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(pt) MÍDIA: Manif. e protestos anti-OSCE relatados em jornal do Porto

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Date Sun, 8 Dec 2002 09:33:37 -0500 (EST)


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de Jornal de Notícias (08-12-02)

Nove detidos pela Polícia

Nove pessoas foram detidas pela PSP na sequência de uma
manifestação contra a reunião ministerial da OSCE, no Porto. Uma
repórter fotográfica também foi conduzida à esquadra do Infante
para identificação. Os incidentes ocorreram ontem, cerca das
7.30 horas,
na zona junto ao edifício da Alfândega, e resultaram numa
investida policial contra os cerca de 50 manifestantes que se
agruparam na Rua Nova da Alfândega, um dos acessos ao edifício
onde decorreu a cimeira da OSCE.
Sinal de protesto
O Comando Metropolitano da PSP do Porto afirma, em comunicado,
que o grupo provocou a interrupção total da circulação e que,
"para restabelecer a ordem", foi "necessária a actuação da
polícia".
A PSP acabou por conduzir à esquadra dez pessoas para efeitos de
identificação e "consequente avaliação". Duas horas depois, a
repórter fotográfica do DN Úrsula Zangger foi libertada, "por
ter sido identificada como jornalista", de acordo com fonte da
Polícia.
Antes da libertação de Úrsula Zangger, um grupo de repórteres
fotográficos portugueses e estrangeiros que se encontrava a
fazer a cobertura da reunião da OCES colocou as máquinas no
chão, durante alguns minutos, no edifício da Alfândega, como
sinal de protesto contra a detenção da camarada de trabalho.
Espancamento bárbaro
Entretanto, os manifestantes afirmam que a Polícia de
Intervenção carregou sobre as pessoas "sem aviso prévio e de uma
forma brutal". Manuel Baptista, da plataforma Alternativa Social
do Porto (ASP), que mobilizou o protesto contra a OSCE, disse,
ao JN, que
os agentes abriram as grades que delimitavam a zona de segurança
e iniciaram as agressões. "Pessoas que iam a fugir foram
imobilizadas e espancadas pela polícia", salientou Manuel
Baptista.
"A ASP nunca pretendeu fazer uma acção violenta", considerou o
mesmo responsável, acrescentando que "as pessoas apenas estavam
a manifestar-se, gritando palavras de ordem, mas sempre fora da
barreira de segurança".
Fonte oficial do Comando Metropolitano da PSP do Porto disse, ao
JN, que "a manifestação não estava autorizada" e que os detidos
são acusados de desobediência à ordem de desocupação da via
pública, injúrias e coacção aos agentes da autoridade" e ainda,
"alguns deles, por posse de pequenas quantidades de droga".
"A carga da Polícia foi claramente deliberada para incutir medo
na população", sustentou Manuel Baptista, anotando que "foram
detidos pelo menos seis manifestantes durante a fuga a mais de
500 metros do local reservado à segurança".
Além das nove detenções (seis mulheres e três homens), que até
ao final da tarde de ontem ainda se confirmavam, de acordo com a
ASP os agentes policiais provocaram ferimentos em 15 pessoas,
algumas das quais "foram barbaramente espancadas", anotou José
Rocha, também da ASP.
Segunda manifestação
Uma nova manifestação foi convocada pela ASP, ao início da tarde
de ontem, para a Praça da Liberdade. A concentração reuniu cerca
de meia centena de pessoas e decorreu dentro da maior
normalidade.
O objectivo da manifestação era o de sensibilizar as pessoas
para a "hipocrisia que constitui a OSCE". Para Manuel Baptista,
a organização de segurança europeia "é apenas um pretexto para
os estados reforçarem o autoritarismo e a repressão sobre os
cidadãos", acrescentando que a OSCE "aprovou uma declaração
supostamente contra o terrorismo mas não diz nada sobre o
terrorismo de estado, que ocorre desde a Rússia até à Península
Ibérica".
SJ apresenta queixa
Ainda ontem, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) classificou de
ilegal a detenção da repórter fotográfica e anunciou que vai
apresentar queixa ao Procurador-Geral da República.
Num comunicado emitido ao fim da tarde, o SJ considera que
Úrsula Zangger "se encontrava claramente no exercício da sua
missão profissional" quando foi detida. O Sindicato afirma que
Úrsula Zangger invocou a sua qualidade de jornalista e exibiu o
respectivo
título profissional, o que não impediu um agente da PSP de a
"agarrar pela cintura" e de ter sido "forçada a entrar na
carrinha policial e conduzida à 9.ª Esquadra" do Porto.
O Sindicato exige ainda a "competente intervenção da Direcção
Nacional da PSP, do Inspector-Geral da Administração Interna, da
Alta Autoridade para a Comunicação Social e do Procurador-Geral
da República, a quem vai apresentar queixa".
O SJ manifesta também apoio à "manifestação de repúdio dos
repórteres de imagem em serviço na cimeira, que decidiram pousar
as câmaras diante da porta da sala onde decorria a reunião". 


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