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(pt) PALESTINA 2001 e APELO PARA VIGILIA A 28-09
From
Manuel Baptista <banet@netcabo.pt>
Date
Fri, 7 Sep 2001 01:25:20 -0400 (EDT)
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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
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PALESTINA, SETEMBRO DE 2001 :
A OCUPAÇÃO CONTINUA E CONTINUARÁ … HAVERÁ ALGUMA
SOLUÇÃO?
(adaptado de texto em língua inglesa redigido por judeus
israelitas, anti-sionistas )
Está agora à vista de todos: não existe acordo de paz entre
Israel Sionista e o povo Árabe Palestino, e nunca poderá
haver.
Israel Sionista é um estado que se dedica à discriminação
entre os seus cidadãos judeus (e todos os judeus pelo mundo
fora) e o resto dos seus cidadãos.
Israel Sionista é um estado que recusa teimosamente
corrigir, até em pequenos aspectos, os seus actos
condenáveis, inflingidos aos palestinos. Não apenas recusa
desmantelar as colónias judaicas em territórios ocupados e o
regresso não contingentado dos refugiados; até recusa há
mais de 40 anos que os deslocados das aldeias de Iris e de
Burma regressem aos seus lares, vindos de zonas vizinhas,
apesar do veredicto do Supremo Tribunal de Israel.
Qualquer acordo alcançado no futuro imediato entre Israel e
os palestinos irá exprimir a presente correlação de forças
entre o exército de ocupação e os ocupados, entre os
opressores e os oprimidos, entre os fortes e os fracos,
entre os amos e os escravizados.
Por outras palavras, qualquer acordo que seja realizado a
curto prazo, será basedo no ludibriar dos palestinos
enquanto povo e indivíduos.
As soluções que são propostas presentemente baseiam-se em
"compromissos" entre duas partes que não são iguais. A
fórmula de "um estado Palestino ao lado de um estado de
Israel" é, nas circunstâncias presentes, uma grande fraude.
Mesmo que Israel concorde proximamente na criação de tal
estado governado pela OLP, será necessariamente como os
Bantustões no tempo do apartheid na África do Sul: um estado
dividido pelo menos em duas partes, sem verdadeiro exército,
apenas com um controlo parcial de suas fronteiras, do seu
solo e de suas reservas de água. Um estado atormentado por
elevados índices de desemprego, invadido por centenas de
milhares de retornados, com uma elevadíssima percentagem da
população dependente da economia de Israel.
Um tal "estado", não será apenas um Bantustão, mas também
uma bomba-relógio activada -- certamente não será solução
seja do que for.
Esta é a razão por que não vemos qualquer valor na procura
ou na oferta de qualquer solução para o presente ou para o
futuro próximo. No entanto, há razões fortes para avançar
com exigências de princípio pelas quais vale a pena
combater:
1) Retirada imediata e incondicional do exército israelita
de TODOS os territórios ocupados na guerra de 1967.
2) Reconhecimento do direito do povo palestino à
auto-determinação.
3) Abolição de todas as regras discriminatórias existentes
em Israel e sua substituição por direitos plenamente iguais
para todos os que aí vivam.
4) Reconhecimento do direito dos palestinos ("refugiados") a
regressarem à sua pátria.
Todas as soluções avançadas pela "esquerda" israelita e
palestina, baseadas na igualdade são impossiveis de levar a
cabo no futuro próximo (ou mesmo longínquo): "dois estados
para duas nações", "um estado para todos os seus cidadãos",
"um estado bi-nacional", "um estado secular e democrático"…
Serão estas, as soluções pelas quais vale a pena lutar no
longo prazo?
Todas estas "soluções" tomam como adquirida a estrutura
hierárquica do estado e não contestam o sistema capitalista.
No seio do sistema capitalista, estas soluções reformistas
são impossíveis de alcançar e nem sequer merecem que se
sonhe com elas.
Apenas uma revolução social de toda a região (enquanto parte
de uma mudança da ordem social no mundo inteiro) que abolirá
a exploração capitalista e a estrutura hierárquica dos
estados e outros mecanismos opressivos e discriminatórios,
irá terminar um conflito provocado nesta região pelas
superpotências e pelo projecto sionista, que elas
alimentaram.
Por tal solução vale a pena combater e sonhar.
SEXTA-FEIRA, DIA 28 DE SETEMBRO 2001, NA PASSAGEM DE UM ANO
DA SANGRENTA REPRESSÃO QUE SE ABATE CONTRA O POVO DA
PALESTINA EM LUTA,
A PARTIR DAS 19 HORAS, EM FRENTE DA EMBAIXADA DE ISRAEL
(esquina da Rua António Enes com a Rua Filipe Folque, metro
S. Sebastião ou Picoas)
VIGÍLIA
PELO CESSAR IMEDIATO DE TODOS OS ACTOS DE REPRESSÃO DO
EXÉRCITO ISRAELITA DE OCUPAÇÃO DOS TERRITÓRIOS PALESTINOS
CONTRA O SEU POVO MÁRTIR E INDEFESO
PELA DENÚNCIA DA ENORME HIPOCRISIA DOS ESTADOS DA União
Europeia , CONIVENTES COM OS ACTOS MAIS BÁRBAROS DO
EXÉRCITO SIONISTA E DO GOVERNO DO CRIMINOSO DE GUERRA ARIEL
SHARON
PELO FURAR DO MURO DO SILÊNCIO E PELA DENÚNCIA DA DETURPAÇÃO
SISTEMÁTICA DAS RAZÕES PROFUNDAS DA INTIFADA, PELOS GRANDES
MEDIA A SOLDO DO CAPITAL, QUE APRESENTAM AS VÍTIMAS (O POVO
PALESTINO) COMO SE FOSSEM OS AGRESSORES
PELA DEFESA DOS DIREITOS DO POVO PALESTINO
PELA REVOLUÇÃO MUNDIAL, ÚNICA ESPERANÇA DOS POVOS EM
ALCANÇAR A PAZ VERDADEIRA
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