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(pt) Você é nosso convidado!
From
Anarkiisto <anarquista@yahoo.com>
Date
Wed, 4 Jul 2001 04:08:45 -0400 (EDT)
________________________________________________
A - I N F O S N E W S S E R V I C E
http://www.ainfos.ca/
________________________________________________
Pessoal,
Soh estou repassando.
qq pergunta dirija-se a:
lulalibertaria@aol.com
Caixa Postal 11639 Lapa, São Paulo, SP CEP:05049-970
Aliais, alguem sabe quem faz parte da luta libertaria?
Me escreva pvt!
@[]s,
Rene
Você é nosso convidado!
para o lançamento da primeira publicação do coletivo editorial anarquista
LUTA LIBERTARIA, o livro
Nestor Makhno ANARQUIA e ORGANIZAÇÃO: plataforma de organização e outros
escritos
haverá uma apresentação do coletivo e da publicação seguida de debate
depois rola uma confraternização
estaremos vendendo o livro e também pacotes para distribuidores
quando? 14 de Julho Sábado às 15h00
onde? Rua Frederico Steidel, 255 Santa Cecília (é uma travessa da Av. São
João)
OBS: segue abaixo o nosso primeiro boletim que contém o manifesto de
lançamento do coletivo e um texto do livro.
COMBATE ANARQUISTA
Boletim mensal do Coletivo Luta Libertária - Ano I Nº0 Junho de 2001 e-mail:
lulalibertaria@aol.com Caixa Postal 11639 Lapa, São Paulo, SP CEP:05049-970
Anarquia e Luta de Classes
Manifesto de lançamento do coletivo editorial anarquista Luta Libertária
Em meados da década de 80 publicações anarquistas retomam com algum vigor
certas vertentes do pensamento libertário. Estas publicações retomavam
algumas concepções do pensamento do "anarquismo clássico", porém o que se viu
foi um crescente distanciamento do mesmo, sendo que boa parte das
publicações, ainda da década de 80, e mais freqüentemente a partir da década
de 90, retomavam o pensamento do "anarquismo cultural", influenciadas pelo
"espírito de 1968", o preponderante nas últimas décadas.
Chegamos hoje a um quadro de publicações onde o anarquismo combativo é
relegado ao segundo plano, agora, ao contrário de antes, de forma explícita,
enquanto as publicações educacionistas, culturalistas e afins ganham fôlego e
sobrevivem no mercado editorial.
As poucas obras do anarquismo combativo que encontramos hoje, só existem
devido ao mercado aberto por obras de outra espécie, ou então devido ao
esforço individual de raros e valorosos editores. Não há preocupação em que
estas obras sirvam de base para discussões, de exemplo para uma prática de
transformação social e, muito menos, de base para a elaboração de projetos
políticos baseados na experiência histórica e no conhecimento social. E
trata-se de uma necessidade imensa no Brasil, já que existe um período
histórico grande onde o anarquismo não teve peso político e prática social de
grande relevância.
Nosso objetivo é antes de tudo levar ao conhecimento do público as obras do
que consideramos o "anarquismo combativo", ou seja, o anarquismo político,
atuante nas lutas de nossa classe social e revolucionário. Algumas obras de
autores que consideramos importantes dentro desta espécie de anarquismo já
foram publicadas no país, mas cremos que os textos mais importantes destes
autores não foram lançados por aqui ainda, ou quando muito, estão dispersos,
fragmentados, em vários livros e, até mesmo, em várias publicações menores
como jornais, cadernos, etc.
Além disso, procuraremos tecer algumas críticas que julgamos pertinentes às
obras ou aos acontecimentos históricos aos quais as mesmas fizerem
referência, demonstrando nossas posições sobre as falhas e acertos do
anarquismo no passado.
Não se tratam de críticas anacrônicas, são apenas críticas que devem ser
feitas e que não podem ser omitidas sob o risco de transformarmos o
anarquismo em um movimento parado no tempo e sem propostas efetivas para os
dias de hoje.
A publicação destas obras não é um fim para o coletivo editorial, pelo
contrário, é apenas um meio para levantarmos a discussão sobre a viabilidade
e a necessidade do anarquismo combativo, retomar seu peso político e sua luta
social, com formas adequadas ao momento histórico e a necessidade
revolucionária. Vale ressaltar que os membros do coletivo editorial são
militantes, que atuam junto com o povo por transformações, não são apenas
"acadêmicos" ou pessoas que são "boas na teoria", mas que na hora da
necessidade da prática nada fazem. Nossa expectativa é que as obras
publicadas ajudem a prática anarquista e combativa e não apenas que sirvam de
subsídio para discussões teóricas e elucubrações que não levam a lugar algum.
Esperamos então que o papel do coletivo não seja apenas o de publicar obras,
mas que ultrapasse o limite desta atividade e consiga levantar uma discussão
propositiva sobre a viabilidade e necessidade do anarquismo combativo,
militante e revolucionário. Para isto, nos colocamos a disposição para a
realização de debates e palestras, para a discussão de nossas concepções e de
nossa posição acerca da construção de um movimento anarquista com bases
concretas e com formas que viabilizem uma prática política mais incisiva.
Sabemos que não somos os únicos que sentem a necessidade de um anarquismo
organizado, com peso político e trabalho militante voltar à luta nos dias de
hoje. Por isso esperamos sinceramente que as pessoas se interessem por nossas
edições, e mais do que isso, trabalhando juntos procuremos viabilizar o
retorno e a construção do movimento anarquista combativo no Brasil.
NOSSA ORGANIZAÇÃO
Nestor Makhno
A atual situação enfrentada pelo proletariado mundial exige uma tensão máxima
do pensamento e da energia dos anarquistas revolucionários, para esclarecer
as questões mais importantes.
Nossos camaradas, que desempenharam um papel ativo na revolução russa e
continuam fiéis às suas convicções, sabem de que maneira funesta se fez
sentir, em nosso movimento, a ausência de uma sólida organização. Esses
camaradas estão bem situados para ser particularmente úteis na tarefa de
unificação atualmente empreendida. Suponho que não lhes passou despercebido
que o anarquismo foi um fator de insurreição nas massas trabalhadoras
revolucionárias, na Rússia e na Ucrânia, incitando-as à luta por toda parte.
Contudo, a ausência de uma grande organização específica, que contraponha
suas forças vivas aos inimigos da revolução, tornou os anarquistas incapazes
de assumir uma função organizativa. A tarefa libertária na revolução sofreu
as pesadas conseqüências dessa incapacidade. Conscientes dessa limitação, os
anarquistas russos e ucranianos não devem permitir que tal fato se repita. A
lição do passado é demasiado penosa e, por não a terem esquecido, eles devem
ser os primeiros a dar o exemplo de coesão de suas forças.
Como? Criando uma organização que possa cumprir as tarefas do anarquismo, não
somente no momento de preparar a revolução social, mas igualmente depois. Uma
tal organização deve unir todas as forças revolucionárias do anarquismo, e se
ocupar imediatamente da preparação das massas para a revolução social e para
a luta pela realização da sociedade anarquista.
Se bem que a maioria dos anarquistas reconhece a necessidade de uma tal
organização, é lamentável constatar que são poucos os que se preocupam com a
seriedade e a constância indispensáveis.
Neste momento, os acontecimentos se precipitam em toda Europa, inclusive na
Rússia, prisioneira dos bolcheviques. Está próximo o dia em que será
necessário participarmos ativamente dos acontecimentos. Se nos apresentarmos
outra vez sem estarmos organizados, previamente e de maneira adequada,
seremos novamente incapazes de impedir que os acontecimentos evoluam no
turbilhão dos sistemas estatais.
O anarquismo se insere e vive concretamente por toda a parte onde há vida
humana. Em contrapartida, ele não se torna compreensível para todos, a não
ser onde e quando existem os propagandistas e os militantes que romperam
sincera e inteiramente com a psicologia de submissão desta época, eis por que
são ferozmente perseguidos. Esses militantes agem de acordo com suas
convicções, desinteressadamente, sem medo de descobrir, em seu processo de
desenvolvimento, aspectos desconhecidos, para assimilar, ao fim e ao cabo, o
que se fizer necessário para a vitória contra o espírito de submissão. Duas
teses decorrem do que acima foi dito:
- a primeira, é que o anarquismo conhece expressões e manifestações diversas,
mas conserva uma perfeita integridade em sua essência.
- a segunda, é que o anarquismo é naturalmente revolucionário e, na luta
contra seus inimigos, só pode adotar métodos revolucionários.
No decorrer de seu combate revolucionário, o anarquismo não somente derruba
os governos e suprime suas leis, mas se ocupa também da sociedade em que
nasceu, de seus valores, seus costumes e sua "moral", o que lhe vale ser cada
vez mais compreendido e assimilado pela maioria oprimida da humanidade.
Tudo isso nos convence de que o anarquismo não pode continuar aprisionado nos
limites de um pensamento marginal e reivindicado unicamente por uns poucos
grupelhos, em suas ações isoladas. Sua influência natural sobre a mentalidade
dos grupos humanos em luta é mais do que evidente. Para que esta influência
seja assimilada de modo consciente, ele deve doravante se munir de novos
meios e iniciar desde já o caminho das práticas sociais.
Dielo Trouda n.º 4, setembro de 1925.
Makhno, os textos desconhecidos...
Este e outros textos de Makhno se encontram no livro Anarquia e Organização,
editado pelo nosso coletivo. É a nossa edição de estréia. Há m artigo que
contextualiza a Ucrânia na Revolução Russa; um texto de Piotr Archinov, que
lutou no movimento makhnovista, sobre as relações entre anarquismo e
makhnovitchina. Depois vem um textos de Makhno já na época do exílio na
França. Chega-se então ao principal texto do livro, o famoso e ao mesmo tempo
desconhecido Plataforma de Organização. Os textos seguintes fazem parte do
debate que se iniciou com a publicação da Plataforma, entre eles estão o
próprio Makhno, Malatesta e Archinov. Finalizando o livro nosso coletivo
escreveu um texto de balanço, refletindo sobre o movimento makhnovista e o
Plataforma de Organização vistos numa perspectiva atual.
Nota: Foi fundada, em Madri este ano, a SIL (Solidariedade Internacional
Libertária), da qual fazem parte diversas organizações anarquistas, inclusive
o Luta Libertária. A partir dos próximos boletins traremos mais informações
sobre a SIL, aguardem.
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Ecx la noktoj tute senstelaj povas anonci la awroron de granda realigo.
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King)
@anarkiisto...
Veja http://anarkopagina.cjb.net
Se voce nao deseja mais receber estas msgs peca, por favor, REMOVA-ME!
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