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(pt) APELO A TODOS OS GRUPOS DE BASE, COLECTIVOS E MOVIMENTOS SOCIAIS. (en)

From Worker <a-infos-pt@ainfos.ca>
Date Tue, 5 Nov 2002 14:39:37 -0500 (EST)


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APELO A TODOS OS GRUPOS DE BASE, COLECTIVOS E MOVIMENTOS
SOCIAIS.

  A 20 e 21 de Dezembro – DOIS DIAS DE
 DESOBEDIÊNCIA SOCIAL EM SOLIDARIEDADE
COM A REBELIÃO POPULAR ARGENTINA

Na altura em que a Argentina mergulha mais fundo
na crise financeira ilimitada, uma rebelião popular
tem-se espalhado por todo o país. Um movimento
dinâmico que se tem desenvolvido num laboratório
de lutas, num espaço onde a política do futuro
se está reinventando. A rebelião explodiu em 20 de
Dezembro de 2001, quando mais de um milhão de
pessoas tomaram as ruas, com um “concerto” de
caçarolas, exigindo a saída do governo.
Em Dezembro deste ano, o povo da Argentina e 
de todo o planeta são chamados para um Dia
de Acção Global para mostrar que os que constróem
alternativas à ditadura dos mercados não estão sós.

Desde o movimento de trabalhadores desocupados, 
“piqueteros", bloqueando estradas e construindo
projectos comunitários nos seus bairros, às 
assembleias de vizinhos organizadas horizontalmente,
têm-se espalhado espontaneamente nas cidades,
desde os aforradores, atacando os bancos diariamente
para reaverem as suas poupanças até ao "Trueque",
uma rede de trocas directas de 7 milhões de pessoas
não usando dinheiro...
Desde os trabalhadores ocupando e autogerindo 
numerosas fábricas, até aos estudantes de liceu
ocupando as suas escolas, exigindo reduções nos
transportes…
O espírito de autonomia, da celebração da diversidade
e a prática da democracia directa podem ser testemunhados
em toda a Argentina.
Todos os grupos sociais espoliados se uniram no grito "Que Se
Vayan Todos", que se vão todos, querendo com isso significar
que a inteira classe política deve abandonar o palco, todos os
políticos de quaisquer partidos, o tribunal supremo, o FMI,
as corporações multinacionais, os bancos –
fora com todos, para que o povo possa decidir o destino
da sua terra, economicamente afectada. 
Em face da sempre crescente pobreza e da total
desagregação da economia, o povo da Argentina
encontrou energia suficiente para continuar
resistindo e demonstrou suficiente criatividade
para construir  alternativas concretas  ao
desespero trazido pelo capitalismo.

Desde Angola até ao Nepal, da Bolívia à Turquia
a mesma “lógica” neoliberal revela  os mesmos
fracassos e os povos tomam os caminhos da
resistência à medida que as suas economias se
desmoronam e que suas sociedades são mergulhadas
ainda mais fundo na dívida externa.
Uma dúzia de países estão em riscos de se tornar
“a próxima Argentina” e alguns destes até podem estar
numa etapa muito mais adiantada do que jamais
imaginámos.

Temos de estar preparados não apenas para
resistir, mas para reconstruir as nossas sociedades 
quando a crise económica e ecológica se abate. 
Se a rebelião popular na Argentina o  conseguir, 
isto mostrará ao mundo que os povos são capazes 
de viver passando por uma crise severa, 
saindo pelo outro lado, não apenas de sobreviver,
mas de se fortalecerem e  serem mais felizes
ao lutarem por novos modos de vida.

Durante dois dias em Dezembro,
enquanto dezenas de milhares de argentinos
saírem ás ruas para celebrar a insurreição
do ano passado, haverá acções e ventos
em todo o mundo em solidariedade com o
povo da Argentina.

O que pode fazer nesses dias ? Eis algumas ideias

... Pegue em panelas e tachos, vá para a rua
celebrar ao som do Cacerolazo, inicie uma assembleia
local de vizinhos, bloqueie estradas em solidariedade
com os Piqueteros, ocupe o seu local de trabalho
ou de estudo e tente a autogestão, exproprie bens
ao som do tango, subverta o espírito de um Natal
de consumismo, criando um mercado de troca directa...
inúmeras opções existem …

Os objectivos dos Dias de Desobediência Social
incluem:

 1.Mostrar que o movimento de movimentos
contra o capitalismo pode ir para além da
insurreição em direcção a uma verdadeira
revolução. Uma revolução social, feita de 
milhares de revoluções, onde o povo
principia a construir a vida que deseja e
preparar-se para defender a vida que quer e
a exigir em vez de apenas protestar contra o que
não quer. A  Argentina é um modelo inspirador.


2.Construir uma poderosa rede global de
solidariedade com a Argentina.
Os movimentos da Argentina correm o risco
de ficarem isolados; sem a segurança e a
inspiração mutual da solidariedade internacional
irão sofrer ainda mais repressão. Embora muitos,
no movimento de movimentos em todo o mundo
se tenham alegrado pela Argentina, refortalecendo
as nossas esperanças refortalecidas após o
11 de Setembro, na Argentina, a maior parte das 
pessoas, não imagina que causaram tanto
optimismo. Ao verem os movimentos sociais 
pelo mundo agindo em solidariedade concreta com
elas, as populações da Argentina ficarão inspiradas 
em continuar a sua luta.

 3.Aprender com os acontecimentos da Argentina
e aproveitar essas lições para construirmos os nossos
espaços autónomos, as nossas assembleias de vizinhos,
sistemas de economia alternativa, autogestão no local de
trabalho, etc.

 4.Espalhar os relatos e informação sobre os movimentos
na Argentina aos movimentos sociais de todo o mundo.

Para participar na organização de uma lista de e-mail
Envie um mail para:
listraaf.be

Muitos grupos estão planeando acções/eventos;
Desde os Desobedienti em Itália, a grupos de
Acção directa na Bélgica, Wombles na Grã-Bretanha,
 Yomango e outros em Espanha assim como grupos
Na Jordânia, Finlândia e Alemanha.


     Argentina | actions 2002 | www.agp.org





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