhecimento tradicional construído por gerações
inteiras de comunidades.
Na primeira palestra do Foro, Andrés Barreda, catedrático da Faculdade
de Economia da UNAM, ao falar sobre a globalização neoliberal e o PPP,
afirmou que este mega projeto - "que agora está sob a responsabilidade
do Ministério das Relações Exteriores" - já fracassou, em parte devido à
crise econômica, financeira e comercial dos donos do dinheiro,
principalmente dos Estados Unidos, mas também pelas grandes mobilizações
contrárias organizadas pela sociedade.
"Houve muitos Atencos, ainda que não fossem visíveis, de pessoas que
botaram pra correr os que pretendiam expropriar suas terras, sua água e
seus recursos". Agora se prevê que vão tirá-lo da discussão pública, mas
os mega projetos que o integravam e outros que já estão em andamento só
"vão continuar onde o povo deixar", ainda que com outros nomes, afirmou.
Explicou que vários projetos do PPP já constavam do Banco Mundial desde
1992, como o corredor interoceânico, que previa a construção de rodovias
de Veracruz até Lázaro Cárdenas, Michoacán, e o Canal de Panamá, e o
corredor biológico da América Central - "que é a proposta que mais
investe contra os povos indígenas" -, que, antes, era um corredor só da
América Central e se ampliou com a entrada do México".
Acrescentou que agora, nos últimos mapas do Banco Mundial, este projeto
chega até a reserva da biosfera de Manantlán, em Jalisco, passando por
Milpa Alta, a serra das Cruzes, do estado do México, e Michoacán.
Barreda enfatizou que se deve deixar de falar em PPP e começar a
analisar muitos desses projetos e, com eles, tratar de montar o
quebra-cabeças. Mencionou que a Comissão Federal de Eletricidade tem
planos para a construção de represas em Tabasco e Chiapas, como o da
Boca do Cerro, que estava pronto para começar em 1994 e foi frustrado
pela rebelião zapatista; o de Simojovel e outros 72 em Chiapas, e "não
se sabe o que vão fazer com os povos indígenas que moram nestas terras".
Manifestou que existem também grandes projetos de mineração - dos quais
o PPP não falava -, como o do Grupo Aço do Norte em Textitlán, e a
exploração de titânio que a empresa Kennecott realiza na região de
Loxicha. Apontou que as mineradoras são expertas em provocar conflitos
entre as comunidades para avançar na exploração de suas jazidas.
Advertiu que, diante deste mega projetos que continuam de pé, a defesa
dos povos indígena deve ser o manter a propriedade coletiva da água, dos
bosques, das riquezas biológicas e dos saberes da medicina tradicional.
Inauguram feira da planta medicinal.
Antes do início do Foro, foi inaugurada a 18ª Feira Nacional da Planta
Medicinal, da qual participam cerca de 500 pessoas que durante três dias
partilharão, em oficinas, palestras e demonstrações, seus conhecimentos
sobre as plantas e as práticas médicas alternativas: para consertar os
ossos, parteiras, curandeiras, sanadores, etc. Só das organizações dos
médicos tradicionais de Chiapas chegaram mais de cem participantes.
Outros tantos, homens e mulheres, integram a delegação de huicholes e
nahuas de Jalisco, Michoacán e Colima.
Tanto da feira, como do Foro, participam indígenas de Oaxaca, Veracruz,
Puebla, San Luis Potosí, Morelos, Distrito Federal, estado do México,
Yucatán, Chiapas, Sonora, Chihuahua, Durango, Nayarit, Jalisco, Colima,
Michoacán, Guerrero, Querétaro, Guanajuato e Hidalgo.
O bando de Los Aguilares age livremente em Chilón.
Hermann Bellinghausen. La Jornada, 22/09/2002.
Município Autônomo Olga Isabel, Chiapas, 21 de setembro. Los Aguilares,
o tristemente famoso bando de delinqüentes que semeou o terror na região
norte de Chilón há quase uma década, encontra-se agora tranqüilo em sua
casa, Kan'akil. Diariamente, referem os camponeses tzeltales da região,
seus integrantes sobem na montanha para realizar treinamento de tiro.
São acompanhados por "pessoas que não conhecemos", sublinham os
indígenas. Tanto Los Aguilares como seus "visitantes" ostentam
continuamente suas armas. "Por isso, achamos que já são paramilitares",
diz um homem da comunidade. "Já faz muito tempo que o governo sabe deste
bando e não mexe com ele", acrescenta.
Em kan'akil prossegue o plantão, instalado em 26 de agosto pelas bases
de apoio do EZLN de sete municípios autônomos, para exigir que sejam
castigados Los Aguilares que no dia 25 assassinaram o indígena Antonio
Mejía, sem que, até o momento, a polícia tenha se atrevido a detê-los.
Sua longa história de impunidade já perfaz uma conta de 10 pessoas
assassinadas na região, das quais alguns corpos jamais apareceram. Em
contrapartida, o chefe do bando familiar, Sebastián Aguilar, ficou
detido oito meses entre 1997 e 1998, uma simples passagem para continuar
delinqüindo e instaurar, inclusive, um "toque de recolher" a partir das
17.00 horas nos arredores de Kan'akil.
Sabe-se que são também seqüestradores e narcotraficantes e que alguns
membros do bando são viciados em cocaína ("usos e costumes"
completamente alheios às pessoas destas redondezas). Outro de seus
delitos tem sido o da expropriação violenta de terras que são
propriedade de comunidades e ejidos. Os moradores supõem que as terras
invadidas e apropriadas pelos irmãos Aguilar poderiam ter servido para o
cultivo da droga.
Como o assassinato do zapatista ficou mais conhecido que o de suas
vítimas anteriores, e até um acampamento civil pela paz veio se
estabelecer na comunidade, Los Aguilares têm se reunidos só numa de suas
casas. Os irmãos de Sebastián deixaram momentaneamente suas casas,
distantes não mais de 200 metros do seu "refúgio" atual.
No dia 28 de agosto, um contingente da polícia "tentou" detê-los, mas os
agentes sequer se atreveram a aproximar-se da casa. Desde então, apesar
de rechaçados e denunciados por todas as comunidades, a força pública
não voltou a incomodá-los.
Impunidade constante.
Sebastián, Oscar, Efraín e Nicolas Aguilar têm sido o que se chama de
insiders; o primeiro integrou o Exército federal e os demais irmãos a
segurança pública. Há muitos anos possuem armas de alto poder. Antes de
ser mutilado, Antonio Mejia, personagem principal de Kan'akil, recebeu
tiros de AR-15. Ainda que o La Jornada não tenha conseguido falar com
nenhum representante do conselho autônomo, os indígenas conhecem bem os
delinqüentes e falam deles com um novo desabafo.
Um homem de uma comunidade vizinha do mesmo município Olga Isabel que
participa do plantão, diz: "Desde que nossas autoridades denunciaram os
fatos, vemos que o governo não está fazendo nada e os paramilitares
continuam aí".
- E por que os chama paramilitares? O governo e o PRI dizem que se trata
de um simples bando de delinqüentes - lhe faz notar este enviado.
- Pela manhã, vão para as montanhas, voltam à tarde e à noite sobem
outra vez. Sempre dando tiros. Com armas de alto poder - descreve
impassível o homem acompanhado por duas mulheres com suas blusas de
flores vermelhas bordadas segundo o costume tzeltal, que cuidam do fogo
a poucos metros do plantão das bases de apoio zapatistas. "Durante a
noite, se aproximam com suas tochas até 500 metros do nosso plantão. Com
eles vem gente de fora que não conhecemos. Também estão armados. Por
isso, acreditamos que se tornaram paramilitares", acrescenta o camponês.
Chama a atenção que, enquanto Los Aguilares estão tão tranqüilos em seus
"territórios", os patrulhamentos policiais e militares têm aumentado em
várias comunidades de Olga Isabel. É o caso do Novo Centro de População
Muculum, onde em julho passado o governo do estado suspendeu a
construção de uma estrada, depois de um protesto dos autônomos. Desde
então, os zapatistas mantêm outro plantão nesta comunidade em volta do
qual rondam diariamente soldados e policiais no trecho Bachajón-Chilón.
Em Kan'akil, os vizinhos acham que Los Aguilares são priistas, mas, na
realidade, falta-lhes base social. Ninguém lhes dá respaldo em nenhuma
comunidade. Tudo indica que se identificaram com o PRI por atender a
seus interesses.
Mais tarde, outro homem, de maior, expressa: "não eram paramilitares e
nem são mais ladrões, mas é o que estão se tornando".
O ataque a Antonio Mejía, que haviam ameaçado meses antes, e a nova
hostilidade de Los Aguilares contra o município autônomo, poderiam não
obedecer a algum propósito de contra-insurreição e sim, mais uma vez, ao
atendimento de seus interesses. Apesar disso, o temor dos indígenas é
que Los Aguilares estejam sendo "aproveitados" para a contra-insurreição.
Visão oficial.
Os paramilitares não existem, reiterou ontem o governador Pablo Salazar
Mendiguchía. Em outro momento, o mesmo foi dito pelo procurador do
estado Mariano Herrán Salvatti.
Entretanto, a maioria dos moradores do norte da selva Lacandona e da
zona norte do estado estão convencidos do contrário. Tanto bases de
apoio do EZLN como membros de organizações independentes, como as
coligadas com a ORCAO e os grupos perredistas e da sociedade civil nas
regiões chol e tzeltal (que agora respaldam o governo salazarista em
Ocosingo, Tila, Sabanilla, Tumbalá, Chilón e Palenque), recentemente,
voltaram a denunciar a existência e as ações de grupos paramilitares.
O caso de Los Aguilares, com certeza, não bate com a definição
convencional de "paramilitar". De acordo com o governador, o termo se
refere a grupos civis armados que precisam da cobertura do Estado, como
"financiamento, proteção e impunidade". Bom, pelo menos, até agora eles
contam com o último ingrediente, o que não é nada banal.
Será que os assassino de Antonio Mejía acrescentam uma variante
"mafiosa" à guerra de baixa intensidade? Ou seu novo crime foi mera
casualidade? O mesmo papel foi desempenhado pelos civis armados de Los
Plátanos - município oficial de El Bosque -, outro grupo sem base social
que assalta, cultiva drogas, deve vidas e representa uma ameaça
constante para as comunidades autônomas (neste caso, do município em
rebeldia San Juan de la Libertad).
Chega de acordos de paz.
Desenvolvimento Paz e Justiça "não dialogará com ninguém até que se
comprove que o governo quer cumprir seus compromissos", disseram ontem
em Sabanilla os representantes desta organização. Simultaneamente, o
governador Pablo Salazar Mendiguchía declarou em Tapachula que começou o
"desmantelamento" deste grupo, de filiação priista, acusado de vários
delitos (menos o de ser paramilitar).
A prisão de Sabelino Torres e de outros 26 membros de Desenvolvimento,
Paz e Justiça, há uma semana nas comunidades Miguel Alemán e Tzaquil,
leva agora a dizer a seus correligionários: "Sim, tinha pensado em
assinar um acordo com os irmãos do PRD e da União das Comunidades
Indígenas, Agrícolas e Florestais (UCIAF, racha do grupo priista), mas,
agora, ao governo, falta firmeza para dialogar".
Como o governo estadual "não cumpre a sua palavra", Desenvolvimento Paz
e Justiça anunciou que não irá assinar nenhum acordo de paz e
reconciliação.
Comunicado de Imprensa da baixa zona norte de Tila, Chiapas.
25 de setembro de 2002.
As comunidades indígenas choles, bases de apoio do Exército Zapatista de
Libertação Nacional (EZLN) da Zona Norte de Tila, denunciaram, perante a
Rede de Defensores Comunitários, os constantes patrulhamentos do
Exército federal, bem como das várias corporações policiais, que
hostilizam esta população.
As comunidades indígenas denunciam que, após a prisão de 25
paramilitares da organização Desenvolvimento "Paz e Justiça", no último
dia 13 de setembro deste ano, os patrulhamentos militares e policiais na
região têm se intensificado, ao mesmo tempo em que, aproveitando da
confusão gerada por este fato, estão sendo ameaçadas por possíveis
detenções.
A violência com a qual foram realizadas ditas prisões trouxe como
conseqüência o fato das comunidades indígenas encontrar-se numa situação
de tensão permanente, pois estão se aproveitando da ocasião para ameaçar
com a detenção as bases de apoio zapatistas, pois as comunidades
indígenas na zona norte denunciam que "agora o governo de Fox e Salazar
querem confundir a detenção de Paz e Justiça com a dos que são bases de
apoio zapatistas que têm sido acusados injustamente pelo violento grupo
paramilitar. Nos ameaçam com acusações falsas só porque exigimos nossos
direitos como povo indígena, direitos contidos nos Acordos de San Andrés
Larráinzar. Além do mais, o EZLN propus ao governo federal três sinais
para retomar o Diálogo: retirada das sete posições do Exército,
Aprovação da Lei de Direitos e Cultura Indígenas elaborada pela COCOPA e
a libertação dos presos zapatistas em Tabasco, e Querétaro". Condições
que não foram cumpridas.
Neste contexto, o não cumprimento das condições zapatistas, a sentença
da Suprema Corte de Justiça contra os mais de 300 pedidos de
inconstitucionalidade, a constante presença policial e militar e a
reativação dos grupos paramilitares, que, como denunciam as comunidades
indígenas agem em cumplicidade com o Exército federal e os corpos
policiais, mantêm a população aterrorizada pela possibilidade de desatar
mais fatos de violência e detenções injustas, razão pela qual as
comunidades indígenas da zona norte se encontram num estado de tensão
permanente.
Atenciosamente.
Rede de Defensores Comunitários pelos Direitos Humanos.
____________________________________
*Traduzidas a partir dos sites seguintes:
Ya Basta: http://www.ezln.org/
Marcha à Cidade do México: http://ezlnaldf.org/
FZLN: http://www.fzln.org.mx
FZLN em português: http://www.angelfire.com/ak4/FZLN
Arquivo EZLN-BR: http://www.chiapas.hpg.com.br
------------------------------------
Se você conhece alguém ou alguma entidade que está interessada em
receber gratuitamente o material traduzido é só pedir para enviar uma
mensagem a emiliogennari@osite.com.br
*******
********
****** Serviço de Notícias A-Infos *****
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
******
ASSINATURAS: lists@ainfos.ca
RESPONDER: a-infos-d@ainfos.ca
AJUDA: a-infos-org@ainfos.ca
WWW: http://www.ainfos.ca/org
INFO: http://www.ainfos.ca/org
Para receber a-infos numa língua apenas envie para lists@ainfos.ca
a mensagem seguinte:
unsubscribe a-infos
subscribe a-infos-X
onde X= pt, en, ca, de, fr, etc. (i.e. o código de idioma)
A-Infos Information Center