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(pt) Concentraçao Sexta-feira 28-09-01, contra a eliminaçao, expulsao e transferencia dos palestinos

From <banet@netcabo.pt>
Date Mon, 24 Sep 2001 13:38:04 -0400 (EDT)


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      A - I N F O S  S e r v i ç o  de  N o t í c i a s
                  http://www.ainfos.ca/
     ________________________________________________

  
Sexta-feira, 28 Set. 2001, na passagem de um ano da "segunda
intifada", um ano de sangrenta repressão  sobre o povo 
palestino em luta,

APELAMOS À TUA PARTICIPAÇÃO NUMA CONCENTRAÇÃO PERTO DA
 EMBAIXADA DE ISRAEL (R. FILIPE FOLQUE, METRO: PICOAS),
 ÀS 19 HORAS DO DIA 28 DE SETEMBRO, 
COM OS SEGUINTES OBJECTIVOS :
- QUE SEJAM RESPEITADOS OS DIREITOS HUMANOS DOS PALESTINOS,
 - QUE CESSE A COLONIZAÇÃO ILEGAL DOS  TERRITÓRIOS  
OCUPADOS DESDE 1967,
- QUE SEJAM RESPEITADAS AS DECISÕES DA ONU 
- QUE SE FAÇAM TODOS OS ESFORÇOS NECESSÁRIOS PARA  UMA PAZ 
COM JUSTIÇA.
Estamos a recolher assinaturas para uma Petição
internacional : "Stop Settler Colonialism" 
  Para mais informações:
http://www.geocities.com/stopsettlercolonialism, 
http://www.ainfos.ca
                                              COLECTIVO
LIBERTÁRIO S-28













    NENHUM  POVO PODE SER  CONSIDERADO  CULPADO

Na tremenda onda de violência que, nos últimos anos, se tem
abatido sobre os povos do Mundo, europeus e norte-americanos
têm erroneamente julgado que estão ao abrigo das desgraças
dos martirizados povos dos restantes continentes. Têm a
ingenuidade de crer que o seu poderio económico e militar os
subtrai a qualquer perigo de guerra, de destruição maciça.
Porém, não se pode olvidar as terríveis chacinas  a que
povos inteiros têm sido sujeitos pela globalização, não
apenas dos mercados, de todos os mercados, mas também da
guerra, guerra levada aos quatro cantos do planeta, sob as
mais diversas facetas: guerra civil ou entre vários estados
- Angola, Ruanda, Sierra Leoa, Congo, Algéria e muitos
outros países africanos; na Europa, do País Basco, à Irlanda
do Norte, da ex-Jugoslávia (Bósnia, Kosovo, Sérvia e
Macedónia), à ex-URSS (Arménia e
Nagorno-Karabahk;Tchéchénia); na Ásia, do Curdistão, ao
Iraque, ao Afganistão, da Birmânia, ao Sri Lanka, da Indía e
Paquistão à Indonésia e Timor Leste; na América Latina, do
México (Chiapas) à Colômbia e à Bolívia, etc, etc…
No caso da guerra entre o estado de Israel e o povo da
Palestina, guerra que dura há meio século, temos:
- por um lado, um povo (o palestino) ao qual são negados os
mais elementares direitos humanos, a começar pelo direito à
vida, a viver em paz, a construir as suas instituições
próprias,  à utilização do solo, para a sua agricultura ou
para construir as suas casas, a dispor dos recursos hídricos 
- por outro, temos um estado, fundado com base na
desigualdade, pois os cidadãos de Israel não-judeus sofrem
de várias restrições e limitações dos seus direitos cívicos,
por determinação constitucional. Um estado que tem feito
ouvidos moucos às resoluções da ONU, não se sentindo
obrigado a respeitá-las senão na medida dos seus interesses.
Um estado que promove uma política activa de colonização de
território ocupado e em violação das convenções de Genebra
sobre comportamento de exércitos. 
Um estado que, mercê do apoio incondicional dum poderoso
aliado (os EUA), tem levado a cabo uma guerra de extermínio,
um etnocídio, ou mesmo  genocídio, contra um povo indefeso,
um povo refém. Tudo isto, para servir os interesses, não dos
judeus de Israel, mas de uma casta militar e política cheia
de rancor colonialista e de soberba racista contra aqueles
mesmos que trabalham em Israel nos empregos mais humildes. 
O paralelo com a África do Sul do tempo do apartheid é
incontornável. A fragmentação dos territórios sob
administração directa palestiniana, assemelha-se à política
dos bantustões. As zonas com lençóis de água subterrâneos
são mantidas sob controlo israelita. A economia palestiniana
está totalmente dependente da de Israel. Os palestinianos
não têm o controlo das fronteiras, na realidade são
prisioneiros do exército israelita (Tsahal). Este encerra
populações de cidades e aldeias inteiras como retaliação
contra actos de terrorismo, arrazando casas e usando do
sistema de castigo colectivo como os nazis fizeram nas
cidades e aldeias onde se acolhiam resistentes ou judeus,
durante a II Guerra Mundial.  
Alguns querem confundir as pessoas dizendo que o governo de
Israel está a ser vítima de racismo anti-judaico, como se em
Durban não víssemos judeus, inclusivé rabis hebraicos
ortodoxos, manifestando-se de mão dada com árabes,
africanos, asiáticos, etc!
O sionismo actual tomou a forma de um nacionalismo
expansionista extremado,  intolerante, racista e terrorista.
São quotidianos os ataques armados de colonos judaicos "de
retaliação" contra aldeias vizinhas palestinianas. Os
colonos instalados nos territórios ocupados, muitos deles
recém-chegados dos países do ex-bloco soviético, doutrinados
numa mística do "grande Israel", são incapazes de
compreender o triste papel que lhes fazem desempenhar, e por
isso mesmo, capazes das piores atrocidades contra civis
palestinos, para expandir o seu "território vital" ou "de
segurança".
Após os ataques suícidas de Nova Iorque e Washington, a 11
de Setembro, levantou-se uma enorme onda de racismo e
xenofobia anti-árabe e anti-muçulmana  alimentada pelos
governantes dos estados, da finança, dos estados-maiores
militares. A intensa lavagem ao cérebro levada a cabo pelos
meios de comunicação social, demonizando um vago inimigo
terrorista, visava ampliar um sentimento de medo, de repúdio
por tais acções, nas populações norte-americanas e
europeias. Mas, sobretudo, visava fazer passar a ideia
monstruosa de que a população de um país (o Afganistão), ou
até o mundo árabe no seu todo, merecia "pagar" por tais
crimes hediondos. O castigo colectivo! Eis o que significa a
"retaliação"! Nada mais do que terrorismo de estado, do mais
poderoso estado e de seus aliados! 
Largar bombas contra populações indefesas, com o pretexto
que assim elas se revoltarão contra os seus tiranos, já foi
usado no Iraque… Saddam Hussein não foi derrubado, seu poder
dictatorial sobre o povo não foi posto em causa.
Há que dizer não à guerra! Essa guerra não vai resolver
nada, vai aumentar ainda mais os enormes problemas com que
se confrontam os povos. Não há maior crime do que fazer
pagar a civis inocentes, a maior parte das vítimas de
qualquer guerra, a culposa conduta de governantes, não
escolhidos por esses mesmos povos, frequentemente impostos
pelo poder do Império, por ele protegidos, por ele usados
para satisfazer os seus jogos de estratégia e de poder. 
Torna-se necessário explicar a quem esteja céptico, que
qualquer "retaliação", será apenas sementeira de mais ódio
indiscriminado contra todos os ocidentais pois entre os
familiares e amigos das vítimas, alguns sentir-se-ão
compelidos a vingar os seus mortos, mesmo com o sacrifício
da própria vida.
Hoje é evidente: a estratégia terrorista levada a cabo com
sucesso contra os EUA, foi concebida de maneira fria,
calculada para que houvesse uma retaliação. Com que
finalidade? Para obrigar os hesitantes, os moderados, a
escolherem o seu campo, por forma a que se desencadeasse uma
"guerra global" sem quartel, estando os cérebros perversos
desta tremenda conjura certos de que -- tal como a URSS
acabara por ser derrotada no Afganistão-- também os EUA e
seus aliados o seriam.

Então, como evitar ainda maiores catástrofes?
Devemos organizar vigílias pela paz em todos os países,
unindo os homens e mulheres que sabem que a vida humana não
tem preço e que só se pode obter uma paz duradoira com
justiça. Nessas vigílias, que já estão sendo preparadas em
todo o Mundo, vão circular abaixo-assinados, petições,
apelos, por forma a exercer pressão sobre os poderes, os
governos, para que não embarquem em mais uma aventura
sanguinária.
O futuro depende de todos nós! 
                                                                  
Colectivo Libertário S-28



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